Dio: reminiscências de Simon sobre o AC/DC

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Por César Enéas Guerreiro, Fonte: Get Ready To Roll, Tradução
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O site Get Ready To Roll! falou recentemente com Simon Wright, baterista do DIO (ex-AC/DC), que comentou sobre diversos assuntos, incluindo a época em que tocou com o AC/DC.

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Get Ready To Roll!: Atualmente você está tirando umas longas férias da banda DIO, enquanto Ronnie está na estrada com o HEAVEN AND HELL. Como você se sentiu quando a idéia foi discutida pela primeira vez?

Wright: “Eu aceitei bem a idéia – quando pensamos nesses músicos num mesmo palco depois de todos esses anos, bem, isso tinha que ser feito! Bem, eu vejo isso do ponto de vista de um fã e há muitos fãs que nunca tiveram a oportunidade de ver essa banda da primeira vez, então, da minha parte, acho tudo isso ótimo!”

Get Ready To Roll!: Voltando aos velhos tempos... AC/DC – quais são suas lembranças favoritas?

Wright: “Tenho um monte de boas lembranças com o AC/DC. Brian é o cara mais divertido que já encontrei. Dez piadas por minuto! Ele te faz chorar de tanto rir. No caso dos shows, bem, houve alguns shows gigantescos que te deixariam de cabelo em pé. Foram ótimos momentos e tenho orgulho de ter participado deles”.

Get Ready To Roll!: Voltando ainda mais no tempo... como você entrou para o negócio da música?

Wright: “Eu comecei trabalhando na indústria da construção e gostava de algumas coisas que fazia, mas eu já podia ouvir a batida na estrada me chamando de longe! Então eu saí do emprego e entrei numa banda de Manchester [Inglaterra] chamada AIIZ”.

Get Ready To Roll!: E como foi que a sua carreira progrediu, desde o AC/DC até o Dio? É verdade que você respondeu a um anúncio da revista Sounds que procurava um baterista?

Wright: “Já me fizeram essa pergunta várias vezes e sim, foi exatamente assim que entrei para o AC/DC! É sempre bom procurar na seção de classificados de sua revista de música local a parte ‘Precisa-se de Músicos’! No caso do Dio, eu conheci Ronnie quando estávamos participando dos festivais Monsters Of Rock no final dos anos 80. Eu adorava seu trabalho no RAINBOW, SABBATH e na sua própria banda Dio. Que voz! Tão poderosa, sem falar que ele é um brilhante compositor. Minha época com o AC/DC estava acabando e eu, como baterista, precisava diversificar um pouco. Eu ainda gostava da música, mas era uma força mútua que me fazia seguir em frente – e eu segui em frente, pra onde a sorte me levasse, e comecei a ensaiar e gravar o álbum ‘Lock Up The Wolves’ do Dio – e temos sido grandes amigos desde então”.

Get Ready To Roll!: Quais são seus três maiores heróis musicais – e por quê?

Wright: "1º - Ronnie James Dio. Eu trabalhei com muitos músicos na minha carreira, mas nenhum tem os mesmos padrões e a mesma confiança do Ron. Ele é esperto, perspicaz, sem frescuras e trabalha incansavelmente, além de ter um incrível senso de humor. Para mim, ele é o ‘king of rock ‘n’ roll’. Como cantor, ele também não é nada ruim. (Será que ele me subornou pra dizer isso? Você decide!)”

“2º – Malcom Young. Quando entrei no AC/DC, eu era praticamente um garoto, com uns 18 pra 19 anos. Eu achava que sabia de tudo. Haha, eu não sabia de nada. Como eu poderia – eu nunca estive em uma das maiores bandas de rock do mundo antes! Bem, Malcom (que definitivamente odeia a palavra 'hero') sempre tinha tempo para eu perguntar que po**a estava acontecendo com isso ou aquilo. Isso me ajudou bastante... Então obrigado, meu chapa!”

“3º – John Bonham. Muitas coisas já foram ditas sobre o Sr. Bonham. Por quê? Porque ele redefiniu a maneira de tocar bateria. Houve grandes bateristas, mas... em ‘The Song Remains The Same’ e em ‘Dazed And Confused’, quando eles voltam pro riff principal, após a parte central – há uma nota que ele toca no bumbo que eu nunca ouvi nenhum outro baterista fazer igual. Mas eu continuo tentando, é claro! Sim, o falecido e grande Sr. John Bonham. Descanse em paz”.

Get Ready To Roll!: Qual é o momento de sua carreira do qual você mais se orgulha?

Wright: “Na verdade, houve três. Quando eu estava no AC/DC, minha família veio ver o show no Castle Donington. Todo o meu trabalho duro finalmente compensou, e eu nunca vou esquecer aquele dia... maravilhoso. Também tocar seis noites em Chicago com o UFO... e, em terceiro lugar, Ronnie recebendo o prêmio pelo conjunto de sua obra no festival Wacken – estávamos lá no palco com 40.000 fãs cantando Dio. Um momento que nos orgulhou muito!”.

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Sobre César Enéas Guerreiro

Nascido em 1970, formado em Letras pela USP e tradutor. Começou a gostar de metal em 1983, quando o KISS veio pela primeira vez ao Brasil. Depois vieram Iron, Scorpions, Twisted Sister... Sua paixão é a música extrema, principalmente a do Slayer e do inesquecível Death. Se encheu de orgulho quando ouviu o filho cantarolar "Smoke on the water, fire in the sky...".

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