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Red Front: "É hora de malhar o boneco Emo..."

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Por Vitor Franceschini, Fonte: Blog Arte Metal
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Desde 2007 na ativa o Red Front só não seria uma banda peculiar por completo se o som que praticassem não fosse o sério e raivoso Thrash Metal. Apesar de toda a seriedade que o estilo impõe, a banda leva o trabalho com bom humor, portanto com os pés no chão, investindo em marketing maciço nas redes sociais da internet. Falamos com os hilários Oscar (guitarra) e Léo (vocal) sobre a banda, o marketing e todas as peculiaridades que envolvem a banda. Completam o line-up Daniel (bateria), Marq (baixo) e Marcelo (guitarra). Com vocês, Red Front!

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O Red Front alia elementos do Thrash Metal ‘old school’ com o Thrash dos anos 90, com algumas pitadas de Death Metal e até Hardcore. Como é o processo de composição de vocês?

Oscar: Você esqueceu-se de citar que também tem um pouquinho de influência de forró sacana nas músicas (risos). Agora falando sério, nos compomos normalmente a partir de alguma ideia de alguém, na maioria das vezes sou eu que trago os riffs e ideias centrais de como a música será, ai passo pros caras da banda e a gente começa a montar a música a partir daí, em seguida o Léo faz uma letra e a música nasce. Realmente nosso som se baseia nesses estilos porque são os estilos que normalmente todos da banda ouvem com mais frequência.

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Memories of War foi lançado ano passado, portanto já conta com um bom e longo trabalho de divulgação. Como tem sido a repercussão do disco até então, tanto por parte da crítica, quanto por parte do público?

Oscar: Lançamos o CD em novembro de 2010, temos oito meses com o álbum na praça, ainda estamos correndo atrás de divulgação e tudo mais. Por enquanto não temos o que reclamar visto que tanto o público como a mídia especializada tem nos elogiado bastante e dado um retorno muito positivo.

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Léo: Nas resenhas as críticas são sempre positivas, já com a galera o apoio ao álbum é total! Todos que adquirem o CD vêm até o nosso Orkut, Facebook e Twitter elogiar a parte de composição e de produção, sabe como é, esse CD é nosso primeiro filho e vem nos dando muito orgulho!(risos).

A produção do álbum ficou excelente, tanto a sonora quanto a gráfica. Até que ponto vocês acham que um bom trabalho gráfico ajuda em um disco?

Oscar: Muito obrigado pelo elogio, curtimos muito a qualidade de gravação, ainda mais por ter sido gravado 100% em casa (possuo um home estúdio). Sabemos que temos muito a melhorar. Para o próximo CD a qualidade ficará melhor, pois compramos melhores equipamentos e já aprendi a usar os programas de áudio (risos). A parte gráfica também ficou bacana e foi feito pelo nosso guitarrista Marcelo. Enfim podemos dizer que o álbum foi totalmente idealizado e feito por nós, a cagada é nossa, não temos nem a quem culpar (risos).

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Léo: Bom a parte gráfica dá vida aquilo que a banda quer passar ao público, todas as ideias do Memories são criações da banda pensando em como queremos que o público entenda a mensagem contida nessa CD, tentamos fazer com que a partir disso tudo o que a banda produzisse daqui pra frente seguisse a mesma temática, tanto nas camisetas, Myspace, vídeo-clip e etc.

Em suas letras vocês procuram abordar temas que, unidos, se baseiam em um ódio contra o sistema social. Fale-nos um pouco mais sobre suas letras e que importância vocês vêem nela para a música?

Oscar: A parte de letras eu prefiro que o Léo explique melhor, pois não me envolvo muito com isso. Essa ‘pica’ é sua Leozera.

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Léo: ‘Xá’ comigo. Bom nossa intenção é mostrar às pessoas aquilo que pensamos sobre vários assuntos, por mais que eu escreva a maioria das letras estou sempre conversando com os caras para saber a opinião de todos sobre aquilo que estou querendo encaixar na música. Apesar de todas as putarias que fazemos nos shows as letras carregam nossas frustrações, alegrias e visões sobre o mundo, de vez em quando até o RED FRONT fala sério!(gargalhadas).

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Em Memories of War eu destacaria faixas como "Just A Game" e "Circle of Hate". Você tem alguma faixa preferida no disco?

