David Ellefson: "Rust In Peace" foi importante para estilo

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Por Daniel Molina, Fonte: Rust In Page, Tradução
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MetalReview bateu um papo com David Ellefson; confira abaixo:

MetalReview: Depois de um processo arduo e rigoroso de votação a equipe da MetalReview sescolheu os 100 Álbuns Esseciais da infâme década de 90, e estamos felizes em dizer que o Rust in Peace foi um dos nossos escolhidos. Sei que não somos os primeiros a falar sobre a excelência do álbum, mas mesmo assim, como se sente com esse indicação?

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David Ellefson: Obrigado! É sempre bom ser escolhido. Na época só estavamos gravando o próximo álbum. Quem iria adivinhar que viraria uma clássico?!

MR: Por falar em Rust in Peace, qual seu relacionamento com o álbum hoje em dia? Você acha que esse reconhecimento todo é válido?

Ellefson: Depois de tocar o ábum todo ao vivo no ano passo eu certamente aprecio as nuances do material e entendo melhor o porque dos fãs gostarem dele. Trouxe muitas lembranças da banda naquele momento e revigorou o apelo do álbum para mim também. Muitas vezes na carreira você grava um álbum e toca alguns músicas nas turnês que se seguem, mas depois você não senta para ouvir direito do começo até o final. Essa tour do vigésimo aniversário me transportou de volta para aquela época thrash, que foi um ponto crucial no gênero.

MR: Sendo uma pessoa que está na banda desde os tempos mais turbulentos nas formações, do que você se lembra da época do “Rust in Peace?" Você acha que não foi tão turbulento antes de entrar no estúdio com você e o Dave tentando se livrar das drogas e a mudança de formação acontecendo...

Ellefson: Bem, a maioria do álbum foi composto como um trio, porque era um época dificil, mas gravamos sóbrios no começo dos anos 90, como um quarteto, talvez seja porque isso que você ouve tanta angústia no álbum. Também explica os andamentos rápidos. Nós estávamos putos e você consegue ouvir isso

Sobre as mudanças de formações, está mais para reformulação do troca de integrantes, apesar dessa não ter sido a mentalidade na época. Aconteceu. A formação do RIP tinha uma boa vibração, todos queriamos tocar a mesma coisa e queriamos elevar a banda ao seu melhor. Foi ótimo ser um grupo, e por isso fomos tão produtivos por tantos anos.

MR: Bem, turbulento ou não, a gravação do álbum deve ter sido boa, porque Mike Clink teve a honra de ser o primeiro produtor que sobreviveu ao processo de gravação de um álbum do Megadeth sem ser demitido. Que lembraça você tem de vocês tentanto criar o álbum dentro do Rumbo Studios?

Ellefson: Mike estava dando um tempo antes de gravar o próximo álbum do Guns N’ Roses (Use Your Illusion I e II) então utilizamos ele como co-produtor da gravação e dos overdubs. Então veio o Max Norman e mixou o álbum já que o Mike tinha que fazer o trabalho com o GN’R. Essa virada de mesa se tornou uma jornada criativa para nós e Max, que incluiu os dois álbuns seguintes e algumas músicas para trilha sonora. O Max é um excelente produtor de hard rock e metal, e eles nos ajudou a criar boas músicas e elevou o nível de produção nosso, um som que se tornou nosso.

Sobre os arranjos e estruturas, o Clink não teve muito a ver com isso já que tinhamos tudo pronto antes de entrar no estúdio. Marty tinha acabado de entrar para a banda, então estávamos preocupados em inteirá-lo ao material.

A gravação e edição da bateria e do baixo demorou quase um mês, devido à complexidade dos arranjos e da intensidade. Clink lidou bem com essa parte da produção. Depois Dave gravou os overdubs de guitarra base, e o Marty passou a maior parte do tempo praticando os solos.

Na parte vocal, Dave gravou os vocais principais e depois tiveram vários momentos legais que chamamos de ‘gang backup vocals’ onde a gente e o resto da equipe ia pro estúdio e gritava as letras para criar um backing vocal enorme. Gravamos assim para as músicas “Take No Prisoners,” “Five Magics” e “Lucretia.”

