Rob Halford: "Ainda quero me aventurar por formas extremas como Black/Death"

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Por Marco Néo, Fonte: Blabbermouth, Tradução
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O site norueguês Imhotep recentemente entrevistou o frontman do JUDAS PRIEST, Rob Halford, que falou sobre seu retorno ao Metal, o dueto com Bruce Dickinson, Tim Owens no Judas e sobre o desejo de cantar metal extremo.

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Sobre quando ele sentiu que seria o momento certo de voltar às raízes:

"Acho que foi depois de lançar o álbum do TWO. Saímos em turnê, e eu sempre me dedico 1000% a tudo que faço. Sabe, eu não me envergonho de nada do que fiz, pra mim sucesso ou fracasso comercial não importa, vale mais a experiência. E depois que acabei essa fase com o TWO, gravar o álbum, fazer shows em vários lugares diferentes, acho que foi quando eu entendi que precisava voltar a fazer o estilo de música que me era mais gratificante, e foi o que eu fiz após encerrar a agenda de shows do TWO, eu comecei a considerar as possibilidades. E havia algumas outras coisas com as quais eu poderia me envolver. Eu ainda quero me aventurar por formas mais extremas de Metal, como Black/Death metal, em algum ponto da minha carreira, já que sou fã desses estilos. Mas naquela época eu já tinha decidido procurar músicos que me ajudassem a fazer o que veio a ser o 'Resurrection'".

Sobre como soaria Rob Halford cantando metal extremo:

"Eu sei que o que faço como vocalista de metal sempre exigiu bastante de mim, tanto com o PRIEST quanto com o HALFORD. Mas quando penso em um estilo como o Death metal, eu não gostaria de cantar como todos os vocalistas do gênero. Sei lá, acho que seria diferente".

Sobre seu dueto com Bruce Dickinson no álbum "Resurrection", na faixa "The One You Love To Hate":

"Foi ótimo! Eu estava em Los Angeles, trabalhando com o Roy Z no 'Resurrection' e o Bruce estava na cidade. Ele passou no estúdio, tomamos alguns drinks e comemos alguma coisa. Nós nos conhecemos desde o início do MAIDEN e do PRIEST, somos camaradas de longa data. Em uma certa altura, comentamos que nunca tínhamos tido a chance de gravar algo juntos! Nesse momento o Roy Z entrou e perguntou, 'sobre o que vocês estão falando?' Nós dissemos e ele vibrou: 'Puta que pariu, vamos lá, gravem alguma coisa juntos!' E foi assim, basicamente, que tudo aconteceu. Em um dia nós já tínhamos composto 'The One You Love To Hate'. O grosso da música foi feito pelo Bruce e nós encaixamos as letras e as melodias, fomos para o estúdio e a gravamos. Demorou um dia ou dois pra fazer tudo. Mas que foi um momento de 'mágica metálica', ah isso foi! É uma música muito boa, eu a ouvi dia desses pela primeira vez em anos. Uma música muito legal!"

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Sobre os rumores de um projeto envolvendo Bruce Dickinson, Geoff Tate e Rob Halford:

"Nunca saiu da estaca zero. Que eu, Bruce e Geoff, do QUEENSRYCHE, iríamos formar um grupo com um trio de vocalistas e uma banda de apoio, para cantar as músicas uns dos outros e fazer nossas próprias músicas, gravar covers e misturar tudo. Um de nós iria e cantaria uma música, outro iria e cantaria mais uma, daí faríamos duetos, trios, o que viesse à mente. Mas nunca saiu do papel, infelizmente, nós todos somos muito ocupados e temos nossas vidas separadas e em razão disso essa idéia não se tornou realidade. Mas eu nunca esqueci isso, eu acho que se tivéssemos uma oportunidade deveriámos fazer algo do tipo, seria muito especial e diferente."

Sobre o que ele achava do Tim "Ripper" Owens cantando no JUDAS PRIEST:

"Foi uma combinação de duas coisas: uma, porra, eu é que queria estar lá. Por outro lado eu também achei que foi brilhante, um novo álbum do JUDAS PRIEST com um grande vocalista. Foram dois sentimentos diferentes. Eu gosto muito dos vocais do Tim, acho que ele é um ótimo cantor! Nós nos encontramos algumas vezes e ele sempre foi muito amável. Eu nunca entendi muito bem essa história de membros atuais e ex-membros de uma determinada banda falando mal uns dos outros, pra falar a verdade. Eu creio que respeito é uma coisa muito importante, se você tem um problema com alguma pessoa, guarde para você, entende? Não precisa espalhar isso, tornar isso público. Eu sempre respeitei todos os músicos e acho que nós, como seres humanos, deveríamos tentar respeitar uns aos outros um pouquinho mais".

Sobre a reação dos fãs do PRIEST quando anunciou que é gay:

"Foi fantástico. Ninguém deu a mínima. Eu acho que no mundo de hoje é bem mais fácil ser aceito, ainda que exista muito preconceito e muito ódio dirigido aos gays, a pessoas diferentes de cores diferentes, a pessoas de religiões diferentes; eu não consigo entender como é que pode existir tanto ódio e ressentimento no mundo. Então, quando eu fiz o anúncio sobre minha homossexualidade, foi importante pra mim como um vocalista de metal gay, mas também para tentar quebrar um pouco da intolerância e do preconceito contra os gays. E os meus fãs de metal heteros, como eu disse, me apoiaram bastante. Eles basicamente me disseram: 'Rob, pouco importa o que você é. Para nós você é o Metal God, você é um grande vocalista de metal e é isso o que importa'. Eu fiquei muito feliz com essa reação, que foi uma mensagem para o mundo de que a comunidade metálica é bastante receptiva. De que os bangers de todas as diferentes faixas etárias, cores, religiões, trabalhos, sexualidades, podem se reunir em um show e curtir um bom Metal! Com isso eu acho que acabei com o mito de que os bangers não aceitam gente como eu, porque não é verdade. Acabou sendo uma ótima coisa que fiz! Não sou um ativista, não carrego a bandeira da comunidade gay, mas eu sou quem eu sou e acho importante ser aberto e honesto, não esconder nada, respeitar o próximo, realmente!"

Leia a entrevista completa neste link.




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Sobre Marco Néo

Nascido na primeira metade dos anos 70, teve seu primeiro contato com sons pesados quando o Kiss veio para o Brasil, em 83, mas não compreendeu bem o que era aquilo. A contaminação efetiva ocorreu um ano depois, quando conheceu Motörhead, Judas Priest, AC/DC, Iron Maiden. Desde então, tornou-se um apaixonado colecionador de tudo o que se refere a Metal e Rock'n'Roll, independentemente de subestilos.

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