Oscar: Eu gosto de todas as músicas, mas a que mais gosto é a "Institutions Down", acho que essa música tem a cara do RED FRONT.

Léo: A "Circle of Hate" e a "Institutions" são as que funcionam melhor ao vivo, mas no CD eu destaco a "Get out Here" e a "Born to Death" como as minhas preferidas.

Aliás, "Circle of Hate" virou vídeo clipe. Como surgiu a idéia de gravar um vídeo, quanto trabalhoso isto é e que vantagens vocês vêem neste tipo de trabalho?

Oscar: A idéia de gravar o clip veio de uns amigos nossos que estudam rádio e TV e são fãs de Heavy Metal também. Marcamos uma reunião num bar (engraçado que todas as nossas reuniões são no bar, «risos») e decidimos colocar isso em pratica. Criamos o roteiro e começamos a correr atrás dos equipamentos e tudo mais. Contamos com a ajuda dos amigos que participaram das gravações, montagem do set, figuração, filmagem, edição e etc. Que fique bem claro que não usamos nenhum tipo de maquiagem (risos), somos bonitos assim mesmo(mais risos). Foi muito trabalhoso, mas ajudou muito na divulgação da banda.

Léo: O clip só ajudou ainda mais na proposta dessa música, ela é sempre a última música dos shows e esse clip passa a mensagem pra galera se destruir com vontade, pois a hora de abrir aquela roda chegou!

O Red Front é uma banda que investe muito em marketing que vão desde divulgação maciça nas redes sociais da internet até peculiaridades nos shows da banda como a "malhação do boneco emo" e a distribuição da "gelatina Red Front". Conte-nos o quão isso é importante, já que existe um lado do underground que reprime este tipo de trabalho e excesso de divulgação.

Oscar: Realmente usamos muito do marketing para a divulgação da banda, acho que isso é uma coisa muito importante, visto o Kiss, Metallica, Iron Maiden e etc. Eles só são desse tamanho porque tem um investimento maciço em marketing, não é apenas o som que faz uma banda grande. Infelizmente ainda tem gente que não vê isso, são os que ainda estão com a cabeça presa lá nos anos 80, talvez por isso que a nossa cena ainda engatinha em relação aos outros países.

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Léo: Já li em alguns lugares gente chamando o RED FRONT de vendidos, palhaços, e infantis (risos). Eu acho muita graça nisso, pois nosso maior foco no show é divertir o público, aquela molecada que sai de casa e paga para assistir e apoiar as bandas do underground, essa galera tem tanta raiva quanto a gente das bandinhas que estão por ai na mídia, então a eles nós damos a oportunidade de destruir uma representação de tudo aquilo que repudiamos, a gelatina funciona como uma forma de aproximação com a galera, tem gente que chama pra tomar uma ‘breja’, o RED FRONT chama pra tomar uma ‘gela’, além disso entregamos de forma gratuita nosso CD DEMO para toda a galera que comparece aos shows do RED FRONT, isso ajuda na divulgação da banda e também na manutenção do underground nacional, se nós tocamos é porque queremos mostrar nosso som pro máximo de pessoas possíveis, se não continuávamos na garagem tocando pros amigos.

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Sobre as peculiaridades dos shows, como surgiu a idéia do boneco emo e da gelatina Red Front?

Oscar: A gelatina surgiu como uma maneira nova de se embriagar, coisa de bêbado mesmo (risos). Estava sozinho em casa e resolvi fazer uma gelatina de vodka pra ver se dava certo, comi o pote inteiro e fiquei mais doido que o Batman (pra vocês terem idéia no dia seguinte eu tinha que acordar às 10h para trabalhar, mas só fui acordar às 15h da tarde). Perdi o emprego, mas descobri um jeito muito legal de ficar high (risos). Aí resolvi compartilhar com a galera do rock que também é chegada numa cachacinha (mais risos). O boneco do emo surgiu em um sonho, fui dormir muito louco de maconha e no meio da noite acordei com esse sonho, anotei num papel pra não esquecer (maconheiro é foda) e voltei a dormir. No dia seguinte peguei umas roupas velhas e fiz o boneco. Não preciso nem falar que quando o jogamos pra galera não sobrou nem um pedaço pra contar a história, ai a partir daí, começamos a levar sempre nos shows.

