Iron Maiden: "sempre fizemos as coisas do nosso jeito"
Por Nathália Plá
Fonte: Blabbermouth.net
Postado em 11 de abril de 2011
Joel Weiss do Creative Loafing entrevistou recentemente o guitarrista Dave Murray, do IRON MAIDEN. Abaixo seguem trechos da conversa.
Creative Loafing: Após muitos anos sendo ignoradas pela mídia americada, o que significou para vocês receber recentemente o Grammy pela "Melhor Performance de Metal" pela "El Dorado"?
Dave: Nós fomos indicados há alguns anos pela "The Wicker Man". Ficamos sabendo disso, não é algo que seja crucial para o IRON MAIDEN. Nós sempre fizemos as coisas do nosso jeito, as turnês, gravar discos. É muito lisonjeiro ser reconhecido e ganhar esse prêmio – é o sonho de qualquer banda ganhar prêmios. É ótimo simplesmente existir como banda e tocar para uma platéia. Temos muito orgulho, estamos por aí há bastante tempo, obviamente alguém notou que estamos por aí há um bom tempo – talvez isso tenha dado aquele empurrão para a direção certa. Não sei ao certo quem vota nessa coisa. Ultimamente, os fãs do IRON MAIDEN é que são nossa maior prioridade. Eles vêm em primeiro lugar.
Creative Loafing: Desde a última mudança de formação quando o Bruce «Dickinson» e o guitarrista (Adrian Smith) se reintegraram, acho que esse foi o maior período na história da banda em que a mesma formação tocou junta. Como isso afetou a química e a composição de músicas?
Dave: Realmente é isso. Isso é como a banda existirá no futuro. Eu não vislumbro nenhuma mudança. No fim das contas essa é a formação perfeita porque ela se estende a quando o Adrian estava na banda para os primeiros álbuns. E, claro, quando o Bruce estava na banda, então obviamente essa é a formação mais forte e mais criativa que o MAIDEN já teve. Tudo meio que se mistura e se agrega realmente muito bem. Quanto aos ensaios e composições, tudo se ajusta bem. Nós sentamos como sempre fizemos e trabalhamos nas músicas. Não devemos mudar mais. É isso – acho que estamos juntos o bastante para dizer isso. Além disso, é minha formação favorita, e também para a maioria dos outros caras. Há uma oportunidade para todos tocarem e curtir o que estamos fazendo.
Creative Loafing: "The Final Frontier" saiu há pouco menos de um ano. Alguma conversa sobre o próximo álbum?
Dave: Muitas vezes você planeja adiante, e as coisas tendem a entrar no caminho. Nesse momento está sendo bom focar no aqui e agora. Estamos em turnê, temos outra mais no fim do verão, e então todos vamos precisar de um descanso. Possivelmente haverá, mas é difícil dizer nesse momento. Definitivamente não será no próximo ano, de qualquer forma. Meu pressentimento é de que assim que sentarmos juntos, se todos estiverem a fim – que é o principal – então faremos.
Creative Loafing: Como a internet impactou numa banda como o IRON MAIDEN, conhecida por grandes shows de rock? A quantidade de ensaios que vocês tem de fazer, e daí o setlist é publicado para cada show. Como você se sente sobre isso? Você acha que tira um pouco do elemento surpresa para os fãs?
Dave: Eu sei que os fãs, porque está tudo aí – às vezes eles estão lá com os telefones celulares e câmeras e gravam e partilham isso no YouTube antes que tenhamos voltado ao hotel. Não há muito que você possa fazer quanto a isso. É simplesmente como são as coisas. Sim, isso tirou o elemento surpresa da coisa. Se eles quiserem saber exatamente que músicas estamos tocando e daí pra diante. É só um sinal dos tempos. As pessoas querem tudo, por causa do e-mail e tudo, as pessoas querem tudo logo e depressa. Agora, agora, agora. Não dá pra negar a existência disso ou você ficará para trás. Acho que isso equilibra as coisas, apesar de tudo. Com certeza haverá menos venda de CD ou pessoas nas lojas de disco, mas ao mesmo tempo estão baixando pelo iTunes – onde você pode baixar de forma legal se quiser. E as pessoas fazem troca de seus catálogos de música gratuitamente pela internet com computadores partilhados e tudo. Acho que você tem de acolher isso, e a única forma de fazê-lo é sair e tocar e fazer turnê e fazer álbuns. Não há muito que se possa fazer, na realidade.
Leia a entrevista na íntegra no Creative Loafing.
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