Hardalliance: entrevista com a banda de Rio Grande do Norte

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Por Francisco Silva Júnior, Fonte: Hardalliance
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O estado do Rio Grande do Norte tem revelado ótimas bandas de rock nos últimos anos. Uma delas é o HARDALLIANCE. Banda de hard rock que venceu a votação do Whiplash! de melhor banda potiguar em 2010. Vamos conhecer um pouco mais sobre a banda numa conversa com o tecladista Bruno Costa, que falou sobre vários assuntos.

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Bruno, gostaríamos que você falasse um pouco sobre a banda HARDALLIANCE.

Bruno: Bom, a HARDALLIANCE surgiu em meados de 2006 com a proposta principal de trazer de volta o Hard Rock à cena natalense. Na época, a grande maioria das bandas da cidade eram de metal extremo e o Hard Rock estava meio esquecido, com um ou dois representantes do estilo. De lá pra cá, tivemos a oportunidade de tocar ao lado de grandes nomes do metal nacional, lançar o nosso primeiro disco e ver o nosso trabalho reconhecido a cada dia.

Como recebem a notícia de terem vencido a votação do Whiplash! de melhor banda do RN em 2010?

Bruno: A nossa reação foi um misto de surpresa e alegria. Estávamos bem felizes pela seleção para a segunda fase, mas acredito que ninguém da banda esperava o primeiro lugar. Queríamos também deixar claro que, de modo algum, esse resultado desmerece as demais bandas da cidade, até porque é impossível comparar bandas de estilos tão diferentes. De qualquer forma, acredito que foi um grande reconhecimento do nosso trabalho, e servirá de motivação para os trabalhos futuros da banda. Muito obrigado a todos que votaram!

Quais são as principais influências da banda? Como é o processo de composição das músicas?

Bruno: Essa é uma pergunta difícil (risos). Todos na banda têm estilos bem diferentes, e isso fica bem claro no nosso CD. Nossas influências vão do Blues ao Heavy Metal, mas claro, estão mais ligadas ao Hard Rock dos anos 70 e 80. Bandas como EUROPE, WHITESNAKE, JOURNEY, VAN HALEN, DEEP PURPLE e MR. BIG sempre foram influências diretas na banda. A respeito do processo de composição, não existe uma regra. Em geral, o Hugo (guitarrista) cria um riff de guitarra, coloca-se uma linha de bateria e baixo por cima, eu vou adicionando os detalhes de teclado, criamos uma linha de vocal na hora e, por último, vai a letra. É um processo bem democrático (risos).

Vocês receberam boas críticas em relação ao primeiro álbum da banda, o "Passion & Beer". As revistas Roadie Crew e Comando Rock avaliaram bem o álbum. O que mudou para a banda após o lançamento deste álbum?

Bruno: É verdade. Além da mídia impressa, vários sites renomados avaliaram de forma muito positiva o CD, o que pra gente foi fantástico, principalmente por se tratar do primeiro trabalho. De lá pra cá recebemos diversos contatos, principalmente do exterior, que incluíram participação em trilha sonora de filme holandês, participação em coletânea internacional, lançamento do CD em países como Japão e Estados Unidos, dentre outros. Podemos dizer que o lançamento do CD foi um divisor de águas na banda.

"Passion & Beer" foi gravado de maneira independente. Já existe algum convite para assinarem com alguma gravadora? Se não, que dificuldades vocês tem encontrado em relação a isso?

Bruno: Como você falou, o CD foi lançado de forma completamente independente. Cada centavo gasto nele foi tirado do nosso bolso. Infelizmente esse tipo de apoio é complicado no nosso meio e, principalmente, no nosso estado. Por aqui não existe um selo forte e, dentre os que existem, trabalha-se com a cultura da "panelinha". É claro que a representação de uma gravadora seria maravilhoso para a banda, mas temos a consciência de que os nossos trabalhos futuros serão lançados com ou sem essa representação. Estamos conformados com isso (risos).

Conte-nos sobre a participação do vocalista Leandro Caçoilo (SOULSPELL, ETERNA) no álbum "Passion & Beer". Como foi concretizado esse apoio?

