Balance Of Power: Entrevista exclusiva com o vocalista Lance King

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Depois do lançamento de seu primeiro álbum, "When The World Falls Down", o Balance Of Power substituiu o vocalista Tony Ritchie, pelo norte-americano Lance King. Era o grande momento para passar de promessa a realidade, e firmar um grupo respeitado, com uma vasta gama de fãs em todos os cantos do mundo.

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A aceitação dos discos posteriores, "Book Of Secrets", "Ten More Tales Of Grand Illusion" e "Perfect Balance", foi algo impressionante. Destaque absoluto no meio musical, com elogios e notas altíssimas nas mais conceituadas revistas especializadas. Pra se ter uma idéia, a menor qualificação para os discos foi de 8.0/8.5 em 10.

Hoje a banda colhe os frutos de seus competentes trabalhos e vive de agenda cheia. Lance King deu um tempinho em seus compromissos, conversou com o Whiplash!, e falou sobre o sucesso e o futuro do Balance Of Power.

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Entrevista por Thiago Corrêa

WHIPLASH! – Você deixou o status de novo membro do Balance Of Power para se tornar o centro das atenções, o principal destaque do grupo. Nos conte sobre sua vida na banda, como aconteceu essa mudança e toda a integração com o Balance Of Power.

Lance King / Obrigado pelo elogio, mas eu acho que sou apenas uma porção do quebra-cabeça, e você precisa de todos os pedaços para ter a tela completa. A formação do Balance Of Power mudou com o passar dos álbuns. Nós evoluímos e achamos uma fórmula de trabalhar e compor juntos. Funciona muito bem para nós, embora nós estejamos em países diferentes. (N. do E.: Lance é americano e os outros integrantes são ingleses)

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WHIPLASH! – O Balance Of Power acabou de lançar "Perfect Balance". Quais são os planos para o futuro? Uma turnê? Outro álbum?

Lance King / Ambos, absolutamente. Estamos trabalhando em turnês para Japão e Europa no momento. Figuramos no Top 20 japonês e na Europa o álbum vai muito bem também.

WHIPLASH! – Falamos de Europa e Japão, mas este quarto álbum foi lançado também nos Estados Unidos. Além dos continentes citados, quais os outros países / continentes, nos quais vocês têm recebido melhores respostas?

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Lance King / É uma boa pergunta. O álbum está recebendo excelentes respostas em todos os lugares. Nós provavelmente teremos "Perfect Balance" lançado no Brasil, em breve. Estamos trabalhando nos detalhes, com uma empresa daí. Não dá para detalhar muito no momento.

WHIPLASH! – Através das respostas obtidas pelo Balance Of Power e por outras bandas diversas, você poderia dizer que o mercado americano está reabrindo suas portas para o rock / metal?

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Lance King / Sim e de maneira expressiva. O power metal e o progressivo estão crescendo muito no underground e em breve, as grandes gravadoras não serão capazes de se ausentarem do movimento. Os novos caminhos fazem todos os anos de banda e agito válidos, tendo as pessoas empolgadas com a nossa música.

WHIPLASH! – Seus vocais são bem diferentes, comparando com outros cantores de power metal e progressivo. É principalmente mais leve e emotivo. Quais músicos te influenciaram? Você gosta de vocalistas mais dirigidos à técnica como Mark Boals, André Matos, etc?

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Lance King / Eu iniciei com o AOR (N. do E.: Adult Oriented Rock) e depois passei ao metal, então aprendi a cantar antes de aprender a gritar. Posso cantar como Mark Boals, como você pode ouvir no álbum do Empire (N. do E.: projeto lançado pela Lion Music – http://www.lionmusic.com). Apenas tem que soar como o momento apropriado para que eu faça isso. Pego uma vibração da música e da banda, e é aí que vou com o coração, a alma, para achar a voz que usarei com determinado grupo. No Empire, a atitude das músicas é bem diferente, da mesma forma a minha postura nos vocais.

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WHIPLASH! – Sem exceção, os álbuns do Balance Of Power receberam críticas positivas em todas as partes do mundo. Como vocês recebem isso? É difícil trabalhar com a responsabilidade de repetir ou superar um trabalho já considerado excelente?

Lance King / Sem dúvida. Fazemos o melhor que podemos. Como você disse, nós temos muito a vivenciar a cada álbum, e isso nos desafia a fazer ainda melhor. Temos ficado bem felizes com cada disco que gravamos. Essa é a chave para os membros, apenas realizar um trabalho do qual nos orgulhamos.

WHIPLASH! – Na sua opinião, qual a principal razão para o sucesso do Balance Of Power?

Lance King / Bem, não há uma resposta simples para essa questão. São vários pontos, e começa com as pessoas envolvidas na banda. Nós realmente confiamos e respeitamos as capacidades uns dos outros. Todos temos nossas partes para tocar nas gravações dos álbuns, e ficamos focados em nossos próprios aspectos em relação a isso. Há um trabalho de equipe, e creio que essa é a chave.

