Claustrofobia: Podemos perceber o quanto o metal significa
Postado em 13 de novembro de 2000
Formado por Marcus (guitarra-vocal), Alexandre (guitarra), Daniel (baixo) e Caio (bateria), o Claustrofobia chega arrebentando as estruturas do som pesado no Brasil com o lançamento do seu primeiro CD, que traz fúria, ódio e peso ao extremo, distribuídos em dez músicas que espelham o verdadeiro thrash metal. Tendo conseguido ótima aceitação, a banda se encontra na luta underground desde 1994, tendo passado por inevitáveis mudanças na sua formação. As coisas estão indo tão bem para o Claustrofobia que a edição do Fúria MTV do dia 29-10-00 exibiu uma programação de aproximadamente 30 minutos só com a banda; além de músicas ao vivo, houve entrevista e escolha de clips das bandas mais influentes para esta galera invocada. Enfim, se você é um daqueles que quer peso bruto, bateria avassaladora, vocal urrado e guitarras pesadas, confie nessa banda. Nesta entrevista, concedida por todos os músicos, podemos perceber o quanto o metal significa para o Claustrofobia. Confira!
Claustrofobia - Mais Novidades
Por André Toral
WHIPLASH - Conte-nos um pouco da história do Claustrofobia.
Claustrofobia / A banda começou em 1994 na cidade de Leme (interior de SP), com o objetivo de fazer composições próprias e crescer no cenário do metal. Depois de algumas formações a banda se estruturou em 1996 e se mantém a mesma nos dias de hoje.
WHIPLASH - O que o primeiro CD representa para a banda e o público banger em geral?
Claustrofobia / Graças a DESTROYER, que resolveu dar essa oportunidade para a banda, esse primeiro CD foi fruto de muito trabalho, seriedade, dedicação e amor ao metal. Quanto ao público, a receptividade está sendo melhor do que esperávamos; quem for verdadeiro vai respeitar nosso trabalho mesmo não curtindo o estilo.
WHIPLASH - Para a produção do primeiro CD, o Claustrofobia trabalhou com Marcello Pompeu (Korzus) e o resultado ficou excelente. Vocês pensam que é importante contar com pessoas que sejam "do ramo"?
Claustrofobia / Totalmente, porque são pessoas que estão dentro do metal há muitos anos e conhecem muito bem o estilo.
WHIPLASH - Existe muito thrash, fúria e peso. Como o Claustrofobia chegou ao ponto de ter, finalmente, captado toda essa essência?
Claustrofobia / Curtindo as bandas verdadeiras do metal e muita dedicação ao som pesado, que para nós é uma "arte" e está no sangue.
WHIPLASH - As letras abordam problemas sociais, como em "Pivete", "Old World", "Terror and Chaos", "Tabaco", etc. De que forma houve a ligação entre este fato e a fúria contida no CD?
Claustrofobia / Nossas letras abordam tudo o que há de podre nesse mundo e por isso aproveitamos para mostrar nossa revolta, que já nasce dentro de todos nós. É só você assistir a um telejornal que todos vão saber do que estamos falando e pensando.
WHIPLASH - Aliás, a letra de "Tabaco" diz: "Um antes e um depois do jantar - Se pelo menos desse alguma loucura - Valia a pena gastar". Isso já gerou algum tipo de entendimento distorcido por parte de fãs ou mídia?
Claustrofobia / Cada um interpreta do jeito que quiser...
WHIPLASH - "Selva Urbana", considerando todos os grandes centros, seria uma referência exata a São Paulo?
Claustrofobia / Para nós é uma referência a São Paulo pelo fato de vivermos aqui, mas serve para todas as cidades que se encaixam no tema.
WHIPLASH - Não é muito fácil identificar influências da banda no CD. Diga-nos quais são.
Claustrofobia / Todas as bandas clássicas do metal: Slayer, Iron Maiden, Pantera, Sepultura, Metallica das antigas, Napalm Death, Cannibal Corpse, etc., mas cada um também possui influências pessoais de outros estilos.
