Carro Bomba: entrevista com o baixista Fabrízio
Por Ben Ami Scopinho
Postado em 12 de agosto de 2011
E o Carro Bomba honrou sua promessa: "Carcaça" conseguiu ser ainda mais pesado que seu antecessor, "Nervoso, lançado em 2008... Aproveitando o lançamento, o Whiplash! conversou com o baixista Fabrízio sobre a atual fase dos paulistanos:
Whiplash!: Olá pessoal! "Nervoso" apresentou uma forte mudança no direcionamento musical do Carro Bomba. Agora, passados três anos, que balanço vocês fazem do atual estágio da banda?
Fabrizio: Estamos numa fase muito boa. O "Carcaça" está sendo muito elogiado e os shows estão cada vez mais insanos, com aumento constante de público, uma vez que o nome do Bomba está se espalhando de forma relativamente rápida. Isso tudo é decorrente do que iniciamos no "Nervoso", um álbum que realmente foi um divisor de águas em nossa trajetória.
Whiplash!: Já "Nervoso" e "Carcaça" possuem uma sonoridade mais próxima. Seria equivocado afirmar que o Carro Bomba esteja estabilizando sua proposta?
Fabrizio: Não, não seria. Mas eu apenas colocaria de outra forma; o Carro Bomba já encontrou sua própria sonoridade, ou identidade musical.
Whiplash!: De qualquer forma, é inegável a influência que o Black Sabbath, na fase Dio, exerce sobre "Carcaça". O Heitor disse ao New Horizons Zine que, após as composições estarem prontas, Heros Trench e Marcelo Pompeu foram os responsáveis pelo direcionamento da sonoridade do "Carcaça". Poderia explicar isso melhor?
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Fabrizio: O direcionamento foi dado pela banda e, de certa forma, até pelo próprio "Nervoso". Entramos no estúdio, preparados e sabendo exatamente o que queríamos, que era soarmos mais pesados. O que o Heros e o Pompeu fizeram foi acrescentar algumas idéias que contribuíram nesse sentido.
Whiplash!: Os temas do novo disco são atuais e tipicamente urbanos. Até onde cantar em português é importante em meio a um público que ainda exibe tanta resistência para com nossas bandas?
Fabrizio: Você mesmo já respondeu; justamente por haver resistência, é importante persistir. E, pra ser bem sincero, isso nos instiga.
Whiplash!: "Tortura" também conta com a voz do Vitor Rodrigues, do Torture Squad. Como aconteceu sua participação?
Fabrizio: Quando a música já estava estruturada, o Rogério veio com essa idéia. Na hora já achamos do caralho e, por sermos todos brothers, ficou bem fácil. O Vitor curtiu bastante a experiência de cantar em português.
Whiplash!: Como é estar com a Laser Company nestes tempos em que a venda dos CDs está em baixa? Até que ponto a influência da Laser pode elevar suas bandas a um novo patamar?
Fabrizio: A parceria está sendo muito boa. A visibilidade da banda está bem maior e o CD disponível em lugares nunca alcançados anteriormente.
Whiplash!: Considerando a reação do público no show de lançamento do "Carcaça" no Manifesto Bar, o Carro Bomba já garantiu sua cota de fãs pela região. Mas, e fora de São Paulo, como está a situação?
Fabrizio: A procura pelo Bomba tem aumentado bastante, tanto por produtores de shows quanto pelos fãs que nos saúdam, Brasil afora e exterior. Estamos agendando shows constantemente e a tendência é só aumentar, inclusive em distâncias.
Whiplash!: Em março vocês tocaram pela primeira vez fora do Brasil. Como rolou essas datas e quais suas impressões sobre o cenário do Chile? Confesso que não conheço muita coisa de lá... Que bandas você indicaria?
