Bralalalala - Entrevista exclusiva com o vocalista, Mr. Bralalalala.

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Com seu primeiro disco lançado, "Well Come To The Galaxy", o Bralalalala já galga o caminho para o estrelato. O cabeça do grupo, Mr. Bralalalala - possuidor de um ótimo inglês –, que agora enfrenta um processo na justiça contra seu empresário (coisa que, não raramente, acontece a diversas bandas), apesar do tempo apertado, concedeu uma entrevista exclusiva a Whiplash!, onde fala do disco debute, de processos, de shows e mais, mostrando que tem pé no chão, cabeça no lugar e uma visão crítica e consciente do que acontece ao seu redor. Confira.

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Entrevista concedida a Haggen Kennedy

Tradução: Haggen Kennedy

Whiplash! / Bem, em primeiro lugar, há quanto tempo a banda existe?

Bralalalala / Bem, como você sabe, eu toco guitarra e canto ao mesmo tempo. Comecei trabalhando com o baterista Peter Ffrench [N. do T.: tem dois F’s, mesmo] em 1995. Em 1996 o Ira Black [N. do T.: guitarrista, ex–Heathen], que já tocava com o Peter em outra banda, pulou no barco. Peter também tentou trazer um baixista a bordo na época, mas não deu certo porque ele ficou ofendido por pelo menos quatro coisas em mim. Primeiro, que eu não leio a Bíblia, eu penso por mim mesmo. Segundo, porque eu uso roupas afeminadas e justas, o que acho que o deixa excitado. Terceiro, que a música que fazemos não é modinha. Quarto, que a minha namorada e eu estávamos engajados em sexo animal com, bem, alguns tapas ocasionais [risos]. Tirando isso, a banda inteira estava formada no inverno [N. do T.: nosso verão] de 1996. O primeiro disco, "Well Come To The Galaxy", foi lançado na Dinamarca e França, e gravado na Inglaterra e na Califórnia. Tudo foi terminado no começo de 1997 e o disco foi desatado nessa corrida e luta nesse underground ocupado, freqüentemente surdo.

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Whiplash! / Uma das coisas que as pessoas costumam ficar confusas é com o nome da banda. Afinal, de onde você tirou esse nome?!

Bralalalala / Não sou muito fã de opiniões. O Fato é que fala mais alto. O Fato é o que importa para mim. Com todas essas teorias por aí, as pessoas com todas suas idéias condescendentes de como outras pessoas devem viver ou deverão ser, minha resposta é ‘Bralalalala’. Em outras palavras, ‘foda-se’ e ‘ouça primeiro!’. Bralalalala indica uma ação voluntária em ouvir coisas novas, deixando o julgamento vir naturalmente, e não forçando um [julgamento]. Bralalalala é uma mentalidade bem ‘cabeça-aberta’ que se dispõe a aprender e evoluir, não a estagnar e ser teimoso. Faça, então aprenda; não aprenda e então faça.

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Whiplash! / E por que quatro la’s?

Bralalalala / Na verdade, isso é parte da diversão em ser mente–aberta. Você pode compor ou completar enquanto segue adiante (enquanto for verdadeiro, espero eu)! ‘Bralalalalala’, ‘Bralalalalôlélé’, você sabe como é. Infelizmente, por circunstâncias legais, estou comprometido a usar apenas este nome por agora. Isso não me chateia, porque você provavelmente está cônscio do que pode ser feito com o nome, de qualquer forma. Mas, bem, agora você poderia pensar que isto não é metal o suficiente. E a ti declaro errado. Ter feeling espontâneo é verdadeiramente heavy.

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Whiplash! / Sobre as suas músicas agora. Como você descreveria o estilo do Brala para quem nunca ouviu a banda?

Bralalalala / Eu não acho que haja nada esotérico acerca da coisa toda. Quero dizer, qualquer um que esteja preparado para alguma coisa pode se dar bem nisso. Digo, não é a melhor banda do mundo por aderir à mesma velha formula de metal tradicional, é claro. A música é aventurosa em caminhos que aparentemente não têm sido explorados. Ainda assim, a música é sincera em se tratando da velha ‘propriedade’ do metal tradicional também. Não há nada de falso ou covarde no som dessa banda. Ah, sim, a música é melódica, também.

