Em Ruínas: em pré-produção de novo álbum

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Por João Marcelo, Fonte: Headbanger Rage
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Em 2012 o EM RUÍNAS completa 10 anos de estrada com um curriculo de shows por todo Brazil e Europa. Atualmente a banda se prepara para a gravação do vídeo clipe oficial da música "Nuclear Nightmare (Power in Devastation") e a pré-produção de seu 2º álbum previsto pro final de 2012 chamado "No Speed Limit (Metal Tornado)". O blog Headbanger Rage conversou com Igor Lopes (vocalista/guitarrista) que nos contou sobre a repercussão que o grupo está atingindo, a cena underground em SP, o processo de composição do novo disco e muito mais! Confiram:

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HR: Com "...From The Speed Metal Graves" o EM RUÍNAS atingiu uma repercussão incrível no underground, tanto nacional como na Europa, onde vocês chegaram a se apresentar no Evil Fest. A que você atribui esse reconhecimento?

Igor Lopes: Primeiramente valeu pelo espaço cedido! "...from the Speed Metal Graves" é uma soma de uma vida eu diria, a soma de 3 fatores que se juntaram. Nossa historia de vida, que começou no final dos anos 70 rs + Nossa história na cena, como fãs de música pesada, que começou no comecinho dos anos 90 + Nossa história como banda que se iniciou em 2002. O álbum em sí, foi a soma deste 3 fatores resumidos no formato Arte, mais o talento, bom gosto e dedicação de todas as pessoas que estiveram envolvidas no álbum, desde o cara que fez a capa, até o cara que fez um backing vocal em alguma música ou o cara que fez o lay out do mesmo. O álbum é conceitual, e tudo foi adaptado ao titulo do mesmo que traduzindo para nossa língua mãe significa "...das tumbas do Speed Metal", ou seja, a ideia sempre foi a de desenterrarmos o Metal morto do passado, porem, jamais esquecido. E todos os valores que o mesmo carregou por todas estas décadas onde o amor a música e o sentimento de Rebeldia e Liberdade sempre andaram lado a lado. Creio que tudo que é feito com Amor, Verdade, sinceridade e dedicação em nossas vidas, acaba que nos levando para horizontes que talvez jamais imaginamos um dia chegar. Tenho muito orgulho de nossa história, porque sei que ela foi construída durante todos estes anos, com muito esforço, dedicação e crença no Metal Verdadeiro e no Underground. Nossa Rebeldia e Não-Conformismo, vem de dentro, não é algo comprado ou pré-fabricado. E isto é um elemento essencial para se fazer tanto Metal como qualquer tipo de Arte Verdadeira eu que vai tocar as pessoas. É algo instintivo e não forçado! Tocar lá fora só nos provou algo que ja sabiamos, ou seja, existe todo um Underground verdadeiro mundo afora, onde todos apesar de diferentes culturas e linguagens, falam a mesma língua, a do Metal! Apesar de todas as diferenças e individualidades, todos nós temos talvez a unica coisa em comum que nos une, como se fossemos uma grande família, e esta igualdade se chama: Amor a música, amor ao Metal!

HR: O Thrash/Speed Metal é um gênero onde muitas bandas acabam caindo na mesmisse e soando todas iguais, principalmente essa nova leva de grupos extremamente influenciados pelo material lançado na década de 1980. Você acha que o estilo necessita de uma "evolução/mudança" para não ficar datado e obsoleto ou você mantém a posição de que os discos lançados nas décadas anteriores são clássicos absolutos e intocáveis quem devem apenas serem reproduzidos? Qual a posição do EM RUÍNAS em relação a originalidade e qualidade?

Igor Lopes: Bem, esta questão eu penso o seguinte, eu tento apenas fazer na minha banda o que me agrada, independente se vai agradar alguém ou estar em algum padrão. E mais ainda, algo que eu gostaria de ouvir nas bandas que me agradam e que eu não vejo mais hoje em dia, uma espécie de essência perdida. Quando nos baseamos em algo para criar outro algo, acaba meio que saindo forçado ou clichê demais. Vejo muito disto hoje em dia, e sinceramente não gosto. Tem muita coisa boa também saca, mas fazendo uma analise corrosiva dos fatos, a maioria das coisas que me agradam hoje em dia, é porque lembra alguma coisa que me agradava no passado rs, e acho isto ruim, saca? É legal você manter uma tradição, mas mais importante que isto, é melhor ainda quando você se re-inventa, ou aparece com algo realmente significativo e/ou original. Influencias sempre existirão, não tem como fugir delas, só acho errado quando as bandas usam isto como referencia para fazerem seu próprio som ou moldarem suas próprias ideias. Quando faço alguma música ou letra, a ultima coisa que eu penso é se parece algo ou não rs, muito menos faço algo baseado em algo rs. A coisa tem que ser espontanea e vir de dentro pra fora e não de fora pra dentro. Quando acontece o contrario, soa forçado para quem ta ouvindo. Música boa e arte verdadeira são atemporais, e dependendo da qualidade, verdade e bom gosto da mesma, podem sim, se tornar imortais. Nesta vida você quem decide, se quer ser líder ou seguidor, e isto também funciona para as bandas que surgem a cada dia. Você escolhe em ser um formador de opinião, ou um papagaio rs. Da mesma forma que você escolhe em ser alguem com a alma pequena ou grande neste mundo. Tudo na vida tem esta dualidade, saca? E tudo é opcional. Quem decide qual rumo tomar e enfrentar é apenas você e mais ninguém. Lembrando que, tudo na vida tem um preço hehe.

