James Hetfield: "fico deprimido quando não pego a guitarra"
Por Douglas Morita
Fonte: Metallica Remains
Postado em 03 de novembro de 2008
Aaron Beck, do The Columbus Dispatch entrevistou em novembro de 2008 o guitarrista/vocalista do METALLICA, James Hetfield, que falou sobre sua relação com o instrumento, dentre outras coisas.
The Columbus Dispatch: Você vem fazendo isso desde que é um adolescente. Ainda consegue sair disposto fisica e mentalmente para tocar músicas do Metallica?
Hetfield: "Quando eu não pego a guitarra, eu fico deprimido. Quando estou em casa e começo a ficar pra baixo, minha esposa me fala: 'Bem, você não tem tocado guitarra há algumas semanas'. Então eu sento e toco. É minha arma; é meu pacificador; é meio que apenas escrever um riff e então me sentir bem comigo mesmo: 'Oh, sim! Eu ainda sou relevante!' Mas apenas usar amplificadores diferentes, guitarras diferentes - eu realmente acredito, encontrar uma guitarra antiga que pode custar algum tanto absurdo de dinheiro, você pega essa coisa, e há algo vivendo nela. Ela ainda tem riffs nela, e eu penso que eles são gratos por você ter a guitarra. Eu penso que as almas dessas guitarras falam".
The Columbus Dispatch: Você precisou estar no palco e cantar algumas vezes sem uma guitarra, mais notavelmente depois que você se queimou em Montreal no início dos anos 90. Como se sentiu?
Hetfield: "Foi uma merda. Você está lá e está cantando, mas muitas de nossas músicas tem trechos instrumentais bem longos e me sentia como 'O que eu estou fazendo aqui? Melhor ir para os bastidores, lavar roupa?' Você pode apenas ser um líder de torcida no máximo, e parece meio bobo. Eu não gostei. É meio que garantia de emprego quando se pode tocar guitarra e cantar".
The Columbus Dispatch: O que está em sua mente quando você sobe ao palco hoje versus, digamos, 1990?
Hetfield: "Nós ficamos bem inspirados quando vamos a sala de ensaio e fazemos uma jam juntos e talvez escrevemos um riff. Nós nos unimos dessa forma, e daí subimos ao palco. Eu não sei, ainda é questão de sermos nós contra eles [o público]; acho que hoje somos só nós. Antigamente, éramos nós contra eles: 'Vamos matá-los! Vamos esmagar isso!' Agora é mais 'Vamos lá e mostrar a eles nossa força e ver quantos fãs novos nós podemos contaminar com o Metallica e ver se eles voltam".
The Columbus Dispatch: Como ter filhos mudou sua forma de ver o trabalho?
Hetfield: "No começo, foi uma grande luta, eu sendo o primeiro a ter filhos e o baterista Lars (Ulrich) logo em seguida. Tentar separar as duas coisas foi difícil, sabe? 'Eu preciso arrumar tempo para a família', e isto não foi bem recebido. Então se tornou algo mais normal para nós. Nós temos que balancear essas duas coisas e fazê-las viver juntas. Nós precisamos fazer todos conhecer uns aos outros. Há realmente muito medo para as esposas - 'O que está rolando na estrada?' e 'Por que eles não querem que a gente saia?' As vezes é o que é, e algumas vezes é 'eu preciso do meu espaço'. Mas se você as convidar, algumas vezes a resposta é 'não, eu não quero ir' (risos). Mas as crianças trouxeram tamanha alegria para todos nós. Eu acho que isso nos inspirou, e nos fez mais felizes, então podemos ser ainda mais 'metal' (risos), se isso fizer sentido".
A entrevista completa pode ser lida, em inglês, clicando aqui.
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