Bruno: Não preciso dizer que o Leandro Caçoilo é um dos melhores (talvez o melhor) vocalista do país. Porém, mais do que isso, ele é uma pessoa excepcional, e venho acompanhando o trabalho dele desde que ele entrou no ETERNA. No meio do nosso processo de gravação eu tive essa ideia maluca de convidar o Leandro para fazer uma participação no nosso CD (risos). Como não o conhecia, não tinha a menor ideia do que ele responderia, principalmente por se tratar de uma banda que estava ainda trabalhando no seu primeiro disco. Ele aceitou de primeira (risos)! Enviamos o guia e a versão da música com o Lucca (vocalista) nos vocais. Quando ele nos retornou, quase tivemos um treco (risos)! As linhas vocais que ele criou estavam incríveis, realmente bem diferentes do que havíamos pensado inicialmente. Só temos que agradecer ao Leandro pela força que ele nos deu, seremos gratos para sempre.

Vocês já fizeram vários shows dentro e fora do RN. Fale-nos um pouco sobre o cenário do rock potiguar. Fale-nos sobre as dificuldades que vocês tem encontrado e como tem sido a receptividade do público em relação ao trabalho de vocês.

Bruno: Bem, tenho que afirmar que a receptividade do público nos nossos shows é sempre ótima, dentro e fora do RN. Porém, há tempos vem se percebendo que o metal em geral vem perdendo a força no nosso país. Algumas pessoas preferem ficar no Orkut falando mal de banda X ou Y, sem nunca sair de casa para ver um show. Só se valorizam as bandas de fora. Isso gera uma reação em cadeia onde o produtor não se interessa em fazer show, a gravadora não se interessa em representar a banda, e a banda perde o interesse em tocar. Além disso, a produção dos shows por aqui é algo que, às vezes, chega a ser engraçado. Não vou nem falar de cachê razoável, porque isso é utopia. Mas na maioria das vezes, as bandas não dispõem de uma estrutura mínima de local e equipamentos para se realizar um show. Junta-se o fato de o público não querer pagar para ver um show, ao fato de o produtor querer lucrar abusivamente, e a maior prejudicada é a banda, que não consegue nem recuperar o investimento que fez para estar ali. É claro que em todo lugar, existem exceções. Da mesma maneira que já tocamos em lugares nos quais não tínhamos nem direito a água, já tocamos em teatros lotados, iluminação e som de primeiro mundo, uma equipe de roadies e técnicos de som extremamente qualificados, e o resultado não poderia ser outro: show inesquecível.

Já existem novas composições e previsão para o lançamento de um novo álbum?

Bruno: Sim, claro. Estamos começando a trabalhar na pré-produção no nosso segundo CD. Já temos projetos de composições para todas as músicas, e posso adiantar que o resultado está ficando bem legal. Acredito que esse ano ainda a banda traga novidades!

Agradecemos a entrevista e desejamos boa sorte nos próximos trabalhos de vocês. Terminamos deixando um espaço para comentários da banda.

Bruno: Obrigado pela grande oportunidade concedida e obrigado ao público que sempre nos acompanha e que nos dá essa força para continuar nessa batalha. Deixo ainda a dica aos que querem conhecer o trabalho da HARDALLIANCE, visitem o site oficial (www.hardalliance.com.br). Lá vocês vão encontrar todas as informações e novidades sobre a banda, e ainda é possível ouvir na íntegra o disco "Passion & Beer". Abraços e Stay Hard!

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Sobre Francisco Silva Júnior

Francisco nasceu e mora em Natal/RN. Escuta rock desde 1996, quando ouviu o disco “Dois” da Legião Urbana. A partir daí, não parou mais. Ouvia bastante Nirvana, Pearl Jam, Alice In Chains, Silverchair e outras, quando mais jovem. É engenheiro de computação e trabalha como professor do serviço público federal. Atualmente, dedica algumas horas de seu tempo como vocalista e guitarrista de uma banda. Curte todos os estilos e sub-estilos do rock e do metal, mas hoje em dia, tem preferência por jovens bandas britânicas como Oasis, Radiohead, Muse, Keane e Arctic Monkeys.

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