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Whiplash! / Está bem, você realmente tem um som bem único, é verdade, tenho que admitir. Mas acho que isso pode ser de certa forma um pouco ‘perigoso’ para os fãs. Quero dizer, o que devemos esperar do futuro do Bralalalala? Por exemplo, o próximo CD será como este ou terá um estilo completamente diferente?!

Bralalalala / Como eu disse, a coisa boa a respeito dessa banda é que ela pode servir para qualquer um que queira se divertir. Digo, eu prefiro ser visto como ‘O Artista Bralalalala’ do que como um membro de alguma banda de um sub–gênero esotérico de heavy metal aberto apenas para as pessoas daquela pequena comunidade. Quero dizer, eu não sou um conformista. Faço minhas próprias coisas em primeiro lugar. Então, se alguém é ameaçado por aquilo, que se dane. Eu sou um cara verdadeiro, sabe o que isso significa? Ser assim é melhor do que satisfazer qualquer tradição ou estilo. Quanto ao próximo CD, pode esperar uma definição ainda maior e um som ainda mais claro. Lógico, soará diferente, mas se lhe pedirem para adivinhar o que é, pode apostar que você vai dizer que é um disco do Brala.

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Whiplash! / Mas me diga uma coisa, quem teve a idéia para aquele encarte insano? [risos]

Bralalalala / Você já se sentiu como se tivesse um milhão de coisas para dizer, tendo construído tanta coisa por tanto tempo e finalmente tudo explode à proa? Yeah, é um encarte de CD verdadeiro, completo, com um itinerário à liberdade, o fim do sexismo e racismo e, melhor ainda, a aceitação da minha escrita atrociosa também! Não, sério, simplesmente veja aquelas linhas deformadas tentando formar letras enquanto formando rios de borrões de tinta, sujeira jorrando aos borbotões! Hrmm, nossa, poético, hein! Eu concebi a bagunça inteira, obrigado. [risos]

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Whiplash! / Então aquelas letras no encarte são realmente suas? Não acredito, cara! [risos]

Bralalalala / Olhem, vejam o que acontece quando o povo discrimina a escrita canhota das crianças. Elas podem se tornar destras inúteis, em vez disso.

Whiplash! / Oh, muito bem. De qualquer forma, parece-me que você e Peter Ffrench são os verdadeiros líderes da banda. É isso mesmo?

Bralalalala / Como reflexão da relação da banda em turnê, sim. Quero dizer, Peter trouxe estes outros caras para dentro, e eu queria que ele fizesse isso para que se sentisse confortável. Musicalmente, os outros dois não têm sido tão vitais ao som em geral. Contudo, tenho procurado pelas contrapartes artísticas exatas para meu estilo metálico de extravagância, embalde porém. Devo glorificar, aliás, Peter como baterista. Ele trabalhou diligentemente para esse disco e obteve sucesso em colocar uma grande visão à frente. Infelizmente, problemas pessoais deslizaram por seus devidos córregos e eu não estou a esperá-lo antes do próximo álbum. É difícil encontrar todas as suas requisições em um só lugar. Peter tem tido dificuldades em aceitar o fato de que eu não vejo esta banda como subalterna ao Pantera! Não quero barulhos com sonzinhos meio–metal na porra da música. Eu toco uma forma de música bastante articulada. Se soa com qualquer coisa que lembre desordenação ou um ‘mingau’, ou mesmo redundante, eu simplesmente não tocarei! É, acho que você poderia dizer que eu sou o ponto essencial aqui.

Whiplash! / O Bralalalala fez alguns shows na Alemanha ano passado como banda de abertura para o Vader e para o Hammerfall também. Como foi isso?

Bralalalala / ‘Legal’ é uma boa descrição. Mas, nossa, como você soube disso? Você tem poder psíquico? Lê mãos? Oh, bem, eu cortei a atuação do Brala como banda de abertura para o Vader depois de cerca de 4 shows, pois não estávamos sendo pagos pela agência e não havia outra banda para fazer as datas [de apresentações]. Além disso, eu realmente não consigo agüentar o barulho, a música de um único tempo, como já disse. Digo, eles são uma grande banda técnica, mas meio que sem alma, acho. É uma opinião muito pessoal. Quanto à galera do Hammerfall, eles são realmente muito amigáveis. Eu adorei. Acho que a banda [N. do T.: O Bralalalala] precisa de mais shows para audiências mais diversas. Acho que o Dynamo [N. do T.: Dynamo Open Air, festival anual que ocorre na Holanda] ou a República Checa seria grande para a banda, mas como você provavelmente ouviu, a banda foi agendada sendo censurada depois devido ao meu nome e às minhas roupas. Já tem mais de 60 anos que os fascistas passaram por aquela parte do mundo. Tristemente, esse mesmo mundo ainda não foi completamente mudado.

