Hibria: Provavelmente, um dos maiores discos lançados no metal nacional

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Por Paulo Finatto Jr.
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"Defying The Rules" é, provavelmente, um dos maiores discos lançados a nível de metal nacional em 2005. A banda gaúcha Hibria, de heavy metal tradicional, já é bem conhecida em seu estado pela larga experiência em palco, tendo também um reconhecimento satisfatório quanto ao mercado exterior. De qualquer forma, "Defying The Rules", lançado pela Encore Records, está colocando o grupo em um novo patamar dentro do nosso próprio Brasil, que aos poucos vai conhecendo e apreciando o trabalho de Iuri Sanson (vocal), Diego Kasper (guitarra), Abel Camargo (guitarra), Marco Panichi (baixo) e Sávio Sordi (bateria). Conversamos com Iuri e Marco, que nos contaram mais sobre a trajetória da banda desde seus primórdios até chegar a este tão badalado 'debut'...

Whiplash! - "Steel Lord On Wheels", demo anterior da banda, obteve uma grande repercussão na época de sua divulgação. O quanto foi importante o lançamento desta demo para consolidar o nome do Hibria no Rio Grande do Sul?

Iuri: "Steel Lord On Wheels" foi um demo muito importante porque as músicas estavam com uma outra "cara" em relação aos trabalhos anteriores e passaram a representar o que a banda almejava. Digo isso pelas novas influências musicais, nosso amadurecimento como compositores e o direcionamento que a banda decidiu seguir.

Whiplash! - Poucos sabem, mas na época da demo "The Faceless In Charge" o Hibria excursionou pela Europa realizando quase trinta shows. Como foi se apresentar em um outro continente quando nem o próprio país estava ciente do trabalho do grupo?

Iuri: Estávamos com boa resposta junto aos 'bangers' do sul do país, mas queríamos fazer mais shows e saber como era fazer o underground no berço do heavy metal. A experiência foi muito boa. A cada show conhecíamos novas bandas e podíamos trocar idéias e percepções com o público, o que nos motivava muito. Sabíamos que o nome Hibria tinha que ser divulgado no restante do Brasil mas precisávamos de um bom CD antes disso.

Whiplash! - "Defying The Rules", este primeiro disco, provavelmente é o meio mais fácil para que o público brasileiro possa finalmente conhecer o Hibria...

Iuri: É. A repercussão do "Defying The Rules" tem sido muito grande como pode ser visto em nosso site. Estamos buscando shows com produtores que proporcionem ao público e a nós curtir um bom show com bom som e boa luz, pois gostamos muito de tocar ao vivo, mas é importante que o público receba algo de qualidade e somente tenhamos que nos preocupar em nos divertir ao vivo. Desta maneira é que acreditamos que a banda crescerá. É ainda difícil conseguir estas condições para tocar, mas iremos perseguir isto, tanto quanto perseguimos obter a qualidade do "Defying The Rules".

Whiplash! - Oficialmente "Defying The Rules" foi lançado primeiro na Europa, chegando aqui no Brasil inicialmente via MP3s que foram soltas de lá pela Internet...

Marco: Queríamos lançar simultaneamente o "Defying The Rules" na Europa e no Brasil. A Remedy Records não tinha distribuição no Brasil, então, passado um tempo, fechamos com a Encore que iniciou o trabalho de distribuição. O MP3 é uma realidade. No "Defying The Rules", investimos muito na qualidade de som, assim como no 'layout' do encarte e capa para que o álbum fosse atraente como um todo. No hibria.com temos MP3 disponíveis para que as pessoas conheçam a nossa banda. Se gostarem, a compra do CD é um bom apoio para que possamos seguir adiante. É importante estar consciente que quanto menor a venda de CDs, menor será o interesse das gravadoras em investir nas bandas e por conseqüência poucas bandas poderão dedicar-se somente a música para produzir material em boa quantidade e que satisfaça o público. É um ciclo vicioso onde todos saem perdendo, principalmente o público.

Whiplash! - O CD saiu aqui pela Encore Records. Como está sendo a sua aceitação não só aqui no Brasil, mas no exterior também?

Iuri: Estamos muito orgulhosos pela recepção do público ao CD. Fora do Brasil, em um dos maiores sites do Japão, o HMV, ficamos em primeiro lugar durante seis semanas como o CD de heavy metal mais vendido. Entramos também no ranking de várias categorias votadas por eleitores e editores da Revista Burrn, a maior revista do mundo dedicada ao metal naquele país. Pela revista alemã Rock Hard, o "Defying The Rules" foi considerado o 'debut' mais convincente dos últimos tempos. Tivemos ainda boas resenhas em todas as grandes revistas e webzines do Brasil, e o mesmo aocnteceu em outros países como França, Itália e EUA.

Whiplash! - O trabalho, ao que parece, é conceitual, focando uma luta entre o bem e o mal, personificados em Steel Lord e The Faceless, por exemplo. Conte-nos um pouco sobre este conceito...

