Nocturnal Rites: Entrevista exclusiva com o simpático Nils Ericsson
Postado em 06 de setembro de 2002
Entrevista por Marcos M. Franke
Nils Ericsson, do Nocturnal Rites, em um momento inspirado, e muito simpático, nos esclarece pontos curiosos de seu novo trabalho, "Shadowland". Quais serão os mistérios que existem por trás das brigas que algum dia tiveram com o Hammerfall?
Whiplash! - De onde surgiu a idéia de fazer um álbum diferente depois de "Afterlife"? O que lhe deu a força e a inspiração naquele momento específico?
Nils / Fazer turnês nos dá inspiração e amor pelo que nós fazemos. O reconhecimento dos nossos fãs pelo nosso som sempre nos dá forças para, depois de uma turnê, mesmo que cansativa, criar um álbum novo. Adoramos tocar e estar em contato com pessoas novas e fãs de todo o mundo. Isto nos dá motivos para escrever e fazer um outro bom álbum, para podermos voltar logo para a estrada, o que já fazemos há mais de 7 anos.
Whiplash! - Houve algum tipo de problemas com o Hammerfall, acusada por alguns de ser uma banda que copiou o conceito do Nocturnal Rites, que já utilizava melodias e temas medievais em suas capas anteriormente?
Nils / Nós no fundo não gostamos de competir. Principalmente sobre quem teve ou não os créditos sobre alguma coisa. Não sei quem criou este boato absurdo. Nós gostamos muito do Hammerfall. Aliás, o som deles é simplesmente maravilhoso e eles fizeram por merecer todo este sucesso que tem e os fãs que os ouvem. Nossa inspiração é estar no palco, já que somos uma banda que adora estar ao vivo sempre! Nós caminhamos adiante, em busca da animação que sentimos que nos é passada pelos fãs.
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Whiplash! - Como vocês chegaram ao conceito do novo álbum, "Shadowland"?
Nils / Nós expandimos as nossas mentes para um universo diferente desta vez, e isto tudo ocorreu na turnê do "Afterlife". Fizemos em "Shadowland" algo mais melódico. Queríamos mudar um pouco do super obscuro para uma coisa mais "feliz", expressando a nossa alegria nos palcos. Mas vou ser bem claro: Rhapsody é quem faz as músicas felizes por aqui. Nós fazemos ambos, músicas felizes e tristes, e isto nos torna Power Metal, e isto nos transforma no Nocturnal Rites!
Whiplash! - Porque mudar de sua terra natal, Umea, aonde todas as gravações aconteceram até hoje, para Uppsala, com o novo produtor Daniel Bergstrand?
Nils / Logo depois da turnê "Afterlife", em agosto do ano passado, queríamos mudar de ares já que estávamos meio que há muito tempo gravando no mesmo lugar em nossa terra natal. Com a mudança de produtor, tivemos a interessante experiência de gravar algo novo, exclusivo e totalmente direcionado aos nossos fãs sem ter que nos preocupar com problemas que podem ocorrer quando se está perto de casa, como a sogra ligando e te interrompendo no meio da gravação procurando pela sua filha. Pudemos assim nos concentrar 100% na banda e nas músicas que estávamos criando.
Whiplash! - A mudança de ares pelo jeito fez bem a vocês. Como você explicaria a oscilação entre as faixa mais alegres e tristes deste novo álbum?
Nils / Nós não pensamos nada antes de gravarmos algo. Simplesmente tocamos o que vier do nosso coração e na nossa alma. Por isso acredito que o lugar não influenciou em nada no nosso som. Talvez ocorreram as partes mais felizes porque tivemos momentos muito alegres lá. Queremos também soar como Nocturnal Rites e quebrar todas as barreiras impostas pelo mercado.
Whiplash! - Qual a sua opinião sobre as mudanças contínuas de estilo de bandas que têm lançado seus álbuns agora no mercado? O Nocturnal Rites algum dia aceitará mudar de estilo por pressão da mídia?
Nils / (risos) Nunca! Odiamos qualquer coisa relacionada com músicas comerciais e banais que ultimamente surgem não só nos Estados Unidos, mas também na Europa. Mudar nosso som é improvável e impossível. Se quiséssemos dinheiro simplesmente viraríamos uns Backstreet Boys da vida, não acha?
Whiplash! - Você estava procurando pela essência do Power Metal. Você achou esta essência neste novo álbum?
Nils / A minha procura acabou, já que achei a essência dentro de uma banda que se diverte e faz aquilo que gosta de fazer, tendo um tempo muito legal conhecendo pessoas novas de todo o mundo, sem surpresas ou segredo algum.
Whiplash! - Porque selecionar um produtor gráfico russo?
Nils / Usar sempre o mesmo produtor gráfico cansou até a mim. Queríamos algo novo como tudo ao nosso redor. E como gostamos muito do jeito e do estilo, acabamos utilizando esta capa, que se encaixava direito em nossas letras e som.
Whiplash! - Existe um conceito por trás do álbum "Shadowland"?
Nils / Na verdade não. Muitos me perguntam isto e sempre tenho que discordar. As pessoas têm procurado significados além do alcance em nossas letras, mas não sei o porquê. Acredito que cada música tem a sua cara e seu som, inclusive o seu próprio conceito.
Whiplash! - As melodias em "Shadowland" parecem ir do majestoso para a obscuridade. Porque isto acontece no novo álbum do Nocturnal Rites?
Nils / Acho muito importante incluir todos os elementos num álbum, como a alegria e a tristeza, a escuridão e a luz. Vejo muito isto no mundo hoje em dia e principalmente ao vivo, aonde se encontra tanto coisas obscuras e medonhas, como tranqüilas e extremamente iluminadas.
Whiplash! - Deixe uma mensagem para os fãs do Nocturnal Rites no Brasil.
Nils / Continuem comprando nossos cd´s (risos). Estamos nos esforçando muito para ir aí. Nós estamos lutando aqui para conhecer a América do Sul e a América do Norte, e com certeza faremos uma tour por aí mais breve do que vocês pensam. Continuem com o rock n’roll na cabeça e a gente se encontra aí algum dia quando menos esperarem (risos).
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