NervoChaos: "Banda se faz ao vivo e tocando continuamente!"

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Por Ben Ami Scopinho
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Natural da capital paulista e na ativa desde 1996, o NervoChaos já é velho conhecido entre o público, tanto pelo extremismo sem concessões de seu Heavy Metal, quanto pelas incessantes turnês que faz para divulgar cada um de seus álbuns. Agora chegou a vez do caprichadíssimo "Battalions Of Hate", um quarto registro que mostra uma das facetas da furiosa rebelião de nosso underground.

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Atualmente contando com Daniel ‘Blasphemoon’ (voz), Guiller (guitarra), Felipe (baixo) e Edu Lane (bateria), não seria exagero afirmar que o grupo esteja em sua melhor fase. Para saber das novidades, o Whiplash! conversou com Edu, que deu uma geral na atual fase do NervoChaos.

Whiplash!: Saudações, pessoal! Vocês estão lançando "Battalions Of Hate", seu quarto álbum de estúdio. O quanto vocês sentem que evoluíram desde o início de sua trajetória, lá pelos idos 1996, quando lançaram a demo-tape "NervoChaos"?

Edu: Houve uma enorme evolução e em muitos aspectos, acredito. Principalmente pelas muitas mudanças de formação, pelo amadurecimento como músico com os shows e tours... E pela busca incessante da nossa sonoridade própria. Desde o começo nós nunca nos prendemos a rótulos e por isso sempre foi um pouco complicado nos classificar. Acredito que com esse novo CD, conseguimos subir um patamar como banda, chegando bem próximo da nossa identidade musical.

Whiplash!: "Battalions Of Hate" possui excelentes canções como “Pazuzu Is Here”, “Dark Side” e “Perish Slowly”. Considerando que agora o NervoChaos conta com os novos membros Guiller (guitarra) e Felipe (baixo), a química desta formação fez com que este disco se diferencie de alguma forma de seu antecessor, "Quarrel in Hell” (06)?

Edu: Com certeza. Mesmo porque o “Quarrel In Hell” foi regravado e teve seu lançamento postergado. O Daniel regravou os vocais em pouquíssimo tempo. Então, no novo CD, os novos integrantes contribuíram diretamente no processo de criação das músicas e no anterior não, inclusive o Daniel. Há uma grande diferença entre todos os álbuns do NervoChaos e desta vez não foi diferente.



Whiplash!: O projeto gráfico de "Battalions Of Hate" é matador, e são pouquíssimos os grupos brasileiros que se prontificaram a fazer algo neste sentido. Além da belíssima arte de Marcelo HVC, como se desenvolveu a idéia deste digipak que se converte em uma cruz invertida?

Edu: Obrigado pelo elogio. O Marcelo HVC é um dos mestres mundiais da atualidade e temos trabalhado com ele desde 2008. Nós queríamos fazer algo especial para a primeira prensagem deste novo CD e, conversando com o pessoal da Metal Media, surgiu a idéia de fazermos em formato digipak e de cruz invertida. Só tinha visto isso no exterior e pelo que me foi informado, somos a primeira banda nacional a utilizar esse formato.

Whiplash!: Essa cruz invertida reforça a atitude anticristã de várias de suas letras. Como o NervoChaos mantém a validade e consistência desta postura com o passar dos anos?

Edu: Com certeza mantém a consistência e valida os nossos ideais com relação ao assunto. O cristianismo já provou que é uma instituição falida e a cada dia nos fornece mais provas disso. Toda a corrupção, pedofilia e o derramamento de sangue promovido por eles têm aflorado cada dia mais e isso só nos torna mais fortes.

Whiplash!: Sua relação com a Tumba Records é longa. Em tempos onde a tendência parece ser a venda de músicas no formato digital em sites de distribuição e os famigerados downloads ilegais, quais os reais benefícios que um selo de pequeno ou médio porte em um país como o Brasil pode propiciar às bandas?

