Nocturnal Rites: Entrevista exclusiva com o simpático Nils Ericsson
Postado em 06 de setembro de 2002
Entrevista por Marcos M. Franke
Nils Ericsson, do Nocturnal Rites, em um momento inspirado, e muito simpático, nos esclarece pontos curiosos de seu novo trabalho, "Shadowland". Quais serão os mistérios que existem por trás das brigas que algum dia tiveram com o Hammerfall?
Whiplash! - De onde surgiu a idéia de fazer um álbum diferente depois de "Afterlife"? O que lhe deu a força e a inspiração naquele momento específico?
Nils / Fazer turnês nos dá inspiração e amor pelo que nós fazemos. O reconhecimento dos nossos fãs pelo nosso som sempre nos dá forças para, depois de uma turnê, mesmo que cansativa, criar um álbum novo. Adoramos tocar e estar em contato com pessoas novas e fãs de todo o mundo. Isto nos dá motivos para escrever e fazer um outro bom álbum, para podermos voltar logo para a estrada, o que já fazemos há mais de 7 anos.
Whiplash! - Houve algum tipo de problemas com o Hammerfall, acusada por alguns de ser uma banda que copiou o conceito do Nocturnal Rites, que já utilizava melodias e temas medievais em suas capas anteriormente?
Nils / Nós no fundo não gostamos de competir. Principalmente sobre quem teve ou não os créditos sobre alguma coisa. Não sei quem criou este boato absurdo. Nós gostamos muito do Hammerfall. Aliás, o som deles é simplesmente maravilhoso e eles fizeram por merecer todo este sucesso que tem e os fãs que os ouvem. Nossa inspiração é estar no palco, já que somos uma banda que adora estar ao vivo sempre! Nós caminhamos adiante, em busca da animação que sentimos que nos é passada pelos fãs.
Gustavo Anunciação Lenza | Roberto Luis Pertsew | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Luis Alberto Braga Rodrigues | Reginaldo Manuel Soares de Faria | Paulo Eduardo Farias | Thomas Wisiak | Rogerio Antonio dos Anjos | Miguel Angelo Leal | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Whiplash! - Como vocês chegaram ao conceito do novo álbum, "Shadowland"?
Nils / Nós expandimos as nossas mentes para um universo diferente desta vez, e isto tudo ocorreu na turnê do "Afterlife". Fizemos em "Shadowland" algo mais melódico. Queríamos mudar um pouco do super obscuro para uma coisa mais "feliz", expressando a nossa alegria nos palcos. Mas vou ser bem claro: Rhapsody é quem faz as músicas felizes por aqui. Nós fazemos ambos, músicas felizes e tristes, e isto nos torna Power Metal, e isto nos transforma no Nocturnal Rites!
Whiplash! - Porque mudar de sua terra natal, Umea, aonde todas as gravações aconteceram até hoje, para Uppsala, com o novo produtor Daniel Bergstrand?
Nils / Logo depois da turnê "Afterlife", em agosto do ano passado, queríamos mudar de ares já que estávamos meio que há muito tempo gravando no mesmo lugar em nossa terra natal. Com a mudança de produtor, tivemos a interessante experiência de gravar algo novo, exclusivo e totalmente direcionado aos nossos fãs sem ter que nos preocupar com problemas que podem ocorrer quando se está perto de casa, como a sogra ligando e te interrompendo no meio da gravação procurando pela sua filha. Pudemos assim nos concentrar 100% na banda e nas músicas que estávamos criando.
Whiplash! - A mudança de ares pelo jeito fez bem a vocês. Como você explicaria a oscilação entre as faixa mais alegres e tristes deste novo álbum?
Nils / Nós não pensamos nada antes de gravarmos algo. Simplesmente tocamos o que vier do nosso coração e na nossa alma. Por isso acredito que o lugar não influenciou em nada no nosso som. Talvez ocorreram as partes mais felizes porque tivemos momentos muito alegres lá. Queremos também soar como Nocturnal Rites e quebrar todas as barreiras impostas pelo mercado.
