Overkill: Entrevista com Bobby Blitz após show em Recife

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Por Josco Correia, Fonte: Josco Weblog
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O blog JOSCO WEBLOG recentemente fez a cobertura oficial para o show da banda OVERKILL em Recife (PE), realizado no salão de festas do Sport Club (aguardem ainda nesta semana pela publicação online da matéria do show). Após o espetáculo, tivemos a grata oportunidade de ter um momento com o frontman da banda, o Sr. Bobby "Blitz" Ellsworth.

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É importante lembrar que a imprensa não estava autorizada a registrar fotos ou vídeos de nenhum dos membros da banda, mas a produção deles foi informada previamente que se tratava de uma cobertura oficial da própria produção local do show. Partimos desta premissa e conseguimos uma brecha para realizarmos esta pequena entrevista com o vocalista.

O blog agradece o apoio da produção do show em Recife (João Marinho e Marcelo de Carvalho), com a qual realizamos parceria na divulgação dos eventos realizados. Eles nos permitiram este encontro exclusivo, nos dando a oportunidade de trocar algumas palavras com o músico de uma forma bastante descontraída e bem animada, ainda que rápida.

Confira abaixo como foi este encontro com Bobby "Blitz" e a conversa que tivemos com ele.

JOSCO WEBLOG: Bobby, em primeiro lugar, seja bem vindo ao Recife.

BOBBY "BLITZ": Obrigado! (Em alto e bom português. Mas esta era a única palavra que ele conseguia pronunciar, pois toda a entrevista aconteceu em inglês mesmo.)

JOSCO: O novo álbum, "Ironbound", se tornou um grande sucesso em todos os lugares. Tanto a imprensa quanto os fãs concordam com isso. Voce esperava este tipo de reação positiva?

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BOBBY: Eu não sei. Não podemos dizer que não esperávamos. Acredito que o que nós fazemos seja apenas negócios, como de costume. Acho que uma das coisas com o Ironbound que acaba sendo única é que há uma energia especial, mas você não pode planejar. Isto só acontece quando rola uma química entre a banda. E isto, claro, é o que acontece. Acho que Overkill seja uma das bandas mais consistentes há mais de vinte e cinco anos. Mas o fato da banda atingir o sucesso (ou não) não depende de nós. Esta resposta está sempre nas pessoas que a ouvem. Então, é claro, deve haver algum tipo de energia especial e mágica nela. E esta deve ser a responsabilidade. Mas, para nós, não criamos esta expectativa de uma forma ou de outra. Nós sempre achamos que iremos atingir (o sucesso). É por isso que você joga o jogo. Você joga para ganhar.

JOSCO: Após todos esses anos com a banda, como é estar novamente em turnê?

BOBBY: É ótimo. Quer dizer, na turnê, pessoalmente para mim, é quando tudo começa. É quando estamos em um show ao vivo. É quando a música é mais pura. Você tem a oportunidade de suceder ou falhar, de um momento para o outro. E acho que é isso que faz estar numa turnê ser algo excitante. Não que seja normal ou comum, mesmo quando você já fez tantos shows. A gente se sente como se estivesse tomando os riscos, levando a vida com as suas próprias mãos! É por que você sucede ou falha, de uma noite para a outra. Então, eu ainda gosto muito disso.

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JOSCO: O que você poderia dizer sobre esta mini turnê pela América do Sul, que termina hoje aqui em Recife, correto?

BOBBY: Sim, sim! América do Sul, quatro show. Começou em Santiago (Chile), Buenos Aires (Argentina), São Paulo e agora Recife. É realmente ótimo descer aqui, por que em nossos vinte e cinco anos estivemos no continente por apenas duas vezes.

JOSCO: E esta é a primeira vez no Nordeste do Brasil.

BOBBY: Sim! A primeira vez em Recife; primeira vez em Buenos Aires; primeira vez no Chile. Então, é sempre excitante ser capaz de sentir como se você estivesse fazendo algo novo.

JOSCO: Quase trinta anos e tão poucos shows na América do Sul...

BOBBY: A culpa não é nossa! É verdade! O problema que tivemos com isso, talvez, em vinte e cinco ou trinta anos - tivemos apenas nove turnês agendadas, é que (os shows) são cancelados pelos promotores. (risadas) Não é culpa nossa!

JOSCO: Qual a sua visão para a cena atual do Thrash Metal pelo mundo?

BOBBY: Bem, me parece muito saudável no momento. Muito do que vejo eu gosto. Há mais de duas gerações envolvidas de uma forma geral.

JOSCO: Eu diria três.

BOBBY: Eu diria três também. E acho que isso é uma coisa legal. Então, sabe, você vê os pais, as filhas, as mães, os filhos, todos indo para os shows...

JOSCO: Até mesmo crianças! (Algumas famílias se reuniram para assistirem ao show juntas e algumas delas tiveram a chance de tirar algumas fotos com a banda.)

BOBBY: Crianças? Ah, sim. Acabamos de ter algumas delas aqui no camarim com os pais. E elas... Para cada uma das fotos que tiraram, elas mostraram os chifres duplos... hahaha. (O sinal característico do Heavy Metal, onde temos a mão fechada com os dedos mínimo e indicador apontados para cima.)

JOSCO: Isto é ótimo, não?

BOBBY: Então, é por isso que acho saudável que a cena transcende estas tantas gerações.

JOSCO: Você tem algum plano para o futuro, um futuro próximo para a banda?

BOBBY: Ah, tem, sim. A turnê americana inicia uma semana após a nossa chegada em casa (Estados Unidos), que vai durar até maio. Em seguida, teremos os festivais europeus. Aproximadamente doze feztivais europeus, Japão, Austrália e depois tem a segunda rodada pelos Estados Unidos e uma segunda rodada pela Europa. Então, estaremos agendados até o Natal.

JOSCO: Até o Natal?

BOBBY: Sim. Este é o nosso plano. Mas não ficaremos em turnê o tempo todo. Faremos shows a cada mês. Sairemos por um mês, então teremos um mês de férias e saimos de novo por outro mês ou algo assim.

JOSCO: Bobby, muito obrigado pelo seu tempo em responder a estas questões.

BOBBY: Ei! Obrigado a você, Brasil. "OBRIGADO"!

JOSCO: Você deixaria uma pequena mensagem para os fãs?

BOBBY: Sim. É sempre muito bom poder estar no Brasil. Uma das coisas mais legais sobre isso é que sempre nos sentimos como se estivéssemos na Capital do Thrash Metal. Headbangers realmente muito sérios.

JOSCO: Como é bom ouvir isso!

BOBBY: "Horns up!"




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