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Overkill: "nós sempre aprendemos com nossos erros"

Por Victor Lira
Fonte: Blabbermouth
Postado em 10 de janeiro de 2010

A Sonic Excess recentemente conduziu uma entrevista com o vocalista Bobby "Blitz" Ellsworth da banda veterana de Thrash Metal OVERKILL. Veja abaixo alguns trechos.

Porque três anos entre lançamentos? o OVERKILL sempre teve uma programação consistente... turnê, lançamento, turnê. Parece que vocês precisavam de um necessário período de descanso.

"Bom, você sabe, nós lançamos o 'Immortalis', no final de 2007, o último lançamento foi em novembro daquele ano, ou em outubro. E esse nós lançamos em janeiro, então é pouco mais de 2 anos e alguns meses de intervalo, o que é um pouco mais longo para nós. Geralmente temos um ciclo de 18 a 20 meses, mas nós fizemos muitos shows para o 'Immortalis'. Encerramos a turnê em abril desse ano, alguns shows em "off" no México e alguns festivais durante o verão. Mas a ideia era continuarmos a turnê, porque se ela está bem nós temos toda uma vibe para gravar. Quando você abandona a estrada e começa a escrever um álbum, a coisa legal é que você leva a estrada para dentro do estúdio".

Eu quero perguntar a sua opinião sobre o novo momento que o thrash vive atualmente. Muitas bandas de adolescentes praticando quase um tributo a grupos como o OVERKILL.

"Acho isso maravilhoso. Eu lembro do início quando fui influenciado pelo New Wave Of British Heavy Metal, e você se torna parte do 'exército' do movimento. Mas, eventualmente, você tem que apresentar algo original. Qual é a sua contribuição para isso? E você começa a ver isto em bandas como o WARBRINGER, MUNICIPAL WASTE E GAMA BOMB. É uma vibe legal, até aonde me diz respeito, um momento único na história da música. Especialmente para o metal, porque você consegue ver as duas extremidades dele. Eu quero dizer, se você tem 20 anos e está em uma banda de thrash como o MUNICIPAL WASTE, você vê de onde tudo vem quando você vai num show do MEGADETH ou do SLAYER".

Esse é o vigésimo quinto aniversário do OVERKILL desde o seu primeiro lançamento, "Fell the Fire". Vocês vão fazer alguma coisa especial para comemorar este aniversário? Lançar um DVD?

"Estamos planejando isso agora. Quer dizer, no processo de conversar sobre isso, mas nós não queremos fazer uma turnê completa. Nós achamos que é claro que vamos dar maior destaque para algumas músicas na turnê do EUA, como o material do 'Ironbound', mas eu acho que nós faremos mais alguns shows especiais. Um nos EUA, outro na Europa, e com isso, nós filmaremos. Nós filmaremos os dois e depois vamos levá-los para a sala de edição".

Algum plano de tocar o "Fell the Fire" na íntegra?

"Temos conversado sobre isso. Isso foi cogitado alguns anos atrás, mas nós não sabemos se o faremos. Quando se trata de conversar sobre o futuro, nosso problema é que vivemos o presente, o agora. Então, obviamente, você tem que planejar coisas para isso, mas ao mesmo tempo o que é realmente importante para nós é o que diz respeito a esse lançamento mais do que o que diz respeito à próxima fase".

Qual é o momento da carreira que mais te marcou quando você olha para trás na carreira do OVERKILL?

"Um momento marcante da carreira foi obviamente conseguir um contrato, em 1984. Essa foi uma experiência louca e inesquecível. Eu acho que no passar dos anos, o que aconteceu é que você se torna quase um viciado em estar no topo, e estar no topo para mim é estar no palco. É quase como uma droga. Isso sempre acontece, e você sempre quer mais e mais".

Existe algum ponto negativo que você consegue lembrar, e pode declarar para nós?

"Bem, nós somos uma banda que se auto gerencia, então os pontos baixos são responsabilidade nossa. Quando você é uma banda auto gerenciada, não há culpa para se passar [risos]. Você é o culpado pelo seu sucesso ou pelo seu fracasso. Levando isso em conta, eu suponho que todas as decisões que tomamos, no que diz respeito a alguns álbuns que nós não demos o devido suporte, e as turnês que fizemos, é tudo nossa responsabilidade. Mas eu sinto que esses passos são necessários. Isso tudo nos trouxe o 'Ironbound' em 2010. Isso baseado no sucesso ou no fracasso, ou na combinação dos dois. Se você se torna muito velho para aprender as coisas, então realmente acabou pra você. Depois, você deve passar por cima dos movimentos. E eu acho que uma das coisas sempre promove, nos ame ou nos odeie, nós sempre aprendemos com nossos erros e seguimos em frente independente do jeito que o clima popular está no momento".

Leia a matéria completa (em inglês) neste link.

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Sobre Victor Lira

Aprendi a gostar de rock and roll aos 11 anos, sob influência do meu pai, rockeiro nato. Comecei ouvindo Led Zeppelin e Rush, mas me tornei um fissurado por Metal quando ouvi Dio. Hoje sou fã incondicional do Heaven & Hell e de Megadeth.
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