Monster Magnet: "um disco minimalista que soa bem ao vivo"

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Por Nathália Plá, Fonte: Blabbermouth.net, Tradução
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Dave Pehling, do site KTVU.com, entrevistou recentemente Dave Wyndorf, do MONSTER MAGNET. Seguem alguns trechos da conversa.

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KTVU.com: Parece que os últimos discos que vocês fizeram penderam mais pro hard rock, mas esse álbum novo definitivamente abraça o som psicodélico do material mas antigo do MONSTER MAGNET. Foi uma decisão consciente voltar às suas raízes do space-rock, ou as músicas foram nessa direção de um modo natural.

Dave Wyndorf: Definitivamente voltar foi uma decisão consciente. Eu tento coisas diferentes, sabe? Não me importo de experimentar todos diferentes tipos de música que eu gosto, mas se eu fizer um disco que é space-rock não vou querer que o próximo também seja assim. Então a razão pela qual o disco soa diferente é porque nesse momento eu definitivamente olhei para trás e percebi que havia tempo que eu tinha feito algo assim. Porque nós tocamos ao vivo o tempo todo. Não que eu não toque space rock; eu toco isso todas as noites [risos]. Mas percebi que tinha algo em aberto. Eu fiquei tipo "Sabe, não fizemos esse tipo de coisa com um material novo há muito tempo. Quero voltar." Então é exatamente o que foi. Eu tomei uma decisão de fazer isso. Teve outras coisas também. Eu queria fazer um disco que fosse minimalista – no que diz respeito às faixas – e que irá soar bem ao vivo.

KTVU.com: É minimalista em alguns aspectos, mas também não tem aquele som realmente especial com as camadas de guitarras e efeitos nos seus vocais.

Dave Wyndorf: Bem, sim, posso dizer minimalista, mas uma vez que você começa é difícil não começar a fazer mudanças. Quero dizer que cada disco que já fiz pode ter passado dos limites e se tornado um álbum de space-rock. Muito dos delays e coisas assim eu na verdade faço na guitarra guitarra, então haverá as tomadas alternativas do instrumento que estão imersas no delay que eu posso não usar no fim das contas porque está exagerado. E se eu quiser ir totalmente pro space rock, eu sempre posso usar os efeitos na mixagem. Mas eu queria ter um balanço nesse disco, porque eu gosto das músicas também. E com essa coisa de space rock, algo totalmente imerso no space rock, isso seria um projeto totalmente dedicado. Eu não acho que deveriam ser só umas poucas músicas aqui e ali. E isso vai sair. Na realidade vou fazer um disco totalmente space rock provavelmente no ano que vem.

KTVU.com: Então vai ter algo mais além das linhas do EP "Tab"?

Dave Wyndorf: Sim, tipo assim, mas provavelmente mais direcionado. Haverá mais músicas provavelmente. Não será só uma música de 30 minutos e outras três menores, mas será bem próximo a esse tipo de energia. Eu vou fazê-lo rapidamente e muitos efeitos serão tocados ao vivo.

KTVU.com: Isso me leva a te perguntar sobre o anúncio de seu próprio selo — Studio 13 — que eu vi no site do MONSTER MAGNET. Eu imediatamente pensei que fosse um paralelo ao tipo de coisa que o Josh Homme fez com o Desert Sessions que ele lançou para se adequar aos álbuns do QUEENS OF THE STONE AGE. Você vai usá-lo para ter uma oportunidade de trabalhar sem as expectativas comerciais que você tem com um álbum do MONSTER MAGNET?

Dave Wyndorf: Totalmente. É um lugar para eu fazer coisas com membros diferentes do MONSTER MAGNET e convidados especiais onde eu não tenho que me preocupar tanto com agenda do jeito que você se preocupa quando você está fazendo um disco. E nós podemos fazer no nosso tempo e eu posso compor, produzir no meu tempo de uma forma que não será uma grande dor de cabeça. E nós podemos fazer o tipo de material que não sairia sempre num álbum do MONSTER MAGNET: um space rock esquisito, músicas mais fúnebres, garage rock. Muito garage psicodélico, esse tipo de coisa. É realmente uma coisa ótima para mim, porque eu tenho esse material todo por aí. Estou compondo bastante e é muito mais do que irei conseguir se eu ficar esperando que isso saia em álbuns do MONSTER MAGNET.

Leia a entrevista na íntegra (em inglês) no KTVU.com:
http://www.ktvu.com/entertainment/23958442/detail.html

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Sobre Nathália Plá

Mineira de Belo Horizonte, nasceu e cresceu ouvindo Rock por causa de seu pai. O som de Pink Floyd e Yes marcou sua infância tanto quanto a boneca Barbie, mas de uma forma tão intensa que hoje escutar essas bandas lhe causa arrepios. Ao longo dos anos foi se adaptando às incisivas influências e acabou adquirindo gosto próprio, criando afinidade pelo Hard Rock e Heavy Metal. Louca e incondicionalmente apaixonada por Bon Jovi, não está nem aí pras críticas insistentes dirigidas à banda. Deixando a emoção de lado e dando ouvidos à técnica e qualidade musical, tem por melhores bandas, nessa ordem, BlackSabbath, Led Zeppelin, Deep Purple, Metallica e Dream Theater. De resto, é apenas mais uma apreciadora do bom e velho Rock'n'roll.

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