Whiplash! / E o público? A reação à banda foi boa?

Bralalalala / Ah, foi. Digo, quando colocamos tudo em contexto... que aquelas pessoas estavam totalmente surpresas de nos ver, que a gravação foi censurada em lojas locais por várias distribuidoras "por causa de roupas femininas num cara", quero dizer, eles deveriam nos tratar a pedradas, não é? Digo, por que tocaríamos por ali?! E por que diabos as pessoas deveriam, na verdade, nos cumprimentar e nos dar força?!? Digo, ninguém deveria gostar de uma banda assim, certo? A banda é "infantil", "estranha", "gay"... Acho que sou "doente" e "patético" porque tenho coisas melhores a fazer do que louvar Satã, assassinar e queimar igrejas. Oh, quão pitoresco eu devo ser!!! Você deveria ver com seus próprios olhos como são retrógradas as mentes desses promotores holandeses. E eu te disse o que falaram para mim. Quero dizer, por que não poderíamos louvar a hediondez em vez disso?! É isso que parece ser popular agora, não? É, as pessoas estavam escavando o assunto, exceto as pessoas que começaram a curtir essas bandas desde a época quando tocavam em pequenos barzinhos, provavelmente porque o dono do bar, que era um black metaller descreveu a coisa como sendo ‘metal estranho da América’. Acho que não sou bom o bastante para louvar a filosofia de Nietzsche e o fim do mundo.

Whiplash! / Mas me explique melhor uma coisa: e sobre os outros membros da banda? Parece que o grupo envolve apenas você e o Peter, como você deu a entender. Mas e quanto ao baixista e guitarrista? São apenas convidados e/ou músicos de apoio para shows, mesmo, ou eles realmente estão na banda? Se não estão, por que não entram?

Bralalalala / O Peter substituiu Chris Kontons no Verbal Abuse há muito tempo atrás. Ira [Black, guitarra] tinha tocando com o Heathen e já tinha sido roadie do Machine Head. Isto tudo na cena de São Francisco. Você sabe como é estar numa banda, trabalhando com o pessoal local. Não pretendo soar glamoroso ou algo do tipo. De qualquer modo, o baixista que entrou para nos dar uma mão para os shows foi o Quinn McIntosh. Ira tocou alguns solos e bases no álbum. Mas o grosso da coisa mesmo foi feito por mim. Um guitarrista tem que ser limpo para tocar essas músicas comigo ao vivo e, na verdade, melhorar a qualidade do som. Eu não estava satisfeito com o alcance do Ira, mas bem... quanto ao Quinn, ele fuma erva demais. Bebe cerveja para cacete. Eu, na realidade, não me importo de continuar com essa banda, já que meus recursos encontrados são muitos, e acho que ficarei melhor mais afastado de pessoas que não estão trabalhando com o Peter em outra coisa. Como eu já disse, formei essa banda com o Peter, então, se ele sair os outros se mandam, também. Direi mais sobre quando Peter e eu nos distanciamos um pouco em um segundo.

Whiplash! / Mas o baixista e/ou o guitarrista trabalham com alguma outra banda? Um projeto solo ou paralelo, talvez?

Bralalalala / Estes caras fazem coisas diferentes o tempo todo. Eu sei que o Quinn tem uma banda chamada Pornucopia onde canta e toca baixo. Às vezes os três [N. do T.: Peter, Ira e Quinn] se ajudam em seus projetos.

Whiplash! / Como você conheceu o Peter Ffrench? Ele tem sido seu amigo por anos ou o quê?

Bralalalala / Eu conheci o Peter através de um agente de shows para bares/clubes em São Francisco chamado Fast Mike [N. do T.: Algo como ‘Mike Ligeiro’]. Eles o chamam assim por causa do modo como ele fala. Digamos que ele acelera para cacete, e a velocidade toma uma ‘forma vocal’. O lance é que o sujeito tinha me dito que o Ffrench era o melhor baterista em toda a cena de S. Francisco. Eu, então, fui ver se era isso mesmo. E tive que concordar. Isso foi em 1995, como eu disse lá no começo.

