Max Cavalera: "fiz o máximo para que acontecesse a reunião"

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Por Gabriel Costa, Fonte: PyroMusic.net, Tradução
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Brendan Crabb, do PyroMusic.net, recentemente conduziu uma entrevista com o guitarrista e vocalista Max Cavalera (SOULFLY, CAVALERA CONSPIRACY, ex-SEPULTURA). Confira alguns trechos da conversa abaixo.

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PyroMusic.net: O novo álbum do SOULFLY, "Omen", é o trabalho mais agressivo e "na sua cara" da banda em algum tempo. O que motivou você nesse álbum?

Max Cavalera: "Bem, eu sempre gostei de bandas que, quando envelheceram um pouco, ficaram mais pesadas. Existe apenas um punhado dessas, mas eu fui motivado por isso. Eu tive uma chance de fazer isso com a minha própria banda, então eu decidi que no 'Dark Ages' [2005] o SOUFLY ficaria mais pesado. 'Conquer' [2008] foi ainda mais pesado, e então 'Omen' é agora novamente ainda mais pesado e mais agressivo e também tem um pouquinho mais de influência hardcore, trazendo esse lado ao álbum também."

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"Então foi apenas o que nós quisemos fazer e nós só meio que deixamos o álbum tomar a sua própria forma e as canções foram saindo assim. No fim, nós tínhamos um álbum realmente brutal. Nós podemos tocar tudo, porque tudo foi feito por nós, não há realmente computadores envolvidos ou sintetizadores nem nada dessa merda, são só pessoas tocando instrumentos, então nós poderíamos tocar aquela merda toda ao vivo. Então é muito bom, porque nós tocamos um monte dessas canções ao vivo e a resposta tem sido realmente boa para o novo álbum."

Desde os primeiros dias do SEPULTURA em diante, você nunca escondeu suas influências punk e hardcore. Ainda é o mesmo grupo de bandas que te inspira nesse aspecto?

Max Cavalera: "Sim, basicamente. Tipo, um monte de coisas européias, DISCHARGE, GBH e THE EXPLOITED, e hardcore americano de Nova York, como SICK OF IT ALL, AGNOSTIC FRONT, CRO-MAGS, sabe? Essas são as bandas que eu cresci ouvindo e elas ainda me influenciam nesse momento. Eu amo esse tipo de... por exemplo, a primeira música do álbum, 'Bloodbath and Beyond'. São só três riffs, mas tudo o que você precisa numa canção como aquela são três riffs viscerais e a mágica está lá. Essa é a beleza do hardcore."

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Vocês são uma banda conhecida pelas colaborações, e o novo álbum também tem dois fortes convidados, Greg Puciato, do DILLINGER ESCAPE PLAN e Tommy Victorm do PRONG. Quando você reflete a respeito do catálogo do SOULFLY, quais são suas colaborações favoritas?

Max Cavalera: (Pausa) "Oh, são muitas, cara. O Chino [Moreno] dos DEFTONES é ótimo, nós fizemos algumas coisas com ele. Tom Araya [SLAYER] em 'Terrorist', do ‘Primitive’ [2000]. Sean Lennon, também no ‘Primitive’, aquilo foi bem incomum, realmente diferente, muito legal. E no último álbum, ‘Conquer’, tivemos David Vincent, do MORBID ANGEL, uma das bandas de que eu gosto muito da era death metal. Então eu envolvi o SOULFLY com o death metal também. Então todas essas grandes colaborações, eu realmente amo essas colaborações. No novo álbum nós temos a canção com o Greg, 'Rise Of The Fallen', e 'Lethal Injection', com o Tommy, do PRONG. Realmente artistas matadores para se trabalhar, então eu estou tão satisfeito, e vou fazer mais. Eu adoro essa ideia de colaborações nos álbums – quanto mais, melhor."

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Eu sei que nos últimos anos você tem sido crítico sobre o seu trabalho com Fred Durst, do LIMP BIZKIT, em "Bleed", do primeiro álbum, auto-intitulado [de 1998] from your self-titled debut. Há alguma colaboração na qual você esteve envolvido da qual agora se arrepende?

Max Cavalera: "É, o Fred Durst, você sabe, se revelou um idiota mais tarde, mas na épica em que ele fez aquilo ele era legal. Ele não era superfamoso, e a idéia de usá-lo partiu do produtor Ross Robinson. Ele era amigo do LIMP BIZKIT. Eu não conhecia a banda, eu só tinha uma vaga na canção ‘Bleed’ e ele disse que algum cara aí podia dar uma ‘rapeada’ em cima dela. Então eu disse, ‘Tudo bem, legal’. Eu não sabia quem era o LIMP BIZKIT e então, tipo, um ano depois eles eram a maior banda do planeta. Ele também virou um idiota, você sabe, então eu fiquei meio 'Oh, bem, eu agora tenho esse cara no meu álbum. Naquela época eu não sabia... se fosse hoje, eu provavelmente não o usaria."

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Recentemente vimos relatos de que você estaria aberto à possibilidade de que a formação clássica se reunisse para uma turnê, mas supostamente as negociações estagnaram. Você pode lançar alguma luz sobre isso, talvez?

Max Cavalera: "Sim, o negócio foi que o Andreas [Kisser, guitarrista do SEPULTURA]... Eu achei que o momento era bom, teria sido uma boa época para uma reunião, todo mundo está vivo, todos estão aqui. Então eu apenas decidi ligar para ele, eu mesmo, para ver se conseguíamos que essa reunião acontecesse. Um monte de gente queria ver isso, incluindo meus filhos, minha família, um monte de amigos.Eu sei que muitos amigos no mundo inteiro queriam ver essa reunião, eu pensei que seria uma boa coisa. Então eu liguei para ele e a coisa não foi a lugar nenhum. Ele só tinha muitas demandas, algumas coisas irreais, não era... parte das coisas não era nem negociável. Então eu apenas meio que desliguei o telefone e disse ‘Vou tentar depois, alguma outra hora’. Então meio que... pelo menos eu tento, pelos fãs. Eu tentei o meu melhor para conseguir que a reunião fosse adiante, mas não pude fazê-lo porque o Andreas não quis, sabe? Então temos que esperar até a próxima vez."

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Então você vai tentar de novo daqui a alguns anos?

Max Cavalera: "É, vamos ver o que acontece dentro de alguns anos, talvez ele mude de idéia e seja mais tranquilo a respeito."




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Sobre Gabriel Costa

Carioca, jornalista por profissão e roqueiro de nascença, Gabriel teve o primeiro contato direto com o rock and roll ao ouvir o álbum de estreia do Black Sabbath em um velho vinil de seu pai. Garoto do século 20, nascido em 1984, é absolutamente fascinado por tudo o que envolve o estilo, da música à mitologia. Canta na banda Six Pack Wonder, escuta de Backyard Babies a Strapping Young Lad, ama The Wildhearts e segue fielmente os ensinamentos de Lemmy e Danko Jones. Escreve no Twitter em http://twitter.com/gabrielccosta.

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