Rob Halford: o que ele faria da vida se não fosse o Metal God?

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Por César Enéas Guerreiro, Fonte: Blabbermouth, Tradução
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Aedan Sieber, do site australiano The Metal Forge, entrevistou em janeiro de 2008 Rob Halford, vocalista do JUDAS PRIEST.

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- Sobre o fato do JUDAS PRIEST ter sido introduzido no Hall of Fame da revista Kerrang!

Halford: "Isso foi surpreendente! Bem, a revista Kerrang! – como você deve saber – é bastante influente no Reino Unido e isso aconteceu de repente! Pediram para nós aceitarmos esse prêmio já há algum tempo mas foi apenas uma questão de nos encontrarmos no mesmo país e ao mesmo tempo, porque estávamos espalhados pelo mundo. Mas foi uma noite brilhante! Ser reconhecido por essa revista – é uma publicação semanal que chega a mais ou menos duzentos e cinqüenta mil fãs de rock e metal a cada semana na Grã-Bretanha – receber esse prêmio foi muito legal. E, como você sabe, também havia outras bandas como MACHINE HEAD, Trent do NINE INCH NAILS, FALL OUT BOY, GALLOWS, MY CHEMICAL ROMANCE — ou seja, estávamos em boa companhia! Então tivemos uma noite brilhante com todo esse pessoal!"

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- Sobre o que ele acha que teria feito da vida se não tivesse se tornado um "Metal God":

Halford: "Não tenho a mínima idéia! Sabe, quando eu estava prestes a largar o colégio nas Midlands [região da Inglaterra à qual pertence Birmingham] eu já era fascinado por tudo no mundo do entretenimento – o show business: filmes, música, teatro, esse tipo de coisa. Quando eu olho pra trás – bem, bem pra trás – quando eu tinha uns 8 o 9 anos ou até um pouco menos, quando eu estava envolvido nos corais da escola, eu lembro de ter sido fisgado pela coisa. Em toda a minha educação eu estive envolvido nas coisas que as crianças fazem na escola e tenho certeza de que foi aí que as sementes foram semeadas – eu soube que tinha uma boa voz e que me sentia bem quando cantava – e a reação que isso criava mesmo quando eu era um garoto – eu me sentia ótimo! Eu gostava tanto daquilo. Então quando eu saí da escola eu estava indeciso sobre o que deveria fazer. Eu acabei indo trabalhar em um teatro em Northhampton como técnico de iluminação e vi todos aqueles incríveis espetáculos de ópera, balé, teatro de variedades, de repertório e poder ver tudo aquilo do ponto de vista do palco foi algo que me deixou ainda mais determinado em tentar chegar de verdade até o palco em vez de ficar só olhando. E naquele tempo – eu tinha provavelmente uns 16 ou 17 anos – a música era uma parte muito importante da minha vida. Eu apenas fiz o que muitos músicos fazem – encontrei uma banda local só pra ter um contato e cantar umas músicas e foi aí que resolvi ser um cantor de metal pra valer. Acho que se não tivesse feito isso eu ainda estaria envolvido de alguma forma no mundo do entretenimento – mas não tenho certeza no quê exatamente. Qualquer coisa relacionada a isso eu ainda acho fascinante e realmente agradável".

- Sobre o que as pessoas esperam do Metal God:

Halford: "Quando você faz sucesso, provavelmente pensa diferente e depois, quando se torna um músico profissional, você quer continuar assim e faz o que for preciso porque há muito a ganhar com isso, entende? Além desse fato simples você tem que aceitar que a única coisa que pode sustentar a sua carreira é fazer as coisas da melhor forma possível. E além disso, o Rock’N’Roll é um negócio instável – há muitos artistas que sumiram do mapa por várias razões. Quando você se torna popular – especialmente em nível internacional – a cobrança aumenta e você precisa se esforçar mais. Na minha opinião, você é sempre julgado pela última coisa que fez. Não dá pra viver das glórias do passado, especialmente se você ainda estiver na ativa e procurando outras coisas pra fazer. Então acho que isso aumenta a sua responsabilidade. Uma responsabilidade em relação a você, para que dê sempre o melhor de si, melhor do que já tenha feito antes, se possível – como estamos agora, por exemplo, no PRIEST trabalhando com o lançamento do ‘Nostradamus’ que vai sair ainda este ano – e também em relação aos fãs. Os fãs são quem sustentam tudo o que você faz, além de você mesmo. Eles são as pessoas que compram os discos, vêm aos shows e compram camisetas. É muito importante ter responsabilidade para garantir que os fãs recebam o melhor Metal que você puder fazer".

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Leia a entrevista completa (em inglês) no themetalforge.com.




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Sobre César Enéas Guerreiro

Nascido em 1970, formado em Letras pela USP e tradutor. Começou a gostar de metal em 1983, quando o KISS veio pela primeira vez ao Brasil. Depois vieram Iron, Scorpions, Twisted Sister... Sua paixão é a música extrema, principalmente a do Slayer e do inesquecível Death. Se encheu de orgulho quando ouviu o filho cantarolar "Smoke on the water, fire in the sky...".

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