Whiplash! / Nos afinais, onde você está morando hoje em dia?! São Francisco ou Holanda?!

Bralalalala / Estou morando no Canadá, na verdade [risos].

Whiplash! / O que você faz além de trabalhar com (e, na verdade, no) Bralalalala?

Bralalalala / Gosto de apreciar pinturas, passear de barco, jogar tennis, sair com minha namorada, ir a bons restaurantes, dar uma olhada em lojas de roupas legais, ficar pelas montanhas da Califórnia quando a música não está tão presente na minha vida. É, acho que estou mais por dentro desse lance de montanhas, mesmo. Se eu pudesse levar minha namorada até lá (ela também sempre anda afastada em algum lugar fazendo coisas para nós, pela banda, um bocado!), seria demais.

Whiplash! / Há algum significado especial no jeito como você se veste ou apenas se sente bem fazendo isso?

Bralalalala / Eu gosto de sentir maciez. Tecido macio, mãos macias. Gosto de preto. É introvertido ou intrigante na minha opinião. De algum modo, verdadeiramente misterioso. Outras cores podem ser boas, mas requereria mais dinheiro ou uma moradia mais estável, já que agora não tenho mais energia para decorações de cores ‘cheguei’ como tinha no passado.

Whiplash! / Os outros membros da banda têm que se vestir assim também?!

Bralalalala / Não, não acredito nesse tipo de coisa. Não estou aqui para ser hipócrita ou para ser preconceituoso ao inverso. Eu realmente não me importo nem um pouquinho com o que uma pessoa usa e elas deveriam fazer o mesmo, com respeito ao meu sentimento essencial sobre a coisa toda. A coisa mais importante é que os músicos nessa banda são incrivelmente grandes. Este é o verdadeiro teste, não as roupas.

Whiplash! / E você anda pela rua normalmente usando essas mesmas roupas que você usa no palco ou você usa outra coisa?!

Bralalalala / Yippie!! Sujeito assustado você, hein, Haggen [risos]! Mas é claro, uso, sim. E você deveria ver quantos ditos heterossexuais ficam excitados [mais risos]! Bem, felizmente as mulheres estão incluídas também. Afinal de contas, não faço isso para atrair homens. Nem mulheres, na verdade. Acho que faço por mim. Como isso soa? Não, eu não dou em cima de mim mesmo. Apesar de não ser impossível... bom, os vestidos são uma celebração para mim, não tem muito a ver com flerte ou qualquer coisa do tipo. Talvez até algumas vezes, quando há uma festa de verdade, eu tente algum látex, borracha ou uma sinopse ‘metade-nu’. Quero dizer, quão saudável eu posso ser se não posso nem gostar do meu próprio corpo?!

Whiplash! / E o que a sua namorada diz a respeito?

Bralalalala / Minha namorada me descobriu assim, em saias, o tempo todo, nem tinha certeza se eu era macho ou fêmea, e ela não estava nem aí. Quero dizer, claro, há uns caras (e mulheres) de aparência bem estúpida por aí usando vestidos. Fartando peitos, usando perucas, sendo consideravelmente ineptos e sem atrativos. Bem, esse caso não sou eu. De fato, foi uma namorada minha que primeiro me propôs esta idéia toda, quando eu tinha cerca de 18 anos. Eu não gostaria de comparar minha atual namorada com ninguém mais, entretanto. Estamos vivendo juntos por 4 anos e, bem, ela é minha esposa, na verdade. É dinamarquesa. Se não estivéssemos casados, estaríamos separados pelo governo. Não consigo agüentar esse tipo de coisa.

Whiplash! / Tudo bem. Mas voltando à banda, há algum plano para um novo disco do Brala?

Bralalalala / Sim, há. Mas quero definir logo essa situação do selo e distribuição do CD antes de introduzir novo material.

Whiplash! / Mas dá para adiantar alguma coisa? Como soará ou algo do tipo...

Bralalalala / Será incrível. Não posso pensar em alguém que confundiria o som com outra banda que não o Bralalalala! Tenho em mente um disco mais heavy ainda, na verdade. Mas não posso dizer muito, senão estraga a surpresa. Mesmo assim, o primeiro disco é bem heavy também.

Whiplash! / Ouvi dizer que você teve alguns problemas com um certo Mark Berry de um selo chamado Attack Records. O que aconteceu exatamente?!

