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Ecliptyka: entrevista com a banda pelo Blog Arte Metal

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Por Vitor Franceschini, Fonte: Blog Arte Metal
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Formada por Helena Martins (vocal), Guilherme Bollini (guitarra e vocal), Hélio Valisc (guitarra), Eric Zambonini (baixo) e Tiago Catalá (bateria), a banda Ecliptyka aliou a efervescência dos adolescentes que a formaram em 1999 com experiência dos talentosos músicos que se tornaram. Mesclando diversos estilos do Metal, enfatizando o peso do Power Metal, a banda busca seu lugar ao sol com composições brilhantes que fogem do comum que o estilo tanto emana. Falamos com a vocalista Helena Martins e o baterista Tiago Catalá sobre a banda e tudo que a envolve, confira abaixo:

Conte-nos um pouco sobre a carreira da banda.

Helena Martins (vocalista): A banda começou com os primos Guilherme Bollini e Rodrigo Mathias pela admiração adolescente, na época, de bandas consagradas de Metal (Iron Maiden, Metallica). A idéia era conquistar o mundo através de composições próprias com letras agressivas! Mais tarde a idéia evoluiu e passou a ser não só mais um hobby, mas sim uma meta pessoal e profissional. O trabalho sempre foi muito sério e, mesmo no começo, colocávamos metas difíceis de serem alcançadas para impulsionar cada vez mais a banda. O reconhecimento foi e está sendo alcançado com o tempo e na medida em que mais pessoas vão conhecendo a banda. É um processo contínuo de nossa parte em buscar difundir nosso trabalho e tentar fazer com que as pessoas analisem e se identifiquem com a gente. Hoje somos muito orgulhosos de tudo que conquistamos! Lançar nosso primeiro álbum foi uma das maiores realizações para nós... E conseguir atingir as pessoas, até mesmo fora do Brasil, é muito emocionante!

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A banda foi formada e 1999, portanto só lançou seu primeiro material em 2007, que foi a demo The First Petal Falls e, oficialmente, o primeiro full length, A Tale Of Decadence, somente 12 anos depois. O que fez com que houvesse essa demora para lançar trabalhos próprios?

Tiago Catalá (baterista): No princípio, éramos adolescentes aprendendo a lidar com os instrumentos e se divertindo muito com covers cada vez mais difíceis de serem tocados. Com o tempo, passamos a compor as primeiras canções da banda e usamos tudo o que aprendemos em anos de Metal Melódico, Power Metal e Prog Metal como influencias! (risos). Dessas primeiras composições surgiu a demo The First Petal Falls. Com a bagagem da demo, muitos shows e a Eurotour que rolou em 2008, A Tale of Decadence nasceu com a Ecliptyka muito segura sobre seu estilo de som e com letras que refletem exatamente o pensamento de todos os integrantes. Nós sempre falamos que esse longo período entre a demo e o álbum foi um tempo necessário ao amadurecimento da banda... aprendemos muito, pesquisamos muito, batalhamos muito, e, principalmente, achamos as pessoas certas para finalmente fazer esse nosso primeiro álbum, pois passamos por algumas mudanças na formação. Valeu muito a pena toda a espera.

Vocês possuem influências de diversos estilos dentro do gênero Metal. No som do Ecliptyka há elementos que vão do Heavy Metal ao Metal extremo. Com é o processo de composição de vocês?

Helena: As primeiras composições do álbum A Tale of Decadence tiveram um processo de composição mais longo, justamente pelo o que o Tiago falou anteriormente... Nesse meio tempo, passamos por algumas mudanças de formação na banda e tivemos bastante tempo para entender como as nossas músicas deveriam soar. Muitas delas surgiram sendo uma coisa e terminaram sendo outra totalmente diferente! Depois desse período durante o qual realmente firmamos nosso estilo de som, as outras composições saíram de maneira mais dinâmica e até mais fácil. Mas basicamente o que acontece é que alguém chega com uma idéia de riff, batida ou pegada e começamos a desenrolar a idéia todos juntos. Depois que já temos a estrutura da música pronta, eu e/ou o Guilherme bolamos uma letra e eu fecho com as melodias das vozes. Mas é claro que isso não é uma regra.

Ainda sobre o estilo, sei que muitas bandas não gostam de se rotularem, mas em que estilo vocês acham que se encaixariam?

Helena: Como essas muitas bandas, nós também não gostamos (risos). Mas não gostamos simplesmente por ser muito difícil para nós! Não conseguimos ver nossas músicas como pertencentes a aquele ou a este estilo. Para nós, é algo diferente, uma mistura de tudo que gostamos. Geralmente falamos que tocamos Metal e pronto (risos) .

No álbum de vocês há excelentes composições como "Fight Back" e "Dead Eyes". Mas, acredito que "Splendid Cradle " está acima de todas e já é um hit da banda. Fale-nos sobre as composições preferidas de vocês no álbum A Tale Of Decadence.

Tiago: Creio que seja muito difícil para nós falarmos qual música é a nossa preferida. Nós gostamos muito de todas, pois todas elas fazem parte de um trabalho como um todo. Mas é claro, há algumas que gostamos mais de tocar pela pegada, mas aí é bem pessoal. Cada membro da banda tem a sua. No meu caso, "Why Should They Pay" pela pegada mais agressiva! Mas de tempos em tempos essa preferência vai mudando... (risos).

