Paul Stanley: "Gene nem sempre está certo"

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+

Por João Renato Alves, Fonte: Blabbermouth
Enviar correções  |  Comentários  | 

O site KNAC.COM conduziu em outubro de 2006 uma entrevista com Paul Stanley, onde ele comenta o novo disco solo e o comando de Gene Simmons sobre a banda Kiss.

405 acessosMarcos de Ros: Gene Simmons, o Capitalista Malvadão5000 acessosMais Alto!: A diferença entre headbangers e humanos comuns

Durante os anos 80 você quase produziu álbuns do Guns n' Roses e do Poison. Por que isso não aconteceu?

"Todo tipo de motivo: políticos, confronto de personalidades com algumas pessoas envolvidas, mas enfim, todo mundo se deu bem e fico feliz por todos. É legal ver outras pessoas conseguirem sucesso e é bom ser parte disso, mas quando você não pode também não é o fim do mundo. Todos se esforçaram para fazer o melhor com ou sem a minha presença".

Gene trabalhou muito mais em produções... isso é algo que você quer fazer?

"Sou muito seletivo em como uso meu tempo. A idéia de produzir apenas por produzir não me interessa. Para algo tomar meu tempo deve valer a pena de modo que eu possa sacrificar outras coisas. Se o projeto certo aparece, vamos lá. Não digo isso para fazer uma comparação com Gene, é só para ter uma idéia de como sou seletivo no que faço. Temos poucas horas em um dia e o tempo que gastamos fazendo algo significa que temos que deixar outras coisas de lado".

Falando sobre Gene, sei que ele deve ser como um irmão. Mas ele não esconde mais que "se posso ganhar uma grana, farei isso...". Você acha que isso ajuda ou prejudica o KISS e o seu esforço próprio como artista?

"Não acho que ajude. Mas ele tem o direito de fazer o que quiser. Nem sempre concordamos, e acho que certas coisas que ele faz não refletem bem para a banda, mas, essa é a vida. É importante que as pessoas entendam que a roda que range nem sempre precisa de óleo. Em outras palavras, a pessoa que é a mais falante nem sempre reflete o ponto de vista do grupo. Acho que Gene diz muitas coisas para conseguir um destaque, um espaço na imprensa, e pra mim está tudo bem. Mas isso não significa que ele está sempre certo".

Esse é o seu primeiro álbum solo desde 1978. Por que levou tanto tempo?

"Boa pergunta. Todo mundo sempre tira um tempo para seus projetos paralelos. Sempre achei que o KISS precisava de atenção, e se todos estavam fazendo outras coisas, quem iria tomar conta? Houveram momentos em que a banda corria perigo, estava com alguns problemas e alguém precisava ficar tirando a água, ou o 'navio KISS' poderia afundar. Vi isso como minha responsabilidade e a assumí. Finalmente chegou a um ponto onde acho que a banda está sólida e fará o que for preciso e o que quiser. Então sentí que era a minha vez de fazer um álbum. Não haverá um intervalo de 28 anos até o próximo (risos)".

Você está realizando uma série de ensaios. Quais os planos de turnê?

"Nosso primeiro show é no próximo dia 21 e faremos apenas 18 datas. Depois provavelmente irei pra casa e reavaliarei o que quero fazer e talvez até volte a estrada. Tenho uma banda incrível, a House Band do programa Rockstar Supernova que, você goste ou não do show, é motivo suficiente para assistí-lo. Eles são fantásticos, detonamos todo dia nos ensaios. As músicas que estamos tocando vão desde as do primeiro álbum solo, clássicos do KISS, músicas que nunca tocamos ao vivo antes e que eu adoro, além das de 'Live to win'. Então, será uma longa, longa noite".

O KISS voltará a gravar?

"É possível. O problema em gravar algo com o KISS é que as músicas que todos vêem como clássicos se tornaram mais do que simples músicas. Elas funcionam como fotografias de momentos da vida de alguém. As pessoas lembram com quem namoravam à época, com quem transavam, o que estavam fazendo da vida, então isso faz dessas canções algo maior do que simples músicas. Seja lá o que o KISS venha a gravar, jamais chegará a esse nível de importância. Não porque não será um bom material, mas porque não tem a mesma história. Você vai a um show dos Rolling Stones, e de verdade, você tolera as músicas novas. Você espera por 'Brown Sugar', 'Honky Tonk Woman'... é uma questão de aceitar essa realidade. Alguns grupos continuam fazendo canções para manter sua criatividade. Só me pergunto se estou disposto a pôr todo esforço em um álbum para as pessoas ouvirem e dizerem 'legal, agora toque Love Gun' (risos). Então se puder assimilar isso faria, mas também gostaria de ter controle total sobre o projeto. Quero assumir esse processo por mim, não por outros".