Fabrizio: O Deca (guita da Baranga) começou a se corresponder pelo Myspace com os caras do Tabernários (banda chilena), que organizaram uma tour por lá, nomeada "Eje Del Mal" (Eixo do Mal), levando a Baranga para tocar. Logo a gentileza foi retribuída. E foi nessa que nos conhecemos, tocando juntos em Limeira (SP). Quanto ao cenário deles, o que mais me chamou a atenção é que lá não há segregação de estilos. As bandas com as quais tocamos iam do Hard Blues ao Thrash e a galera curtia todas elas. Boca Seca, Lethal Fist, Devil Presleys, Hielo Negro e o já citado Tabernários são alguns bons nomes.
Whiplash!: Uma curiosidade final... Qual foi a maior ‘roubada’ em que o Carro Bomba se meteu nos shows que fez pelo Brasil nestes anos todos?
Fabrizio: Foram várias. A maioria, nos primórdios, é claro. Uma que me veio à mente foi num Motoclube, do qual não me recordo o nome, em Santa Isabel, interior de SP. Puta bagunça, um monte de bandas covers horríveis e um P.A de merda. Chegamos pra fazer o show na hora marcada, só que ainda tinham sei lá quantas bandas pra tocar antes da gente. Batemos e voltamos, literalmente.
Whiplash!: Tá, mais uma curiosidade... Ô Fabrízio, você curtiu destruir o vidro daquele carro na seção de fotos para o novo disco, hein? Aposto que todo mundo gostaria de fazer isso um dia, eheh!
Fabrizio: Curti, foi bem legal. E ficou uma puta foto, como todas as outras. Às vezes dá vontade de sair na rua fazendo isso, mas aí eu pego meu baixo...
Whiplash!: Ok, pessoal, o Whiplash! agradece pela entrevista desejando boa sorte ao Carro Bomba! O espaço é de vocês para os comentários finais, ok?
Fabrizio: Um abraço pra todo mundo e podem anotar aí: como já é de praxe, o próximo disco do Bomba será ainda mais pesado. Já temos umas pérolas novas que comprovam isso, hehe... Up the Bombers!!!
Contato:
http://www.carrobombaoficial.com.br
http://www.myspace.com/carrobomba
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A música que David Gilmour usou para fazer o Pink Floyd levantar voo novamente
Copa do Mundo do Rock: uma banda de cada país classificado, dos EUA ao Uzbequistão
O lendário guitarrista que Steve Vai considera "um mestre absoluto"
Membros do Iron Maiden não deram depoimentos a documentário de Paul Di'Anno
A música pela qual Brian May gostaria que o Queen fosse lembrado
Os 5 álbuns favoritos de Dave Mustaine de todos os tempos, segundo o próprio
O hit de John Lennon que Ritchie Blackmore odiou: "Parece uma banda semi-profissional"
Você sabe tudo sobre Iron Maiden? Responda esse desafio de 30 perguntas e descubra
Como era o baixista Cliff Burton, de acordo com as palavras de Scott Ian
Pearl Jam já tem novo baterista, revela Dave Krusen
O hit "proibido para os dias de hoje" que dominou os anos 80 e voltou sem fazer alarde
A melhor música que Bruce Dickinson escreveu para o Iron Maiden, segundo a Metal Hammer
Rockstadt Extreme Fest anuncia 81 bandas para maratona de 5 dias de shows
Para ex-guitarrista do Megadeth, álbum com Kiko Loureiro representa essência da banda
Sérgio Serra teve carreira quase destruida pelo álcool: "Ninguém mais queria tocar comigo"
Os álbuns dos Beatles mais possuídos (e os mais cobiçados) pelos colecionadores de discos
Os dois erros científicos eternizados na capa do "Dark Side of the Moon" do Pink Floyd
O método usado por guitarrista para tirar 17 músicas em 20 dias para tocar com Edu Falaschi
Lemmy: "quando surge uma tentação, eu cedo imediatamente"
Eddie Van Halen: "Eruption foi um acidente"