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Léo: Foi o que eu disse na outra pergunta, não tem como cobrar uma postura seria e menos "palhaça" do RED FRONT, somos um bando de moleques que gostam muito de metal, cerveja, marijuana e ‘menenas’! Onde tem festa, tem RED FRONT e onde não tem fica tranquilo que a gente mesmo faz a nossa!

Vocês já excursionaram pela Europa e agora pretendem voar para os EUA. Vocês acreditam que fazendo um bom nome lá fora abre mais espaço para a banda aqui no Brasil?

Oscar: Com certeza sim, estamos indo para fora do país porque lá a realidade é outra, temos o apoio de todos os lados (produtores, público, bandas, etc.) lá a cena realmente acontece, a banda é tratada com dignidade e tem total condição de viver fazendo música. Pra vocês terem idéia da diferença, é normal tocar pra casa cheia em plena segunda feira, com menos 15 de temperatura e nevasca caindo. O público não gosta de ouvir covers, que é outro grande problema da cena nacional e compram muito o merchandise da banda. Enfim é outro mundo.

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Léo: Lá fora a cabeça da galera é outra, se eles gostam da banda eles apóiam comprando o CD a camiseta e etc. E por incrível que pareça, mesmo com som próprio o público agita como se estivesse vendo a Sepultura ou o Pantera tocar.

Vocês já abriram o show do Death Angel. Fale-nos um pouco sobre esta apresentação e o contato com a banda?

Oscar: O show de lançamento do nosso CD foi com o Death Angel. Pra gente foi uma honra tocar com esses caras que são uma lenda do Thrash Metal mundial. Eles presenciaram e participaram do nascimento do Thrash. Foi surreal dividir o palco com eles e ainda fumar uns baseados com os caras no camarim (risos).

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Léo: Pô! Ouvir da boca do Mark Osegueda: "Parabéns caras, vocês são completamente loucos"! Não tem preço! Esse show foi um marco para o amadurecimento da banda e também uma grande honra!

Falando em shows, a gente tem uma pergunta que faz em comum a todas as bandas que entrevistamos. É fato que existem bandas que pagam para abrir shows de bandas consideradas ‘mainstream’. Qual é a sua opinião sobre o assunto?

Oscar: Infelizmente é verdade e acontece muito. É aquela coisa do promotor explorar o sonho de uma banda que está começando e lucrar em cima disso. É uma pratica abusiva e somos totalmente contra. Felizmente nunca precisamos fazer isso, pois fizemos bons contatos ao longo da estrada que proporcionaram essas oportunidades. Por exemplo, iremos abrir o show do Destruction (27/08) porque conhecemos o agente dos caras durante um show que fizemos na Alemanha, ele gostou e colocou o RED FRONT na parada.

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Além da turnê pelos EUA quais são planos da banda e o que vocês podem nos adiantar sobre um próximo álbum?

Oscar: Os próximos planos da banda são tocar no máximo de lugares possíveis e começar a composição de um álbum novo. Temos muitas datas agendadas (nordeste, norte, Paraguai, etc.). Não podemos parar, ‘tamo’ aí na luta pelo metal nacional!!!

Léo: É isso que o Oscar falou, tocar no máximo de lugares possíveis e promover muita destruição por ai! Estão todos convidados a ajudar o RF nessa!

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Deixem uma mensagem.

Oscar: Gostaria de agradecer pela oportunidade e pelo espaço cedido. São pessoas como vocês que mantém a nossa cena viva. Gostaria também de convidar a todos para curtir um show nosso e a provar a nossa Gelatina RED FRONT (que é distribuída gratuitamente nos nossos shows juntamente com o nosso cd demo) é só chegar e gritar "buceta" que ganha. E ‘bora’ espancar um boneco colorido também, vamos acabar um por um com eles.

Léo: Valeu galera do Arte Metal, muito obrigado por abrir espaço pro RF, fica o convite pra você bangear, ‘bor’a promover a destruição junto com o RED FRONT! ABRAÇÃO A TODOS OS QUE CURTEM O SOM DO RED FRONT!!!


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Sobre Vitor Franceschini

Jornalista graduado tem como principal base escrever sobre Rock e Metal, sua grande paixão. Ex-editor do finado Goredeath Zine, atual comandante do blog Arte Metal, além de colaborador de diversos veículos do underground.

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