Helena: Apesar de eu gostar muito de ‘’Splendid Cradle’’, as minhas preferidas são ‘’We Are the Same’’ e ‘’Why Should They Pay’’, pela sonoridade e também bastante pela mensagem das letras.

Ainda falando de "Splendid Cradle" a faixa possui uma versão em português chamada "Berço Esplêndido". Como surgiu a idéia de gravar 2 versões para esta faixa?

Tiago: A idéia de ‘’Berço Esplêndido’’ surgiu por uma necessidade. Queríamos participar de um festival que tinha como um dos requisitos básicos uma música em português e escolhemos "Splendid Cradle" por retratar nossa realidade no país. Com a música pronta, nos surpreendemos com a sonoridade dela em português e, deste modo, acreditamos que poderíamos atingir um público mais amplo por aqui.

Como tem sido a repercussão de A Tale Of Decadence tanto por parte do público quanto por parte da crítica?

Helena: Estamos muito, muito, muito felizes com a repercussão do álbum! É óbvio, quando você escreve músicas e lança um álbum, você dá o seu máximo para que saia perfeito. Para que agrade tanto a você quanto ao público, da melhor maneira! Mas nós realmente não esperávamos tanto! Recebemos ótimas críticas de mídias especializadas e do público nos shows! Estamos muito felizes! Esse, com certeza é o trabalho de nossas vidas.

Os que vocês procuram falar em suas letras e como os temas surgem na hora de compor?

Helena: O álbum A Tale of Decadence tem como tema a destruição de nosso planeta, seus recursos e suas vidas, pelo ser humano. Há muito tempo queríamos fazer um álbum temático que falasse sobre isso. Eu particularmente adoro esse tema. Sou bióloga formada, e me incomoda demais ver que o ser humano é insensível e ainda não dá valor para aquilo que nos mantém vivos. Creio que é algo sobre o qual sempre escreverei a respeito, pois uma música geralmente é criada a partir daquilo que gera em nós sentimentos extremos, como amor, ódio, decepção, etc... Nós seguimos isso. E nossas novas composições também estão surgindo a partir disso.

Vocês possuem um instrumental bem técnico e vocalizações bem variadas, o que dificulta a apresentação ao vivo da banda. Como vocês se viram no palco?

Tiago: Nos empenhamos muito nos ensaios e por isso as apresentações ao vivo são mais descontraídas. É o momento de interagir com o público e passar nossa mensagem! As ‘’tensões’’ ficam nos ensaios justamente para a técnica ficar automática e podermos relaxar um pouco mais ao vivo, para aproveitarmos o momento ao máximo. Mas não é fácil! (risos) Nós temos sempre que manter um nível constante de concentração se não nos perdemos.

Como está a agenda de shows e como tem sido a recepção às novas faixas ao vivo? Quais têm funcionado melhor?

Helena: Tocamos bastante esse ano, por diversas cidades do Brasil, e temos algumas datas marcadas até o final do ano. É claro, nós não tocamos tanto quanto gostaríamos, pois todos nós temos empregos à parte da Ecliptyka. Se fosse unicamente por nossa vontade, nós tocaríamos todos os dias da semana! Mas temos que conciliar muita coisa ainda. As faixas do álbum têm agitado bastante a galera nos shows, e isso nos deixa muito feliz. Músicas como ‘’We Are the Same’’, ‘’Unnatural Evolution’’, ‘’Splendid Cradle’’ e ‘’Why Should They Pay’’ têm dado muito certo ao vivo pela pegada mais forte e melodias mais grudentas. (risos)

Quais os planos futuros do Ecliptyka, já há algo novo pronto?

Tiago: Bom, nosso álbum sai agora em setembro no Japão pela Radtone Music! Estamos muito ansiosos por isso! Acabamos de assinar também com a Rage On Stage, uma empresa de management nos EUA que nos renderá algumas turnês mundiais, como a que vai rolar no meio do ano que vem pelos EUA. E recentemente, fizemos as captações das cenas de nosso primeiro videoclipe, de "We Are The Same", com o pessoal da Kairos Filmes (lançamento previsto para outubro/2011). Acreditamos que esses serão passos importantes a serem dados! E é claro, já estamos pensando e planejando as gravações do nosso próximo álbum para ano que vem, depois da turnê.

Deixe uma mensagem aos fãs e leitores.

Helena e Tiago: Primeiramente gostaríamos de agradecer você, Vitor, pela oportunidade de espalhar nosso nome e nossos ideais. E muito obrigado a todos que têm nos dado força nessa nossa jornada! Todo o ‘’feedback’’ que estamos recebendo nos nossos canais de comunicação (youtube, facebook, orkut, twitter) têm nos animado muito e nos dado muita motivação para continuarmos com a nossa luta. Ter uma banda (e de Metal, ainda por cima!) no Brasil é uma tarefa árdua. Mas todo o retorno dos fãs faz valer a pena! Muito obrigado novamente!


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Sobre Vitor Franceschini

Jornalista graduado tem como principal base escrever sobre Rock e Metal, sua grande paixão. Ex-editor do finado Goredeath Zine, atual comandante do blog Arte Metal, além de colaborador de diversos veículos do underground.

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