Edu: Na verdade, só lançamos esse trabalho pela Tumba porque queríamos que o trabalho fosse lançado logo no início do ano de 2010. Todas as propostas que recebemos de selos nacionais não atendiam, em especial, o prazo desejado por nós. Acho que essa tendência da atualidade prejudica mais os artistas grandes e as grandes gravadoras.

Whiplash!: Falando em selos, como estão as negociações para que o público de outros países tenha acesso a "Battalions Of Hate"?

Edu: Fechamos com a Pacheco Records da Argentina para o lançamento lá do CD, em formato dois em um, ou seja, será lançado o “Battalions Of Hate” junto com o “Quarrel In Hell”. Também fechamos o lançamento do novo trabalho nos EUA e Canadá pela Ibex Moon Records. Atualmente estamos negociando o lançamento no mercado europeu.

Whiplash!: Foram tantas as turnês que o NervoChaos está construindo a reputação de ser uma banda das estradas. Neste sentido, quais os detalhes da "Lords Of Chaos Tour" para 2010?

Edu: É verdade, nós acreditamos nisso mesmo. Uma banda se faz ao vivo e tocando continuamente. Isso é o sucesso para nós, continuar fazendo turnês e lançando CDs. Em 2010 queremos fazer a nossa maior e mais completa turnê até os dias de hoje. Temos tocado em locais onde nunca estivemos antes e retornado para locais que há muito não tocávamos. Temos datas agendadas por todo Brasil, por parte da América do Sul e pela Europa. Em 2011 queremos fazer a nossa primeira turnê norte-americana. Na nossa última turnê fizemos 60 shows, então o objetivo esse ano é ultrapassar essa marca.


Whiplash!: Em 2008 o NervoChaos tocou pela primeira vez na Europa. De quais armadilhas uma banda tem que se precaver quando aparecerem oportunidades para divulgar sua música em países com uma cultura diferente da brasileira?

Edu: Acho que o essencial para qualquer banda é fazer aquilo que gosta e para quem gosta. As ‘armadilhas’, como você citou, existem em qualquer lugar, qualquer cena, então nada que não tenhamos passado por aqui também. Graças a bandas como o Sepultura ou o Krisiun, o mercado no exterior é muito receptivo para as bandas brasileiras.

Whiplash!: Cara, para finalizar... Neste tempo todo atuando pelo underground e tendo tocado com inúmeros nomes importantes do cenário mundial, o que te deixou mais orgulhoso como artista atuante de nosso Brasil?

Edu: O que me deixa mais orgulhoso é quando o nosso trabalho é reconhecido e quando recebemos o apoio sincero daqueles que realmente gostam do nosso trabalho. Seja de um fã, seja um crítico de música ou um músico de outra banda. Isso não tem preço.

Whiplash!: Ok, pessoal, o Whiplash! agradece pela entrevista desejando boa sorte ao NervoChaos em sua empreitada! O espaço é de vocês para os comentários finais.

Edu: Nós é que agradecemos pelo espaço e pela entrevista. Para saber mais sobre a banda, conferir as datas da turnê, ver vídeos e fotos, ouvir MP3 e etc, acesse o nosso site www.myspace.com/nervochaos. Produtores interessados em agendar a banda, podem escrever para nervo666@hotmail.com ou entrar em contato com a Insano Booking (www.insanobooking.com.br).

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Sobre Ben Ami Scopinho

Ben Ami é paulistano, porém reside em Florianópolis (SC) desde o início dos anos 1990, onde passou a trabalhar como técnico gráfico e ilustrador. Desde a década anterior, adolescente ainda, já vinha acompanhando o desenvolvimento do Heavy Metal e Hard Rock, e sua paixão pelos discos permitiu que passasse a colaborar com o Whiplash! a partir de 2004 com resenhas, entrevistas e na coluna "Hard Rock - Aqueles que ficaram para trás".

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