Destruction: vocalista comenta álbum novo em exclusiva

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Por Fernanda Lira
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O grande ícone alemão do thrash metal, Destruction, lançou esse ano seu mais recente disco, intitulado "Day of Reckoning". Confira o que o vocalista e baixista Schmier nos contou sobre a produção do novo álbum em um bate papo por telefone.

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WH: O último álbum do Destruction, “Day of Reckoning”, foi gravado e produzido por vocês mesmos, certo?

Schmier: Isso mesmo! O produzimos em um pequeno estúdio na Alemanha. Preferimos essa opção pois estávamos trabalhando sob certa pressão da gravadora, por causa da saída do antigo baterista, Marc Reign. Nós queríamos e teríamos que apresentar um novo álbum de qualidade, então decidimos gravar em um estúdio onde não tivéssemos muita preocupação com o tempo que gastaríamos. Levamos o tempo necessário e o resultado foi ótimas gravações. Senti que nesse álbum a química da banda está de volta!

WH: Sabemos que antigamente você e o guitarrista Mike tiveram diversos atritos, e, a julgar pelo que se ouve no álbum, hoje em dia vocês se encontram em bastante harmonia, principalmente pelo fato de terem trabalhado sozinhos em todas as composições neste disco, já que estavam sem baterista.

Schmier: Sem dúvida hoje em dia tem uma sensação boa no ar. Respeitamos muito um ao outro agora. Aprendemos a respeitar as diferenças, pois entendemos que as pessoas tem maneiras diferentes de lidar com pressão e outros aspectos. Mas foi muito legal essa experiência de compormos juntos, tudo flui muito naturalmente, e o resultado final nos deixou muito felizes.

WH: E como foi a busca por um novo baterista?

Schmier: Foi trabalhoso, porque surgiram muitos nomes grandes e ótimos profissionais, e tínhamos que escolher um cara depressa. Aliás, um brasileiro foi finalista junto ao Vaaver, mas acabamos ficando com este último, principalmente por ser alguém que mora na Europa, o que facilita para nós. Procurávamos por um cara que mantivesse o alto nível musical do Destruction e que tivesse todas as habilidades que estávamos buscando: habilidade em fazer turnê, em beber e em farrear! (risos) Mas, falando sério agora, ele se encaixou perfeitamente na banda, pois é muito habilidoso e técnico. Ele já estudou percussão no Canadá e até já fez parte de uma orquestra sinfônica. Sem dúvidas posso afirmar que o Destruction está melhor agora com ele.

WH: Em “Day of Reckoning” há a participação do guitarrista Ol´ Drake, do Evile. Como surgiu a idéia de convidá-lo?

Schmier: Se tivéssemos que acrescentar mais um guitarrista à banda, ele seria o cara! Além de ele ter uma banda excelente, já passamos ótimo momentos com ele. Ele é muito habilidoso na guitarra também. E o melhor é que ele tem o espírito, ele realmente curte ser um headbanger.

WH: Vocês recentemente voltaram a trabalhar com a gravadora Nuclear Blast. Quais as motivações para a troca de selo?

Schmier: Já estávamos há um bom tempo na AFM e enquanto estávamos por lá, boas propostas aconteceram. A Nuclear Blast é uma das melhores no ramo, então nos sentimos em casa novamente. Como eles estavam interessados e nós já conhecíamos seu trabalho, não pensamos duas vezes. Uma das coisas boas dessa gravadora é a maneira como eles trabalham a distribuição dos discos. Para nós é muito importante que o álbum chegue a outros países e continentes, porque queremos tocar em todos os lugares possíveis. Com a AFM, isso não acontecia: os álbum simplesmente não chegavam às lojas. E na Nuclear há as melhores pessoas, porque são todos headbangers trabalhando junto e por você.

WH: Qual música do novo disco melhor define o momento em que o Destruction está?

Schmier: Muito difícil de dizer, pois tudo está bem legal. As letras contêm bastante críticas, os riffs estão puramente thrash metal e aquelas marcas registradas nas linhas vocais também estão lá! The Price é uma das minhas favoritas, mas acho que as quatro primeiras são as melhores faixas!

WH: Finalizando, gostaria que você comentasse um pouco sobre a capa do disco.

Schmier: Nós não queríamos ser muito previsíveis colocando novamente o nosso “butcher” na capa e, já que pudemos disponibilizar três capas distintas, decidimos aproveitar da melhor maneira essa grande chance de fazer algo diferente. Focamos muito nas cores e naquele olho do demônio, queríamos que fosse impactante. Queríamos uma capa detalhada, e quem gosta e se apega a detalhes, deve ter gostado bastante da versão em vinil. Ficamos muito felizes com a arte da capa!

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