Moda de Rock: O rock reinterpretado pela viola caipira

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Por Paulo Finatto Jr.
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Na década de noventa, o finlandês APOCALYPTICA foi pioneiro em transformar clássicos do rock em músicas de forte apelo clássico. Os anos se passaram e muitos outros grupos apareceram, mesmo que a ideia no Brasil fosse pouco explorada. Para reverter o quadro, a dupla ZÉ HELDER & RICARDO VIGNINI mostrou muita competência em "Moda de Rock: Viola Extrema". Os dois mestres em viola caipira selecionaram onze hinos do rock e deram um toque bem brasileiro às músicas. Para conversar sobre o CD e sobre o futuro DVD do projeto, o Whiplash.Net conversou com Ricardo Vignini.

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Fotos: Ulisses Matandos

Em primeiro lugar, como surgiu a ideia de criar o projeto Moda de Rock - Viola Extrema? Vocês são fãs de rock e de heavy metal?

Ricardo Vignini: A princípio foi uma maneira de cativar uma geração mais nova para a viola e lembrar das bandas que fizeram parte da nossa adolescência e que ainda fazem parte da nossa vida. Nós ainda apreciamos o bom rock e metal.

De que maneira foi feita a escolha do repertório? Ela partiu do gosto pessoal ou vocês deram prefer ência para aquelas que se encaixariam melhor na proposta da viola caipira?

Ricardo Vignini: O CD tem um mapeamento das décadas de 60 até 90, indo de THE BEATLES a NIRVANA. Optamos por músicas que traziam boas lembranças para gente e que se moldavam as levadas de viola. Caso contrário, soaria muito falso.

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O trabalho que vocês executam com o MATUTO MODERNO é, ao mesmo tempo, diferente e parecido se comparado com o projeto Moda de Rock - Viola Extrema. Como vocês conseguem conciliar as duas bandas?

Ricardo Vignini: O MATUTO MODERNO tem doze anos e é o contrario do Moda de Rock. Lá nos influenciamos da música caipira de raiz para fazer um som com uma pegada rock. O novo CD, inclusive, sai esse ano.

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Como foi que surgiu a oportunidade de mixar o álbum no famoso Abbey Road Studios, em Londres? Existe alguma razão técnica para que a finalização do disco fosse feita no exterior?

Ricardo Vignini: Primeiramente, foi pra pegar o espírito da coisa, o Abbey Road é um estúdio que tem alma e muita experiência. Ficamos muito felizes com o resultado e lá tem também os compressores e equalizadores Chandler que eu adoro!

Uma das características mais notáveis do trabalho é a mistura do rock n' roll com influências da música brasileira, como a sertaneja e até mesmo o samba. Isso foi uma coisa que aconteceu de maneira natural ou vocês quiseram mesmo elaborar novos arranjos para as músicas do repertório?

Ricardo Vignini: A música de viola por si só já tem uma pegada rock. Eu acho também que, de todas as músicas do Brasil, é a qual mais se assimila com o blues. Por isso acontece essa facilidade nos arranjos.

Como está a repercussão do disco "Moda de Rock - Viola Extrema", tanto no Brasil como no exterior?

Ricardo Vignini: Melhor do que esperávamos! Esse ano vamos lançar nosso DVD com as participações do Pepeu Gomes e do Kiko Loureiro, através do Catarse.me, que é um site de financiamento colaborativo muito interessante. Nós também acabamos de voltar de uma série de shows nos EUA, que foi muito bacana. Agora, estamos começando a preparar nossa primeira turnê pela Europa.

Vocês tem colocado o projeto na estrada, realizando shows em diversas capitais do Brasil. Como está sendo a recepção do público? Ele é formado principalmente por headbangers?

Ricardo Vignini: O público é muito amplo e atinge diversas faixas etárias e gostos distintos, vai o garoto que curte metal e que leva o pai que curte música caipira, e vice-versa. Esse realmente é o maior barato.

O rock é a grande preferência de quem estuda música atualmente?

Ricardo Vignini: Digamos que é o primeiro gancho do adolescente. Foi assim comigo, com o Zé e com muitas outras pessoas. O interessante é que hoje em dia já existe pessoas que tem como seu primeiro instrumento a viola.

Na opinião de vocês, o que falta para a música instrumental conquistar um reconhecimento maior aqui no Brasil?

Ricardo Vignini: A música instrumental sempre teve seu espaço no Brasil a começar pelo choro. Já a Rádio Nacional, depois na década de oitenta, teve o estouro do jazz brasileiro. Hoje eu vejo o Kiko Loureiro participando dos principais eventos de guitarra do mundo! Acho que o problema não é com a música instrumental, mas sim com a música de entretenimento, que é tão difundida pela grande mídia. Quem sabe se com o ensino de música nas escolas esse cenário não muda no futuro?!

Quais os planos para o futuro? Existe a possibilidade de vocês gravaram um "Moda de Rock - Viola Extrema 2"?

Ricardo Vignini: O plano agora é lançar o nosso DVD e o CD do MATUTO MODERNO. E, para o começo de 2013, quem sabe um Moda de Rock 2.

Obrigado pela entrevista. Para encerrar, solicito que deixem uma mensagem para os leitores do Whiplash.Net e para todos aqueles que acompanham vocês.

Ricardo Vignini: Muito obrigado pela força que vocês deram pra gente em 2011! Estamos muito felizes com todo apoio que recebemos e contamos com a ajuda dos seus leitores para finalizar nosso DVD.




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Sobre Paulo Finatto Jr.

Reside em Porto Alegre (RS). Nascido em 1985. Depois de três anos cursando Engenharia Química, seguiu a sua verdadeira vocação, e atualmente é aluno do curso de Jornalismo. Colorado de coração, curte heavy metal desde seus onze anos e colabora com o Whiplash! desde 2000, quando tinha apenas quinze anos. Fanático por bandas como Iron Maiden, Helloween e Nightwish, hoje tem uma visão mais eclética do mundo do rock. Foi o responsável pelo extinto site de metal brasileiro, o Brazil Metal Law, e já colaborou algumas vezes com a revista Rock Brigade.

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