Necropsy Room: acreditando na sinceridade e no profissionalismo

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Por Ben Ami Scopinho
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Não é novidade para ninguém que o cenário do Heavy Metal extremo do Brasil atravessa sua melhor fase criativa. Mas, ainda assim, algumas bandas possuem tal identidade que conseguem fazer maior diferença. Assim é o Necropsy Room, que está batalhando há mais de uma década e estreando agora em disco, auto-intitulado.

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Tendo como base a cidade de Goiânia (GO), o Necropsy Room executa uma perfeita mescla de Thash e Death Metal, com tal impacto que o Whiplash! conversou com a banda, para saber sua história e o que vem pela frente.


Whiplash!: Olá pessoal. O Necropsy Room está liberando seu primeiro álbum. Que tal começarmos com um breve histórico desde sua fundação?

Necropsy Room: A banda foi formada em 1998 em uma cidade do interior de Goiás (Quirinópolis) e em 2000 a banda se mudou para Goiânia, mas a formação original não 'segurou a onda' e restou apenas o Jander. Daí em diante foram surgindo os integrantes atuais. Lançamos três demos ("Is That Just", "Vultures Of Strength" e "Bloody Room") e no ano passado lançamos o primeiro disco oficial, auto-intitulado.

Whiplash!: São poucos os que conseguem manter a estabilidade de sua formação por mais de uma década. Como vocês resolvem as diferenças que vão aparecendo no dia a dia, ou no momento de compor?

Necropsy Room: Tentamos ser o mais profissional possível quando estamos resolvendo os assuntos da banda. Coisas pessoais são deixadas de lado, focando apenas no melhor para o conjunto. Estresses existem, não vamos ser hipócritas, mas o espírito de companheirismo sempre foi um dos nossos principais objetivos. Curtimos intensamente o que fazemos e damos o nosso melhor quando estamos juntos.

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Whiplash!: A forma como vocês assimilaram as muitas características do Thrash e Death Metal lhes conferiu uma identidade musical bem impressa. Como criadores, qual o diferencial que observam em "Necropsy Room", se comparado ao que tantas outras bandas oferecem?

Necropsy Room: Por mais que tenhamos muitas influências de bandas destes estilos citados, nunca tentamos soar como uma banda ou outra... Vários grupos hoje em dia tentam copiar o Pantera ou o Slayer, etc. Nós sabemos o que temos em mente e onde queremos chegar! Não queremos ser uma banda que soa igual à outras. Se um riff ou uma levada lembra um som antigo, colocamos a nossa personalidade para funcionar.






Whiplash!: O repertório de "Necropsy Room" é espetacular, mas "Love In Peaces" consegue soar diferente. Vocês acham que, com essas influências mais melódicas, suas personalidades como artistas aparecem ainda mais?

Necropsy Room: Sabíamos que esta música causaria algo diferente nas pessoas desde o primeiro acorde. Fizemos questão de mostrar para alguns que dizem que Metal é apenas barulheira, um pouco de nosso feeling. Todos nós amamos belas harmonias e acordes de tensão, que fazem os ouvintes se sentirem inquietos. Com certeza essa faixa mostrou um pouco da personalidade artística de cada um de nós e do que estávamos sentindo quando a compomos.

Whiplash!: Como qualquer banda independente, o Necropsy Room precisa capturar seu público do zero, praticamente sem apoio da mídia e com muita dificuldade em mostrar sua música sobre os palcos. Como vocês veem driblando todos esses obstáculos para divulgar seu primeiro disco?

Necropsy Room: Acreditamos fielmente na sinceridade e no profissionalismo. Portanto, o tempo te faz enxergar caminhos que a inexperiência desconhece. A internet tem seus lados podres, mas também tem seus lados positivos, como este espaço. Atualmente a banda consegue divulgar o som e capturar admiradores com um pouco mais de facilidade que há anos atrás. Hoje em dia estamos em parceria com uma produtora (SM Produções) que nos ajuda em agendamentos de shows e distribuição do disco, e com isso têm surgido mais oportunidades para tocarmos em diversos lugares do Brasil. Resumindo... Dificuldades existem desde o início da banda e nunca abaixaremos a cabeça para elas!

Whiplash!: Como está sendo a recepção por parte do público? E estão rolando negociações para apresentações pelo Brasil e, quem sabe, no exterior?

Necropsy Room: Estamos muito satisfeitos com a recepção do público perante o disco novo. É gratificante ver a molecada cantando as músicas novas e abraçando a idéia do disco. Até a presente data fechamos várias datas no Centro-Oeste e no Nordeste. Vamos nos apresentar no For Caos (Fortaleza), Mossoró (RN), Tattoo Rock Fest VI, Under Metal Fest, GO MOSH, Goiânia Noise Festival e outros eventos em Goiânia. Em relação a shows no exterior, estamos analisando algumas propostas para irmos para a Europa no ano que vem. Tudo ao seu tempo...

Whiplash!: As bandas teem que se bancar para ensaiar, comprar equipamentos, gravar e liberar um disco físico. Pagam tudo. Mas, ainda que seja uma prática comum e aceita por muitos músicos, qual a postura do Necropsy Room sobre também ter que pagar para tocar? Para abrir para alguma banda famosa e ter a oportunidade de mostrar sua música para um público maior?

Necropsy Room: Quase tudo nesse meio é negócio. Porém podemos nos orgulhar de nunca termos pago para tocar em eventos ou abertura de bandas. Tocamos com bandas grandes como o Deicide e Krisiun e alcançamos isso como fruto do nosso suor. Não estamos aqui para dizer o que é certo ou errado, mas para nós essa conduta não é bem vista.

Whiplash!: Neste ano vocês estão organizando o material para seu primeiro DVD. Poderiam adiantar algo sobre este registro?

Necropsy Room: Temos um vasto material desde o início da banda e é uma obrigação nossa compartilharmos isso com quem sempre nos apoiou. Ainda não temos data para o lançamento, mas o que podemos adiantar é que será uma mescla de takes de shows e bastidores, com algumas coisas bastante engraçadas. Rsrsrsrs

Whiplash!: Cara, qual é o lance da Iscool Records, que está distribuindo "Necropsy Room"? Há mais bandas em seu cast? O selo parece ser inglês... Sua distribuição atinge que países?

Necropsy Room: O selo foi uma idéia nossa mesmo com alguns amigos que moram na Inglaterra, devido à carência de distribuição e apoio às bandas de metal no Centro-Oeste.

Whiplash!: Ok, pessoal, vamos ficando por aqui... O Whiplash! agradece pela entrevista e deixa o espaço para as considerações finais do Necropsy Room.

Necropsy Room: Queremos agradecer a todos do Whiplash!, que ostenta a bandeira do verdadeiro Metal, por todo o apoio e espaço cedido, e dizer para a galera que estamos mais fortes que nunca e não vamos entregar os pontos, aconteça o que acontecer.

Contato: www.myspace.com/necropsyroom




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Sobre Ben Ami Scopinho

Ben Ami é paulistano, porém reside em Florianópolis (SC) desde o início dos anos 1990, onde passou a trabalhar como técnico gráfico e ilustrador. Desde a década anterior, adolescente ainda, já vinha acompanhando o desenvolvimento do Heavy Metal e Hard Rock, e sua paixão pelos discos permitiu que passasse a colaborar com o Whiplash! a partir de 2004 com resenhas, entrevistas e na coluna "Hard Rock - Aqueles que ficaram para trás".

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