Ozzy Osbourne: "Eu não queria morrer de overdose"

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Por Fabio Rondinelli, Fonte: Sunday World, Tradução
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OZZY OSBOURNE relatou para Eddie Rowley, do irlandês Sunday World, em 2007, o que sentiu no acidente que sofreu em dezembro de 2003, sua relação com a mulher, Sharon, a dislexia e diz que "bebia até cair", e por isto é difícil escrever um livro de memórias.

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Sobre o acidente em dezembro de 2003 que quase acabou com sua carreira... e sua vida:

"Quando sofri o acidente de moto, acredite ou não, fiz uma viagem incrível dentro da minha cabeça enquanto estava em coma".

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"Um dos lugares em que estive foi Dublin, bebendo [cerveja] Guiness num bar. E havia no local uns seres pequeninos, como naquelas besteiras que falam sobre a Irlanda e os leprechauns [personagens do folclore irlandês parecidos com duendes]".

"Era abstrato esse lugar em que estive. Suponho que seja porque meu filho, Louis [de seu primeiro casamento], mora na Irlanda e eu, na época, fui convidado para seu casamento e não pude ir. Imagino que meu inconsciente estivesse lá, numa situação parecida com um sonho."

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Sobre sua vida:

"É, tem sido incrível. Agora querem que eu escreva minhas memórias, mas de onde começar? Eu costumava me embebedar até apagar, então acho que seria um livro bem fininho, já que não consigo lembrar de tudo.

"O MÖTLEY CRÜE escreveu um livro e disse que em uma ocasião eu cheirei uma fileira de formigas. Eu não consigo lembrar dessa p****!"

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Sobre sua segunda esposa, Sharon:

"Nosso 25º aniversário de casamento está chegando, é dia 4 de julho. Se não fosse por minha esposa, eu não estaria aqui. Sharon salvou minha vida dia após dia. Quer dizer, eu devo ter morrido umas mil vezes. Beijei a morte tantas vezes e agora acho que estou casado com a própria".

"Mas estou vivo hoje. Acho que estou na prorrogação. Passei por tudo e cheguei aqui. Estou limpo agora, sequer fumo cigarros, o que nem consigo acreditar".

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"Às vezes digo pra Sharon, 'Você imaginava que um dia eu pararia de fumar?' Ela diz, 'Querido, achei que o encontraria morto quando isso acontecesse, com um Marlboro enfiado na sua boca.'"

"Mas larguei tudo. Não uso drogas, a menos que sejam prescritas pelo médico [ele sofre de tremores] e eu tomo a quantia exata".

"Ultimamente tenho tido mais ataques de ansiedade. Não sei por quê. Talvez por ser casado, ter filhos, estar sóbrio agora e tudo ser real".

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"Mas não sinto falta da bebida ou das drogas. Vou a encontros dos AA com outros alcoólatras para conversarmos, e até agora, tudo bem. Não queria morrer de bebedeira ou overdose".

"As drogas e o álcool, descobri agora, eram sintomas de algum tipo de problema emocional, possivelmente de quando eu era criança".

Sobre ter passado por dificuldades na escola por sofrer de dislexia e déficit de atenção não diagnosticados":

"Quando estava na escola, eles nunca compreendiam o que era dislexia, e eu sou terrivelmente disléxico. Começo a ler um livro e acabo lendo linhas de trás pra frente, ou leio a mesma coisa várias vezes até perceber o que estou fazendo".

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"Todos os meus filhos têm o mesmo problema, e a razão pela qual me mudei para Los Angeles da primeira vez foi porque não há muitas escolas no Reino Unido para quem tem dislexia ou déficit de atenção, e em Los Angeles há. Quer dizer, eles têm de tudo lá, até psiquiatras para bichos de estimação!"

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Sobre Fabio Rondinelli

É paulistano e tem 22 anos. Há cerca de uma década conheceu o Rock através de Aerosmith e The Offspring. Um pouco depois, com uma ajudinha básica do Iron Maiden, descobriu o Metal e seus derivados. Hoje é devoto de ambos e aprecia bandas das mais diversas vertentes: de Beatles, Queen e Pink Floyd, passando por Engenheiros do Hawaii e Radiohead, até Angra, Blind Guardian e System of a Down. Visita o Whiplash faz alguns anos e certo dia resolveu traduzir algumas notícias para o site.

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