Morbid Angel: tentando ampliar definição de música extrema

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Por Kako Sales, Fonte: Blabbermouth.Net, Tradução
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Brian Fischer-Giffin, da revista Loud, da Austrália, conduziu recentemente uma entrevista com o baixista/vocalista David Vincent, dos veteranos do Morbid Angel. Alguns trechos da conversa podem ser vistos abaixo.

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Sobre o novo álbum do Morbid Angel, "Illud Divinum Insanus":

“Tem havido um hiato muito grande entre os álbuns. Provavelmente há milhões de desculpas para isso, mais a hora é essa, ele está pronto e estou muito ansioso pelos shows.”

”Temos sempre nos instigado baseado em tudo o que fizemos no passado. Acho que nos incitamos ainda mais desta vez. Foi uma experiência muito interessante. Não estava acostumado a trabalhar com Tim (Yeung, bateria) ou Thor (‘Destructhor’ Anders Myrhen, guitarra). Mas foi realmente um trabalho em grupo. Todos contribuíram bastante. Acho que a sonoridade deste álbum é única, e gostaria de pensar que é algo que temos sempre feito. A o desafio para nós é que estamos desafiando nosso público também.”

Sobre a saída do baterista Pete Sandoval da banda:

”Inicialmente nós estávamos trabalhando com ele, mas chegou num ponto em que ele sentia tanta dor (após uma extensa cirurgia nas costas para reparação de uma hérnia de disco), que ele não conseguia mais tocar. Ele tirou uns dias para descansar e não estava tendo nenhuma melhora. E foi quando ele disse ‘Vou ter que ir fazer uma cirurgia. Vocês vão ter que achar alguém pra gravar.’ E encontramos.”

”Felizmente ele continua a seguir as recomendações de seu médico, e a fazer os procedimentos e as coisas que eles dizer para ele fazer e para não fazer. Esperamos que ele melhore e tenho certeza de que ele espera por isso também.”

Sobre o novo baterista do Morbid Angel, Tim Yeung (HATE ETERNAL, DIVINE HERESY, DECREPIT BIRTH, NILE, VITAL REMAINS):

”Gosto muito do Tim. É um cara ótimo; um baterista fantástico. Gosto dele como pessoa também. Isso ajuda.”

Sobre o trabalho de arte de "Illud Divinum Insanus", que foi criado por Gustavo Sazes:

”Curti bastante as cores. Esse trabalho de arte literalmente mostra como o álbum soa para mim. Todo mundo que o vê diz que é muito louco. O legal é que estávamos trocando e-mail sobre o tema, e quando Trey (Azagthoth, guitarra) bateu o olho, a primeira coisa que ele disse foi : ‘Curti demais. Temos que ter essa arte.’ Nós não tínhamos coversado sobre isso. Concordamos essencialmente sobre isso sem saber. É interessante. É religioso, mas vai além da religião. Tivemos que dar pequenas sugestões, mas senti que a cor e a atmosfera do que pretendíamos ficou realmente excelente.”

Sobre o primeiro single do novo álbum, “Nevermore”, que também contém uma versão de “Destructos vc. Earth/Attack”, remixado pelo expoente da aggrotech, Combichrist:

”Para mim, não soa como a versão do álbum – porque soaria? A banda que fez o remix, eles são ícones em seu estilo. Obviamente que eles não são do estilo Metal, mas acho que ficou bem legal. Honestamente, estávamos tentando ampliar os horizontes da música extrema, e nossos meios de fazê-lo. Estamos explorando ao mesmo tempo; sempre estivemos. Esse é apenas mais um passo.”

Sobre tentar expandir as fronteiras da música extrema:

”Estou tentando ampliar a definição. Quando dizemos ‘death metal’, esse um termo que eu tenho usado… Todos nós gostamos de rotular as coisas, todos nós diríamos que esse estilo de música é death metal, black metal, progressive metal, thrash… Há todas essas pequenas palavras determinadas que as pessoas usam para descrever coisas. Nesse ponto é onde eu digo que tocamos música extrema. Porque há elementos de todos os tipos lá e eu odeio limitar a apenas uma coisa: death metal. Acho que há um público para música extrema, se é seja death metal ou qualquer outro sendo criado. As pessoas vão aparecer, e eu sou parte desse público.”

Leia a entrevista na íntegra (em inglês) na revista Loud.

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Sobre Kako Sales

Mineiro de Januária, baterista autodidata, cresceu em ambiente familiar ligado à música popular e erudita. Seu pai chegou a fazer pequenas turnês com bandas da Jovem Guarda como tecladista no fim da década de 70. Aos 10 anos, iniciou os estudos de teoria musical e piano clássico. Teve o primeiro contato com o mundo do metal ao escutar o CD Angels Cry do Angra, aos 15 anos. Desde então tem se dedicado a conhecer, colecionar e difundir o melhor do metal brasileiro e mundial. Graduado em Letras/Inglês, principalmente por influência da língua-mãe do rock, tem como principais ícones do metal as bandas Angra, Symphony X, Dream Theater e Opeth.

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