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HR: Recentemente foi divulgado um vídeo do COMANDO NUCLEAR e EM RUÍNAS juntos na estrada. Qual a sua visão da cena underground paulista? O que está faltando para unir ainda mais o público voltado para o Metal nessa região?

Igor Lopes: O video foi de um show que ambas as bandas foram convidadas para fazer em Santa Catarina. Então cara, este lance de cena é complicado, como sempre digo, acho que as pessoas neste mundo, inclusive no Metal, são bem individualistas, saca? Cada um tem sua própria visão de mundo, personalidades e interesses pessoais. O unico ponto que encontrei até hoje no Metal e que realmente une as pessoas no mesmo, é o que citei na resposta acima, que é o amor ao Metal, o amor à música. O resto são apenas algumas ideias que se encontram ou que se confrontam rs, normal isto. Talvez o que falta na cena Nacional, é mais organização, estrutura e gente acreditando e investindo mais. No final das contas, todo o trabalho pesado e todos os ativistas acabam sendo sempre na maioria das vezes quem tem banda, saca? Quem é apenas fã, nem sempre é um ativista na cena, ta mais pelo lado divertido da coisa mesmo, de ir em show, curtir, beber e voltar pra casa e para suas vidas normais durante a semana. O trabalho pesado geralmente sempre acaba ficando nas costas de poucos, que são os poucos ativistas que ainda sobram, e que ainda acreditam. E o que infelizmente nunca é o suficiente para se manter uma "cena" viva. Cada um tem que fazer a sua parte, seja ele fã ou banda. Se não dividir as tarefas, fica muito saturado para poucos que fazem, precisarem fazer o trabalho de muitos rs, daê nada acontece mesmo, nada sai do lugar como deveria e a cena fica estagnada ou restrita a poucas pessoas que acreditam e lutam para manter a mesma viva.

HR: Manter uma banda de Metal no Brasil é um serviço árduo, já que as dificuldades são muitas e a recompensa é abaixo do merecido. Como você concilia a sua vida externa com o seu trabalho como músico e compositor? O que faz valer a pena seguir no underground e resistir acreditando no ideal?

Igor Lopes: Adoraria saber esta resposta rsrs. Ao meu ver, Arte é o unico atalho que existe para o aperfeiçoamento pessoal e a Liberdade, seja ela social, seja ela mental ou espiritual, se assim podemos dizer rs. Nossos corpos são limitados, mas nossa mente é livre. É desta Liberdade que estou falando, de sentir a mente livre e ter a mesma sensibilidade que tínhamos e visão da vida que tinhamos quando eramos crianças. Meu conceito de Liberdade e/ou Felicidade é algo parecido com isto, saca? Metal é apenas um formato, rotulo o que faço de Arte não apenas Metal, e sim Arte, como um todo. Acho que a partir do momento que você entra ou descobre este caminho, você jamais volta atras, porque a maioria das pessoas, encontram nele a verdade, aquela que liberta, te traz satisfação pessoal e bem estar. Independente se o formato é Metal ou não. Estou falando de Arte Verdadeira, com A maiúsculo! Pois é, talvez a unica coisa que eu realmente acredite neste mundo, na Arte. Ela te eleva, te transcende e te leva para um mundo melhor, o mundo dos sonhos, e você pode trazer este mundo pra esta realidade através da realização da Arte. Metal foi o formato que escolhi e melhor me identifiquei para viver "Arte e Liberdade".Tem coisas que não se explica, a gente apenas sente, como um instinto interno e que vai alem disso, algo que transcende e te faz melhor e se sentir melhor. Te tira do lugar comum. Acredito que todo Artista, são pessoas rebeladas, mesmo que socialmente, que resolveram não viver no lugar comum, porque tiveram plena certeza que ali não era um lugar seguro. O único lugar seguro neste mundo esta do lado esquerdo do peito, onde mora e nasce a Arte verdadeira!

HR: Agora o que todos estão ansiosos para saber. Como anda o processo de composição do segundo álbum de estúdio, intitulado "No Speed Limit"?

Igor Lopes: Estamos em processo de pré-produção do álbum "No Speed Limit". Já temos as músicas todas prontas, ensaiadas e toda a ideia conceitual do álbum, o que falta agora é aplicar tudo isto e aos poucos irmos dando a luz ao que será nosso segundo álbum que virá no estilo do primeiro, porem, com mais melodias e essencia, e o principal, ele vira "Sem Limite de Velocidade" hehe.

HR: Muito obrigado pelo tempo concedido, a equipe Headbanger Rage deseja vida longa e próspera para a banda. Finalizando, uma última palavra aos nossos leitores.

Igor Lopes: Nesta vida, seja um Bravo para ousar, e um Ousado para vencer! Acreditem sempre, se dediquem a uma causa realmente forte, verdadeira e nunca desistam. O resto a vida se encarrega de te mandar rs. Mantenha sempre um foco e siga sempre em frente sem jamais olhar pra traz, apenas em frente, sempre! Mantenham a Rebeldia no sangue. A Resistência na vida e o Metal no coração! Nos vemos na estrada. Valeuuuu!




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Sobre João Marcelo

Professor, formando em História e apaixonado por música desde os 10 anos de idade. Escreve para o blog Headbanger Rage (headbangerage) e envia matérias/entrevistas/resenhas para o Whiplash quando tem tempo.

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