Henceforth: Entrevista exclusiva com o baterista Fabio Elsas
Postado em 11 de junho de 2001
O Henceforth é uma banda que está na cena underground nacional. A banda apresenta um som extremamente progressivo e maduro e já está aí há muito tempo (cerca de oito anos). Acabam de gravar seu novo material que está em fase de. Saibam um pouco mais da banda através dessa entrevista com o baterista Fábio Elsas.
Entrevista por Rodrigo Vinhas
RODRIGO - Como foi o processo de gravação do novo trabalho do Hencefoth? Eu sei que vocês fizeram uma demo com 4 músicas, mas chegaram a gravar mais músicas?
Fábio Elsas / Nós conseguimos, graças ao Guilherme ( N. R. Canes, renomado produtor), um fim-de-semana inteiro pra gravar as músicas no Mosh, que é um dos melhores estúdios do Brasil. Nós gravamos ao todo dez músicas, mas resolvemos trabalhar, por enquanto, em apenas quatro.
RODRIGO - Como foi trabalhar com o produtor Guilherme Canaes e Luís Mariutti?
FH / Trabalhar com eles sem dúvida nenhuma foi uma das melhores coisas que poderia ter acontecido ao Henceforth. Eles, por estarem vendo a banda "de fora", nos abriram os olhos para várias melhorias que poderiam ser feitas (e que realmente foram, na maioria dos casos) às músicas. Sem contar que nós estamos aprendendo muito com eles, os dois têm uma visão muito ampla de música.
RODRIGO - Houveram participações especiais?
FH / Apenas uma, de André Matos na música "I.Q.U.".
RODRIGO - Quais são as principais diferenças que você aponta entre as três principais fases do Henceforth "The last day", "In the Garden" e a nova fase deste trabalho ainda não intitulado?
FH / A primeira demo mostrava uma influência grande de bandas como Marillion, e a segunda foi uma evolução natural da primeira, sem grandes mudanças no estilo. A fase atual também é uma evolução natural das anteriores, e é resultado de todos estes anos em que temos tocado junto. O som está bem mais pesado, bem mais original.
RODRIGO - O som da banda mudou muito, ficou mais pesado porém sem perder a técnica e as características principais da banda exceto aos vocais melódicos. Qual foi o critério pra escolha de um novo vocalista?
FH / Quando o BJ saiu, a gente decidiu que o substituto seria alguém com um estilo completamente diferente, para dar uma cara mais original à banda. Com o Frank nós pudemos explorar mais as músicas no que diz respeito principalmente à interpretação; porém, as músicas antigas tiveram a maioria de suas melodias preservadas, ainda que adaptadas ao estilo do Frank.
RODRIGO - O que mudou para a banda após o guitarrista Hugo Mariutti integrar o Shaman ?
FH / Basicamente o que mudou foi que mais gente passou a conhecer o Henceforth, ainda que por enquanto só de nome! A banda continua no ritmo normal de trabalho. Estamos todos muito felizes pelo que está acontecendo com o Hugo; com certeza está sendo uma experiência maravilhosa para ele. O Shaman é uma puta banda!!!!
RODRIGO - Você acredita posteriormente, numa possível saída do Hugo, por problemas de agenda ou algo do tipo, já que agora ele deverá priorizar o Shaman, pelo excesso de compromissos da banda e por a banda estar em muito maior evidência na mídia?
FH / Nós esperamos que isso não aconteça, acreditamos que é tudo uma questão de planejar bem as atividades das duas bandas. Tem muita gente de banda grande que toca mais de um projeto ao mesmo tempo, como o André Matos com o Virgo. O Hugo costuma deixar claro nas entrevistas que ele dá com o Shaman que o Henceforth não é apenas um "projeto paralelo"; é sim uma banda que tem ele como um dos fundadores e principal compositor, e da qual ele faz parte há 8 anos. Com certeza é mais que um "projeto paralelo"!
RODRIGO - Faça uma auto análise da participação de vocês no tributo ao Viper e ao Angra.
FH / Eu acho que não deu pra mostrar, nas duas músicas que nós tocamos (estavam realmente previstas apenas duas), a "cara nova" da banda. Quem quiser conferir a fase atual da banda pode ir ao Black Jack no dia 02/06 para ver o verdadeiro Henceforth!
RODRIGO - O que você tem escutado ultimamente?
FH / Queensryche e Paradise Lost, entre outras coisas.
RODRIGO - Vocês já tem propostas de gravadoras?
FH / Temos algumas, mas ainda não fechamos nada e estamos abertos a novas propostas!
RODRIGO - Quais são suas principais influências?
FH / Meus bateristas preferidos são Scott Rockenfield (Queensryche), Scott Travis (Judas), Deen Castronovo, Nicko McBrain e Tommy Aldridge.
RODRIGO - Mande um recado pra galera que admira o trabalho de vocês.
FH / Obrigado pelo apoio, esperamos que vocês curtam o novo Henceforth! Visitem o nosso novo site (www.henceforth.com.br)
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O hit da Legião Urbana que foi mal interpretado como apologia ao fascismo
Os 3 artistas considerados "rock de tiozão" pelo baixista do Nirvana Krist Novoselic em 1992
As dez melhores músicas de thrash lançadas entre 2000 e 2020, segundo a Metal Hammer
As duas músicas do Judas Priest que Rob Halford detesta: "Lixo, só clichês"
O motivo que Geddy Lee aponta para tanta gente simplesmente não gostar do Rush
Angra celebra a força dos palcos em novo videoclipe de "Lisbon"
O ajuste que Bruno Sutter sugere para a voz de Bruce Dickinson no Iron Maiden
Metal Hammer e Classic Rock classificam álbuns do Iron Maiden do pior ao melhor
A música do Judas Priest que tem um dos solos "mais gloriosos" do metal, segundo Rob Halford
Dave Mustaine relembra álbum do Megadeth que produziu "à beira da morte" em luta contra o câncer
Brian May diz que ele e Tony Iommi estão no novo álbum do Capitão Kirk
Em 1986, leitores da Kerrang! escolhiam os melhores discos do ano
Regis Tadeu explica por que o Slipknot deve agradecer de joelhos a Eloy Casagrande
Os dois guitarristas britânicos que dominaram o blues, segundo Slash
O único artista que Roberto Medina parou tudo e fez questão de assistir no Rock in Rio 1985
Fotos de Infância: Jon Bon Jovi

Marilyn Manson: "Sou ainda pior fora do palco"
Dream Theater: Myung não tinha planos de ser baixista