WHIPLASH! – O Balance Of Power vem melhorando a cada álbum? Faça uma comparação entre o Balance Of Power inicial e o atual. O que mudou?

Lance King / Acredito que cada e todo álbum foi uma melhoria, evolução. Coisas que a banda queria fazer melhor em relação ao trabalho antecedente. Queríamos que "Book Of Secrets" fosse mais pesado que "When The World Falls Down". No "Ten More Tales Of Grand Illusion" queríamos algo mais refinado e morno. Por último, em "Perfect Balance", procuramos um som mais pesado de novo. Simples, mas tivemos que definir nosso caminho nos álbuns, afim de fazê-los ainda melhores para se gravar.

WHIPLASH! – Vocês só tiveram a oportunidade de fazer uma verdadeira turnê, depois do lançamento do terceiro álbum, "Ten More Tales Of Grand Illusion". O que houve? Por que o Balance Of Power não começou a tocar ao vivo antes?

Lance King / Todos nós estamos mexendo com música há um bom tempo. Sendo realista, apenas esperávamos por uma demanda, para iniciarmos uma turnê. Queríamos que as pessoas procurassem e pedissem o Balance Of Power, antes de sairmos em excursões.

WHIPLASH! – Depois da primeira turnê, a banda fez uma série de outros shows. Como vem sendo a resposta do público para o Balance Of Power ao vivo?

Lance King / Tem sido realmente sensacional. Tocamos quarenta e cinco minutos ao vivo, há algumas semanas atrás no festival ProgPower. Ficamos dando autógrafos por cerca de uma hora e meia. Acho que isso já diz tudo. Nós amamos os fãs, e esse sentimento parece ser mútuo.

WHIPLASH! – Algumas bandas de progressivo e power metal têm atingido sucesso inacreditável na América do Sul. O Balance Of Power porém, ainda não conseguiu distribuição para Brasil, Argentina, etc. Vocês recebem mensagens e apoio de fãs destes países?

Lance King / Sim, definitivamente recebemos muitas mensagens de fãs brasileiros. A distribuição está por vir, sejam pacientes.

WHIPLASH! – Algumas pessoas dizem que o movimento progressivo / power é uma coisa de momento. Você concorda com isso?

Lance King / Não, não é assim. O movimento está aí para sempre. Eu me envolvi com o estilo pela primeira vez com Rush e Kansas. Só ficou mais pesado.

WHIPLASH! – Você participou do tributo a Jason Becker. Como foi gravar uma música em homenagem a Jason Becker? Qual a sua opinião sobre ele?

Lance King / Fui convidado a gravar a música com Rolf Munkes, o guitarrista do Empire (N. do E.: Lance e Rolf participaram com uma versão para "Dogtown Shuffle", música originária do disco "A Little Ain’t Enough", de David Lee Roth, no qual Jason Becker é o guitarrista). Jason é uma pessoa incrível e tem um talento fenomenal. É um dos maiores guitarristas da história. É por isso que temos alguns dos melhores músicos do planeta neste tributo. Longa vida a Jason Becker!

WHIPLASH! – Atuais e ex-integrantes do Balance Of Power, deram início a um projeto chamado USM. O que você acha desse grupo?

Lance King / É a banda de Tony Ritchie, o primeiro vocalista do Balance Of Power, que gravou "When The World Falls Down". Logo que saiu do grupo, ele começou a compor o álbum do USM, que foi lançado no ano passado, na América do Norte e na Europa. Pete e Lionel (N. do E.: Pete Southern – guitarrista. Lionel Hicks – baterista) do Balance Of Power, participaram e é um trabalho espetacular. Eu amo o disco, e fico com um pouco de inveja por não ter participado (risos).

WHIPLASH! – Antes do Balance Of Power, você lançou dois álbuns com a banda Gemini e um com o The Kings Machine. Qual era o estilo destas bandas? Há alguma maneira de seus fãs adquirirem estes trabalhos?

Lance King / O Gemini parecia com o Balance Of Power em algumas coisas, mas não foi possível achar o equilíbrio. Ou era música hard rock ou metal. Não conseguíamos colocar os dois estilos juntos. Excelentes trabalhos de guitarra, ótimos vocais e músicas potentes. Os álbuns estão todos vendidos no momento, mas a Nightmare Records deverá fazer uma nova prensagem em edição limitada. O mesmo acontece com o The Kings Machine. Apenas duas cópias sobraram das prensagens, mas deveremos lançar o disco em breve. Na verdade, essa banda tem ainda dois outros álbuns, que não foram lançados.

WHIPLASH! – Vamos chegando ao fim da entrevista. O espaço é todo seu...

Lance King / Nós desejamos tudo de bom para os fãs brasileiros. Ouçam o novo álbum ou procurem um MP3 e escutem-no.

Site Oficial do Balance Of Power – http://www.balance-of-power.com

Site da Nightamre Records – http://www.nightmare-records.com

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