Genocídio - Entrevista com o guitarrista Gustavo e o vocalista Marcão

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Sem sombras de dúvidas, o Genocídio é uma das bandas mais respeitadas pelo público underground, tanto nacional quanto internacional. E às vésperas do lançamento de seu novo álbum (quinto da carreira da banda) ainda sem título definida, mais tivemos o prazer de sermos convidados para conferir os últimos toques de gravação e pegar algumas informações com o guitarrista Gustavo e o vocalista Marcão quando este estava dando os últimos toques do vocal!!!

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Entrevista concedida a Rodrigo "Khall" Ramos

Khall / Muitos sabem que depois de ter lançado o álbum Posthumous, a banda quase teve fim por causa da antiga formação, há algum rancor entre vocês e os antigos membros?

Marcão / Sinceramente não...

Gustavo / De mim também não, porque na época em que eu entrei na banda eu já conhecia as duas partes, então eu não tenho nada contra nem um dos dois lados...

Marcão / ...Foi mais um lance de momento mesmo...

Gustavo / ... Não dava para eles continuar juntos e acabaram se separando, foi melhor pros dois.

Khall / Agora, como está com a nova formação?

Gustavo / Está mais estabilizada, não tem esse negocio de treta, está um lance mais familiar, todos concordam com quase as mesmas coisas apesar de não termos os mesmos gostos mais no final tudo se encaixa, você faz as coisas e da tudo certo.

Khall / A banda começou tocando death metal, depois passou para o doom e agora meio que está indo para o gótico, como rolou isso, e qual o caminho que o GENOCÍDIO está seguindo?

Marcão / Depende da época que a gente passa entendeu? Naquela época era época de thah... thah... thah... (imitando sons de guitarra distorcida) entendeu?

Gustavo / Rolou natural...

Marcão / ... A gente aprende a tocar e já quer fazer um negócio mais elaborado, entendeu?

Gustavo / Até assim... está mais completo que no Posthumous em si, entendeu? Está um negócio mais definido, tipo: o que é gótico é gótico e o que é pesado está bem mais pesado do que os outros...

Khall / Por que caiu mais para o gótico?

Gustavo / Porque sempre teve esse negócio desde o Depression, aquele lance pra baixo, entendeu? Isso veio do gótico e mesmo assim acabaram entrando mais ainda nesse álbum, o (guitarrista W.)Perna mesmo gosta pra caramba de SISTERS Of MERCY, FIELDS Of NEPHELIM, eu também gosto, ele (Marcão) também gosta pra caramba de JOY DIVISION, quer dizer, acabou ficando mais forte essa influência na gente, entendeu?

Khall / Temáticamente, o que vocês mostrarão no novo álbum?

Gustavo / Os temas sempre foi aquele lance conceptual, no começo as letras eram mais do Juma e do Marcão aí tipo assim, a gente sempre falava o que acontecia só que mais puxado pra depressão naqueles lances, assim no Posthumous o tema estava mais puxado pra depressão, neste agora está um lance mais entre conciliar, tipo, a gente está analisando uma forma geral uma religião em si e a influência de outros planetas dentro do que aconteceu na história da humanidade em geral e as músicas falam disso sobre Ets, etc...

Khall / E sobre aquela letra que fala sobre a Atlântida?

Marcão / Também...

Gustavo / É, a Atlântida, sempre tem alguma coisa histórica envolvida na coisa, e a gente fala também muito da influência de Jesus Cristo como eles, como os Ets, tipo como se fosse parte desse plano unido ao lance ufológico.

Marcão / Tem um letra minha também que é tipo um protesto, eu pessoalmente sou contra clonagem.

Gustavo / É um lance mais científico da coisa.

Khall / E sobre as participações no álbum, como foi e como será ao vivo?

Marcão / Aí depende, se foi um lugar perto e um show grande a gente faz uma infra bem legal, agora se for um show pequeno nem compensa talvez a gente nem toque (as músicas).

Gustavo / E mesmo com as participações, se a gente tocar e sem a gaita e/ou sem a mina não vai fazer diferença se vai faz se não der pra fazer nem faz, mais o peso vai estar lá, não vai faltar muita coisa não.

Khall / Como está o processo de gravação e como será a distribuição do próprio, já que a gravadora Velas faliu?

Marcão / A Velas é passado, por enquanto...

Gustavo / ...Por enquanto por parte da produção está sendo assim mais por conta da gente mesmo, a gente está querendo fazer tudo do jeito que a gente quer, e a distribuição a gente ainda está estudando umas propostas pra ver como é que vai ser, não tem nada definido ainda mais provavelmente até agosto ou setembro já vai estar saindo aí!

Khall / E quais os planos para depois do lançamento?

Gustavo e Marcão / Show, show e show...

Khall / O GENOCÍDIO já está na estrada há um bom tempo, você não acha que a banda já poderia estar num patamar mais elevado e reconhecida mundialmente?

Marcão / Olha, sempre rola esse negócio de treta, sair membro da banda, entendeu? Está chegando num ponto que nem, antes de eu sair a gente estava quase embarcando pra Europa, eu sai a coisa foi pra baixo, aí tiveram que recomeçar tudo de novo, quando eles estavam pra sair rolou esse racha que saiu os três.

Gustavo / Eu fico até contente de apesar de a gente não ter ido fisicamente lá pra fora, o pessoal gosta, inclusive eu até estava falando com o cara do ROTTING CHRIST que tem tatuado no braço a capa do primeiro disco do GENOCÍDIO que ele é bastante fã da banda, quer dizer, o pessoal lá fora conhece apesar da gente nunca ter ido pra lá..

Khall / ...E eu vi numa revista alemã (AardShock) uma crítica do Posthumous com a capa ao lado...

Gustavo / É sempre tem, a gente sempre está indo lá pra fora de algum jeito, a gente pretende ir com esse disco que é mais puxado lá pra fora porque o mercado do GENOCÍDIO é a Europa mesmo.

Khall / E rola projetos paralelos de algum membro da formação atual?

Gustavo / Só tem cara...

Marcão / É, o Gustavo tem o dele...

Gustavo / ...Eu tenho desde o começo e ainda continuo até hoje que é mais projeto de estúdio que é o SHADOWS EMPEROR que é um lance que o pessoal chama de doom americano, uma coisa mais moderna, coisa meio MACHINE HEAD misturado com PARADISE LOST, aquela coisa assim, sou eu e um cara lá em Fortaleza, a gente fez este projeto e a gente mantém até hoje com gravação, inclusive eu entrei pro GENOCÍDIO por causa deste projeto...

Marcão / E eu tenho o SPEED GONZALES que é um negócio mais punk rock, tem o Marcelo (batera) que tem a DIVINA TROOPE que é um lance mais blues e rock'n'roll... a gente tem o nosso negócio aí (rindo)...

Gustavo / ...É, não dá pra ficar com um negócio só que a gente fica noiado...

Khall (para o Marcão) / E aqueles lances que você havia falado de estar afim de fazer vários projetos com os mais variados estilos musicais?

Marcão / Isso aí ainda está em projeto, eu tenho que achar os caras certos!!!

Khall / E sobre o futuro da banda só aguardando para ver?

Marcão / Com certeza!!!

Gustavo / Por enquanto só está em aberto ainda...

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