Marco: Não se trata de uma luta, mas sobre uma corrida entre o bem e o mal. É sobre correr para as verdadeiras coisas que queremos junto com outras pessoas de forma a nos tornarmos mais fortes e deixarmos para trás os obstáculos. É sobre o mal que os donos do poder causam a nós, utilizando os meios de comunicação e o governo para nos manter sob seus domínios. É sobre o mal que completos desconhecidos, sem percebermos, nos fazem todos os dias não permitindo que alcancemos nossos objetivos. Entretanto, a corrida é primeiramente contra nossas próprias limitações e sobre os nossos próprios pensamentos que muitas vezes são nossos maiores inimigos.

Whiplash! - É muito complicado citar as melhores músicas do disco, que para mim vão desde "Steel Lord On Wheels", passando por "Millenium Quest" e indo até "Stare At Yourself". Mas vocês, como criadores das mesmas, podem citar algumas delas que vêm tendo preferência nos shows?

Marco: É complicado para nós elegermos as melhores músicas do "Defying The Rules". As composições foram feitas para que 'bangeassemos' e curtíssemos tocar estas músicas ao vivo. Acho que a "Millenium Quest" é o som que melhor reflete o que desejamos passar em nossa música e a que o público mais vibrou ao tocarmos o riff inicial.

Whiplash! - A masterização do 'debut' foi feita na Alemanha, por Piet Sielck. Quanto o trabalho dele influiu para o resultado final do álbum?

Marco: Estávamos procurando alguém com estilo áspero e agressivo para que o "Defying The Rules" soasse totalmente heavy metal como o conceito que tínhamos pensado - tinha que ser pouco polido! O Piet tem essa característica de mixagem e por ser de Hamburgo, onde está localizada nossa gravadora e outros conhecidos, ficou bastante conveniente fazer com ele. Na etapa de mixagem e masterização, o Piet e o Diego fizeram com que cada instrumento aparecesse conforme a parte da música pedia. O Piet e o Diego fizeram o CD soar conforme havíamos concebido, bastante agressivo e previlegiando o som das guitarras.

Whiplash! - Falando em shows, o show de lançamento do CD, em Porto Alegre, contou com uma produção muito acima do nível, inclusive melhor explorada que muito show internacional. Conte-nos como foram os preparativos daquela apresentação.

Marco: Tivemos toda uma preocupação desde o início com o "Defying The Rules" e para o show de lançamento não poderia ser diferente. Fizemos um trabalho de divulgação pela Internet através do nosso site, cartazes nas ruas, rádios, jornais e 'flyers'. Criamos uma cenografia para que o palco tivesse a mesma temática do encarte do CD e juntamos uma equipe de primeira para garantir a qualidade de som e luz para nós e para o público.

Whiplash! - Hoje, com o disco já em todos os cantos do mundo, a intenção do Hibria é fortalecer a divulgação ou já começar a esboçar o que seria o segundo CD?

Iuri: Estamos levando as duas coisas ao mesmo tempo. Temos alguns shows previstos e seguimos com as entrevistas. Paralelamente a isso, temos nos encontrado para compor as novas músicas.

Whiplash! - Dois fatos curiosos aconteceram com a banda: o show de abertura para o Blaze (Porto Alegre) em que a banda subiu sem o vocalista Iuri Sanson, e uma recente entrevista do Hammerfall, que é citado o nome do Hibria. Vocês podem nos explicar melhor estas duas situações?

Iuri: O Joacim Cans citou em uma entrevista do Hamerfall que considerava o "Defying The Rules" o melhor álbum de uma banda nova que ele havía escutado em muito tempo. O Oscar Dronjak também sugeriu o álbum para os fãs do estilo. Esses comentários foram muito especiais, pois nunca tivemos nenhum contato com eles. No show de abertura para o Blaze lidamos pela primeira vez com uma situação em que o vocalista fica gripado. Tentei de tudo mas não consegui me recuperar a tempo de fazer o show. Foi difícil para todos, mas a banda tinha um compromisso e tocou duas músicas instrumentais e dois covers, convidando dois amigos para essa ocasião, o André da banda Distraught e o Carl da Scelerata.

Whiplash! - Obrigado pela entrevista, este espaço final fica aberto para uma mensagem da banda para os fãs e leitores do Whiplash!.

Marco e Iuri: Agradecemos o espaço dedicado por este grande portal do metal brasileiro que é o Whiplash! e esperamos em breve poder estar tocando ao vivo para os fãs do site. Uma grande 'bangeada'!



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Sobre Paulo Finatto Jr.

Reside em Porto Alegre (RS). Nascido em 1985. Depois de três anos cursando Engenharia Química, seguiu a sua verdadeira vocação, e atualmente é aluno do curso de Jornalismo. Colorado de coração, curte heavy metal desde seus onze anos e colabora com o Whiplash! desde 2000, quando tinha apenas quinze anos. Fanático por bandas como Iron Maiden, Helloween e Nightwish, hoje tem uma visão mais eclética do mundo do rock. Foi o responsável pelo extinto site de metal brasileiro, o Brazil Metal Law, e já colaborou algumas vezes com a revista Rock Brigade.

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