É interessante salientar que “Dawn Patrol” foi a última música adicionado ao álbum. Mike Clink e nosso empresário viviam dizendo que faltava uma música. Nick e eu rgravamos um ideia que tinhamos rascunhado quando estávamos terminando as faixas de baixo e bateria, e mostramos ao Dave como opção para a faixa final. Ele gostou da ideia baixo/bateria e escreveu uma letra em cima, que acabou virando a “Dawn Patrol”. Ao ouvir o álbum agora, ela serve como uma ótima pausa para a carnificina que vem das outras músicas na ordem do tracklist...e é uma ótima transição para os ouvidos das pessoas antes esmagá-los com “Rust In Peace… Polaris” fechando o álbum.

MR: É incrível pensar nas pessoas que fizeram testes para a posição de guitarrista antes da gravação do Rust in Peace, como por exemplo, Dimebag Darrell e um jovem Jeff Loomis. Em retrospecto você alguma vez já pensou: "Merda, nós basicamente tivemos guitarristas que entrariam no Hall of Fame se candidatando a guitarrista e tivemos a coragem de dizer não para eles?" Você tem alguma história interessante para partilhar com a gente desses testes?

Ellefson: Bem, ligamos para o Dime no começo de 1989 para vermos seu interesse e disposição, mas nuncas testamos ele porque ele estava comprometido com o Pantera. Quando o encontrei um ano antes em Dallas, ele me disse que o álbum Peace Sells… tinha mudado a vida dele. Ele era um fã e um guitarrista feroz, por isso entramos em contato com ele. Até aquele momento não tinhamos feito nenhum teste aberto, e o Marty não tinha se oferecido para fazer também. Os teste naquele ano foram tão futeis, e foi uma benção o Marty estar disponivel e interessado no trabalho. Ele tinha um passado bacana com o metal e como solista, então ele entenderia melhor que os outros como tocar as nossas músicas.

MR: Rust in Peace também Megadeth marcou uma época importante em termos de sucesso comercial com todas as indicações para o Grammy e coisa do tipo, solidificando a banda como uma das principais no estilo. A celebração de 20 anos do Rust in Peace também marcou sua volta para a banda, então, no fim das contas, esse álbum dá um pouco de nostalgia a você. Como se sente, depois de vinte anos, voltar a tocar aquelas musicas que o tornaram um imortal no mundo do heavy metal?

Ellefson: Para ser honesto, aquelas músicas eram dificeis de serem tocadas quando lançamos o álbum. Fico feliz por Shawn Drover tem um senso de como toca bateria o que deixou mais fácil quando a gente tocou o álbum ao vivo. Para mim, isso tornou a jornada mais divertidas, anos atrás, ainda estávamos amadurecendo como músicos, e às vezes os andamentes ficavam desenfreados. (risos)

MR: Para finalizar, do seu ponto de vista, que tipo de herança você acha que os anos 90 deixaram para o metal em geral?

Ellefson: Eu acho que os anos 90 sempre serão lembrados pelos fãs de metal como algo ruim para esse tipo de música, especialmente depois de 1994. Apesar de muitos terem "sobrevividos", foi por causa dos fãs. As pessoas que nos apoiavam tanto nos anos 80 viraram as costas rapidamente para a gente nos anos 90 quando uma nova "onda" chegou. Mas isso é o que deixa o metal ainda mais legal, não é mais uma onda, e os fãs escutam e apoiam, independente de modas, porque gostamos mesmo de música e o que ela representa... não porque era uma coisa de momento.

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Sobre Daniel Molina

Nascido em 79, professor de inglês e tradutor. Conheci o metal e suas várias vertentes através de um amigo do meu irmão no final dos 80, onde em 89 acabei me deparando com Megadeth dentre os vinis que estava ouvindo e foi amor à primeira ouvida, uma paixão que dura 20 anos. Apaixonado por thrash metal, especialmente Bay Area e East Coast mas também aficcionado por NWOBHM, Hard e Death. Com o passar do tempo percebi que o rótulo é o que menos importa e sim o tipo de música que nos agrada, mas apesar de tudo, thrash sempre acima de tudo. Já trabalhei com vários sites, cobrindo shows e fazendo entrevistas mas sempre tocando a Rust In Page por amor ao Megadeth, e hoje além de dedicação total ao meu trabalho salvo bastante do meu tempo para manter a página rolando firme e forte e mantendo os Droogies brazucas informados.

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