Chrome Division: a importância da cerveja

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Por Rafael Carnovale, Fonte: Mundo Rock
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Quando foi anunciado que Sagrath (vocal do Dimmu Borgir) estava montando uma banda com Eddie Guz (vocais), Luna (baixo), Ricky Black (guitarras) e Tony White (bateria), muitos pensaram que estaríamos diante de uma banda de black metal. Mas "Doomsday Rock N’ Roll" é um disco de rock pesado, crú e direto, um filho do Motorhead, com Shagrath na guitarra. Para falar sobre esta nova banda, cujo CD chega ao Brasil via Nuclear Blast, conversamos com o vocalista Eddie Guz.

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Entrevista originalmente publicada no portal Mundo Rock

Mundo Rock – Porque você e Shagrath decidiram formar uma banda tão diferente do Dimmu Borgir como é o Chrome Division?

Eddie Guz – Era algo que vínhamos combinando já a algum tempo. Shag e eu somos bons amigos e queríamos fazer um som diferente. Foi algo natural. Assim que o Dimmu deu uma pausa em suas atividades começamos a trabalhar para ver se o projeto rolaria. E funcionou. Shag sempre quis fazer algo fora do black metal, e estamos nos divertindo muito. Esta banda é mais heavy , mais rockeira.

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Mundo Rock – Como vocês acharam seus companheiros de banda? Aquele papo de um monte de bêbados num bar é verdade?

Eddie Guz – (Gargalhadas) Claro que sim! De fato a cerveja ajudou a fundar grandes bandas (Mais Gargalhadas). Os caras eram nossos conhecidos e fomos começando a ensaiar. Foi algo bem natural (Risos).

Mundo Rock – Vocês disponibilizaram três músicas em seu "website" antes do CD ser lançado. Como foi a resposta? Muitos estranharam não estar diante de um projeto black metal?

Eddie Guz – A resposta foi ótima e de fato muitos não entenderam que não éramos mais uma banda black metal. Mas gostaram muito. Alguns fãs mais radicais tiveram problemas para entender, mas era algo que já esperávamos.

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Mundo Rock – Vocês assinaram um contrato com a Nuclear Blast. Como analisam o trabalho deles com um projeto novo como o Chrome Division?

Eddie Guz – Bom... só o fato de eu estar aqui falando com você do Brasil já mostra que os caras são bons (Risos). São amigos, profissionais e sabem bem como fazer toda a parte de marketing e contatos. Funciona bem para nós.

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Mundo Rock – Vamos falar sobre "Doomsday Rock N’Roll". "Serial Killer" tem muita influência do Motorhead e eu achei várias similaridades com "I’m So Bad, Baby I Don’t Care". O que você acha disso?

Eddie Guz – Cara... essa opinião é legal, mas estranha. Eu amo Motorhead, não uma música específica, mas a obra como um todo. Mas há similaridades sim. Não é algo intencional, mas sim o que queremos fazer. É uma puta banda e ser comparado a eles é muito positivo para nós.

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Mundo Rock – Ao mesmo tempo podemos perceber alguns solos bem heavy tradicionais como acontece em "Hate". Vocês podiam imaginar que o Chrome Division soaria como se as guitarras do Iron Maiden se fundissem com a agressividade do Motorhead?

Eddie Guz – YEAH! É algo que sempre planejamos. Trazemos nossas idéias bem calcadas nos anos 80, e gostamos de dar uma refinada em alguns solos. Traz energia e ao mesmo tempo soa muito legal de ter em nosso CD.

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Mundo Rock – Como é processo de composição das músicas? Todos participam?

Eddie Guz – Shagrath escreve quase todo o instrumental e eu faço as letras, mas todos participamos de um jeito ou de outro quando ensaiamos, pois nossas influências aparecem e nosso toque pessoal é colocado nas músicas. É o velho jeito de compor: uma "jam", escrever, ensaiar, tocar ao vivo... algo espontâneo.

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Mundo Rock – "Trouble With The Law" me lembrou os primeiros trabalhos do White Zombie. De alguma maneira eles o influenciaram?

Eddie Guz – Sim... eu concordo, mas sou mais ligado na carreira solo de Rob Zombie (Risos). De qualquer maneira é uma ótima faixa, mais cadenciada e bem divertida. Gosto de tocá-la.

Mundo Rock – "When The Shit Hits The Fan" é quase um hardcore, com uma letra inusitada. Fale sobre ela:

Eddie Guz – É uma ótima música para fechar o CD. Uma atmosfera bem pesada e intensa. Falamos sobre aquelas horas em que você pensa em jogar tudo pro alto, soltar um "FODA-SE" enorme e ir para o inferno. O título resume isso: tudo de pior que pode acontecer. É bem divertida não? (Risos).

Mundo Rock – Como foram os primeiros shows? Como estão os planos para turnês?

Eddie Guz – Fizemos um show em Oslo (Noruega) e foi muito bom. Agora o Dimmu Borgir está em estúdio, logo não poderemos fazer muita coisa, pois Shag ficará ocupado. Não há shows programados, é algo complicado quando um de seus membros é de uma banda muito grande, mas vamos ver o que acontece. Espero que possamos fazer algo antes do Dimmu começar sua turnê.

Mundo Rock – Como você mesmo falou, Shagrath está agora em estúdio com o Dimmu Borgir. Não seria uma boa o Chrome Division abrir os shows do Dimmu Borgir em sua nova turnê?

Eddie Guz – Seria ótimo e conversamos sobre isso algumas vezes. Nos colocaria diante de uma galera bem selvagem e seria nossa prova de fogo como banda. Mas isso depende de Shagrath quere tocar em duas bandas num mesmo dia, é algo que só ele pode decidir. Seria sensacional pois teríamos muitos locais para tocar e muitos países a visitar. Vamos ver como isso pode acontecer, se pode... quando o Dimmu Borgir lançar seu novo CD.

Mundo Rock – Falando assim é algo lógico imaginar que vocês estejam com músicas novas prontas... como estão os planos para um segundo CD, caso ocorra esse hiato de shows?

Eddie Guz – Sim... separadamente já temos seis músicas para finalizar. Quem sabe em março/abril de 2007 entremos em estúdio para trabalhar nelas com mais detalhamento. Em Maio/Junho o Dimmu Borgir deve entrar em turnê, logo se quisermos lançar alguma coisa em 2007 temos que gravar antes disso... não sei se conseguiremos, mas haverá continuação para o Chrome Division, acho que daqui a 1 ano, ou 1 ano e meio. As músicas estão mais heavy metal, uma está bem boogie-rock (!) e outra mais radical... um pouco diferentes, mas nem tanto.

Mundo Rock – Eddie, obrigado pela entrevista, o espaço é seu:

Eddie Guz – Obrigado, espero que possamos tocar para vocês em breve, mas isso depende de tantos fatores que não vou prometer nada!

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Sobre Rafael Carnovale

Nascido em 1974, atualmente funcionário público do estado do Rio de Janeiro, fã de punk rock, heavy metal, hard-core e da boa música. Curte tantas bandas e estilos que ainda não consegue fazer um TOP10 que dure mais de 10 minutos. Na Whiplash desde 2001, segue escrevendo alguns desatinos que alguns lêem, outros não... mas fazer o que?

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