Leia a entrevista completa em inglês aqui.

Por que destacamos matérias antigas no Whiplash.Net?

GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+

Os comentários são postados usando scripts e logins do FACEBOOK, não estão hospedados no Whiplash.Net, não refletem a opinião dos editores do site, não são previamente moderados, e são de autoria e responsabilidade dos usuários que os assinam. Caso considere justo que qualquer comentário seja apagado, entre em contato.

Respeite usuários e colaboradores, não seja chato, não seja agressivo, não provoque e não responda provocações; Prefira enviar correções pelo link de envio de correções. Trolls e chatos que quebram estas regras podem ser banidos. Denuncie e ajude a manter este espaço limpo.

Mais comentários na Fanpage do site, nos links abaixo:

Post de 17 de outubro de 2012
Post de 18 de fevereiro de 2014
Post de 19 de fevereiro de 2014

Paul StanleyPaul Stanley
"Guitarristas não aprendem a fazer base"

405 acessosMarcos de Ros: Gene Simmons, o Capitalista Malvadão483 acessosAce Frehley: "Anomaly" ganha versão deluxe; ouça música inédita762 acessosKiss: bicicleta de triathlon em edição limitada0 acessosTodas as matérias e notícias sobre "Kiss"

KissKiss
10 fatos loucos que você provavelmente não sabia

Nikki SixxNikki Sixx
Detonando comentários "idiotas" de Gene Simmons

KissKiss
Produtor comenta hábitos de Gene Simmons

0 acessosTodas as matérias da seção Entrevistas0 acessosTodas as matérias sobre "Kiss"

Mais Alto!Mais Alto!
A diferença entre headbangers e humanos comuns

CuriosidadeCuriosidade
Capas de álbuns com ilusões de ótica

Em 21/08/1989Em 21/08/1989
Morre Raul Seixas, que seria encontrado morto no dia seguinte

5000 acessosSlayer: Gary Holt é realmente um cara mal-agradecido5000 acessosFãs de Rock: você conhece o estilo de se vestir de cada um5000 acessosMetal: as oito maiores tretas entre músicos do gênero5000 acessosGuns N' Roses: cover de AC/DC em homenagem a falecido cão de Axl Rose5000 acessosQueen: estudo diz que Bohemian Rhapsody é melhor que sexo5000 acessosMötley Crüe: "não somos como o Bon Jovi", diz Nikki Sixx

Sobre João Renato Alves

27 anos, jornalista formado pela Universidade de Cruz Alta. Kissmaníaco inveterado, um verdadeiro apaixonado pela banda de Gene Simmons e Paul Stanley. Idolatra com quase a mesma paixão Queen, Van Halen e Black Sabbath. Aprecia desde o Rock dos anos 50 (Elvis, Little Richard, Chuck Berry, entre outros) e 60 (Beatles, Rolling Stones, The Who, Led Zeppelin...), Hard Rock dos 70's (AC/DC, Deep Purple, Alice Cooper...) e 80's (Mötley Crüe, Def Leppard, Europe, Talisman...), Metal Tradicional (Judas Priest, Dio, Ozzy...), NWOBHM (Iron Maiden, Saxon, Angel Witch...) e Thrash oitentista (Slayer, Destruction, Kreator...). Já teve um programa de rádio, chamado "Lavagem Cerebral", na Unicruz FM. Solteiro e seguidor das idéias de Gene Simmons em relação ao casamento.

Mais matérias de João Renato Alves no Whiplash.Net.

Whiplash.Net é um site colaborativo. Todo o conteúdo é de responsabilidade de colaboradores voluntários citados em cada matéria, e não representam a opinião dos editores ou responsáveis pela manutenção do site, mas apenas dos autores e colaboradores citados. Em caso de quebra de copyright ou por qualquer motivo que julgue conveniente denuncie material impróprio e este será removido. Conheça a nossa Política de Privacidade.

Em fevereiro: 1.218.643 visitantes, 2.740.135 visitas, 6.216.850 pageviews.

Usuários online