Whiplash! - Qual a sua opinião sobre as mudanças contínuas de estilo de bandas que têm lançado seus álbuns agora no mercado? O Nocturnal Rites algum dia aceitará mudar de estilo por pressão da mídia?
Nils / (risos) Nunca! Odiamos qualquer coisa relacionada com músicas comerciais e banais que ultimamente surgem não só nos Estados Unidos, mas também na Europa. Mudar nosso som é improvável e impossível. Se quiséssemos dinheiro simplesmente viraríamos uns Backstreet Boys da vida, não acha?
Whiplash! - Você estava procurando pela essência do Power Metal. Você achou esta essência neste novo álbum?
Nils / A minha procura acabou, já que achei a essência dentro de uma banda que se diverte e faz aquilo que gosta de fazer, tendo um tempo muito legal conhecendo pessoas novas de todo o mundo, sem surpresas ou segredo algum.
Whiplash! - Porque selecionar um produtor gráfico russo?
Nils / Usar sempre o mesmo produtor gráfico cansou até a mim. Queríamos algo novo como tudo ao nosso redor. E como gostamos muito do jeito e do estilo, acabamos utilizando esta capa, que se encaixava direito em nossas letras e som.
Whiplash! - Existe um conceito por trás do álbum "Shadowland"?
Nils / Na verdade não. Muitos me perguntam isto e sempre tenho que discordar. As pessoas têm procurado significados além do alcance em nossas letras, mas não sei o porquê. Acredito que cada música tem a sua cara e seu som, inclusive o seu próprio conceito.
Whiplash! - As melodias em "Shadowland" parecem ir do majestoso para a obscuridade. Porque isto acontece no novo álbum do Nocturnal Rites?
Nils / Acho muito importante incluir todos os elementos num álbum, como a alegria e a tristeza, a escuridão e a luz. Vejo muito isto no mundo hoje em dia e principalmente ao vivo, aonde se encontra tanto coisas obscuras e medonhas, como tranqüilas e extremamente iluminadas.
Whiplash! - Deixe uma mensagem para os fãs do Nocturnal Rites no Brasil.
Nils / Continuem comprando nossos cd´s (risos). Estamos nos esforçando muito para ir aí. Nós estamos lutando aqui para conhecer a América do Sul e a América do Norte, e com certeza faremos uma tour por aí mais breve do que vocês pensam. Continuem com o rock n’roll na cabeça e a gente se encontra aí algum dia quando menos esperarem (risos).
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



5 riffs do metal nacional que valem mais que disco gringo inteiro dos anos 1980
Twisted Sister faz primeiro show com Sebastian Bach nos vocais
Gigantes do rock: 10 rockstars que beiram os 2 metros de altura
O disco em que Ritchie Blackmore encontrou o Rainbow que queria fazer
A banda que foi um fiasco abrindo para o Van Halen, mas Eddie achava genial
A música do AC/DC que Angus Young considera melhor que "Satisfaction"
A música do Metallica que fez James Hetfield perceber que a banda havia virado profissional
Bruce Dickinson alfineta Trump durante show do Iron Maiden no Canadá
As 5 bandas que Slash detonou, incluindo duas onde ele mesmo tocou
O dia que James Hetfield quis saber mais sobre a guitarra do Nightwish
Os 50 melhores riffs de metal e rock de todos os tempos, segundo a Guitar World
Músicos do Judas Priest passaram uma semana em motel fuleiro para abrir shows do Led Zeppelin
Os 20 piores discos da história do rock and roll, segundo a Classic Rock
O álbum de 1987 que Noel Gallagher vai te chamar de nome feio se você não gostar
O detalhe irritante em clássico do Led Zeppelin que Jimmy Page não consegue ignorar
Como Steve Harris barrou tentativa de Bruce Dickinson de mudar som do Iron Maiden
Rob Halford: explicando por que chutou o celular do fã durante o show
A canção do Pearl Jam que fala sobre a fragilidade da vida e foi inspirada em Pink Floyd

Lemmy: tatuagens, política, strippers e atrizes pornô
Bob Daisley: baixista dá detalhes de sua briga com Osbourne