WHIPLASH - Junto com o Claustrofobia temos o Andralls, Dust From Misery, Noisekiller e Panzer, destilando uma metal vigoroso e pesado. No Brasil, onde no momento temos muitos estilos infiltrados, o thrash está retornando com força para o topo?
Claustrofobia / Se depender do Claustrofobia, com certeza isso vai acontecer, apesar de que para nós nunca saiu do topo.
WHIPLASH - Como vem sendo a aceitação para o CD do Claustrofobia?
Claustrofobia / A aceitação tem sido muito boa por parte dos headbangers, e mesmo quem não curte está respeitando.
WHIPLASH - Em um show da banda, após os primeiros acordes, o que pode ser presenciado no ambiente?
Claustrofobia / Desgraceira total (no bom sentido).
WHIPLASH - Quais as músicas do CD que mais se destacam ao vivo?
Claustrofobia / Terror and Chaos, Be Buried Alive e Victims of Cowardly, mas sem descartar as demais.
WHIPLASH - Se no Brasil o underground não está na mídia, que tipo de dificuldades freqüentes ocorrem com a banda ao querer se divulgar?
Claustrofobia / Todas as dificuldades possíveis, pois no Brasil não há apoio para as bandas de metal.
WHIPLASH - Existem novidades na divulgação da banda, a nível nacional e internacional?
Claustrofobia / A gente procura fazer todo contato possível, mesmo não tendo retorno esperado.
WHIPLASH - E sobre o site da banda?
Claustrofobia / Já temos um site: http://run.to/claustrofobia
E-mail: [email protected]
Caixa Postal: 16.392
CEP 02599-970 São Paulo-SP
WHIPLASH - Por favor, deixem uma mensagem aos leitores desta entrevista.
Claustrofobia / Muito metal na veia e paga-pau não tem vez! À Whiplash! obrigado pela oportunidade, e que vocês continuem esse tipo de trabalho, que é importante para as bandas e o crescimento do underground nacional.
Para acessar o site oficial da banda: http:--run.to-claustrofobia
Para contactar a banda: [email protected]
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A música do Nightwish que conquistou Steve Harris, líder do Iron Maiden
O rockstar cujo consumo de cocaína nos anos 70 assustava Glenn Hughes: "Nunca dormia!"
As únicas quatro músicas próprias que o Guns N' Roses ainda não tocou ao vivo
Como o Queen, Sylvester Stallone e uma guitarra quebrada produziram o maior hit de 1982
Max Cavalera escreveu música para atacar o Sepultura, mas produtor o fez mudar de ideia
A formação bem-sucedida do Dimmu Borgir que era "uma bomba-relógio"
Frank Beard, baterista do ZZ Top, se afasta devido a problemas de saúde
O álbum mais subestimado do Black Sabbath, de acordo com a Metal Hammer
Livro "Swedish Death Metal" está disponível no Brasil pela primeira vez
O hábito nojento que virou demonstração de respeito nos shows punk dos anos setenta
Marky Ramone já tomou esporro de Johnny Ramone por falar demais
Troy Sanders fala sobre nova formação do Mastodon, que conta com músico brasileiro
Os 3 maiores riffs de guitarra dos anos 1970, segundo o lendário Eddie Van Halen
Blaze Bayley diz que documentário do Iron Maiden errou sobre cusparada no Chile
Os 50 melhores discos de todos os tempos, segundo a Classic Rock
Steve Morse escolhe o maior guitarrista do mundo na atualidade
Medicina, Direito e Comunismo: Rafael Bittencourt explica a origem de seu nome artístico
O dilema de Paulo Ricardo: "John Lennon pegou minha mão e me trouxe de volta"



Lemmy: tatuagens, política, strippers e atrizes pornô
Bob Daisley: baixista dá detalhes de sua briga com Osbourne