Bralalalala / Por isso estou correntemente no Canadá. Vim para investigar uma oferta desse selo. Bem, pela parte da manhã [N. do E.: A entrevista foi feita dia 4 de Outubro] estarei dando entrevista para um jornal de nome grande aqui de Toronto, Canada, a respeito desse sujeito. Basicamente, ele pede às bandas cerca de 25.000 dólares americanos para "iniciá-las". Ele, como produtor, alega ter sido um aprendiz da fama de George Martin. Alega também ter produzido grupos de David Bowe a Voivod a Deep Purple - você diz qualquer banda, e ele já produziu, segundo ele. Em alguns casos ele, na verdade, produziu lançamentos que chegaram a discos de ouro e platina, mas o seu próprio selo é uma farsa, a julgar pelas altas taxas de estúdio e pelos cheques que emite neste acordo do disco por 25 mangos, para supostamente provar sua própria porção no investimento. São relacionamentos de distribuição que ele erroneamente alega que seu selo possui. Diga lá qualquer coisa; as chances são de que ele tenha mentido sobre o que quer que você diga. Tudo por dinheiro, o qual será depositado diretamente em sua conta. O cara faz dinheiro para cacete ilegalmente, eu garanto a ti! E isto tampouco é porcentagem pequena, é coisa de 600% do que ele normalmente conseguiria. Um orçamento que deveria sair por 50.000 não parece nem chegar a 7 para ele. Mesmo assim, ele mandou os tiras em cima de mim. Alegou difamação por minha falação acerca destes negócios de orçamentos fraudulentos. A acusação foi retirada. Ele chamou a Imigração Canadense para que me enviassem de volta aos Estados Unidos - acusação retirada. Agora, devemos processá-lo por perseguição injuriosa, veremos se não conseguiremos tirar algum dinheiro desse ladrão suspeito. Mais de 10 bandas deram parte dele à polícia. Eu nunca paguei ou mesmo terminei de assinar o contrato, porém elas [as bandas] sim! Algumas destas bandas fizeram todo o percurso de Nova Zelândia ou Europa para gravar. Apesar de que a música delas [das bandas] seria lançada internacionalmente, elas o fizeram. Simplesmente se deram mal. Os poucos royalties conseguidos não sem nem mesmo pagos. De qualquer maneira, esse cara está frito comigo (fora do negócio, talvez vá para cadeia) por foder comigo no meu contrato. Isso tudo vai acabar logo, logo, acho. A polícia me liga regularmente, pois estão investigando o caso todo agora.

Whiplash! / Espero que fique tudo bem. Mas, então, há alguma chance de o Bralalalala conseguir um selo legal por agora? Ou está tudo ‘nebuloso’?

Bralalalala / Há alguns selos, os quais são grandes e têm me contatado acerca do disco. Dois da Alemanha, um da Califórnia. Talvez eu não deva mencionar seus nomes nesse ponto. Acho que pelo menos um ou dois deles tem/têm realmente muita coisa a ver com a banda. Contudo, tenho ouvido de alguns selos pequenos coisas do tipo "não entendemos muito... não é o que estamos procurando." Quero dizer, por que procurar alguma coisa? Por que não escutam primeiro?! Digo, uma banda grande deveria realmente lhe mostrar alguma coisa, como essa faz. De outro modo, talvez eles devessem cantar alguma coisa para mim. Ou apenas para eles mesmos. Estúpidos! Bem, estiverem os selos a não assinar com a [minha] banda, terão que ouvir o Bralalalala em todas as rádios e imprensa metal especializada de qualquer forma, porque é simplesmente o que está acontecendo agora! A propósito, foi quando os selos começaram a se aproximar de mim nos últimos meses que perdi um pouco de interesse no Peter, pois ele não mostrou absolutamente nenhum entusiasmo por esse desenvolvimento. Ele não sabe quem são os selos porque ele nunca se preocupou em tirar o rabo dele da cadeira e retornar meus telefonemas a respeito. Você consegue imaginar um trabalho tão duro como músico, para simplesmente perder o interesse quando tudo acontece? Bem, é como foi sentido a meu ver. Não quis ser parte disso.

Whiplash! / Bem, Brala, a entrevista chega ao fim. Algum comentário de fechamento?

Bralalalala / Olha, essa banda é para pessoas que realmente precisam de música sincera com uma atitude seja–você–mesmo. Quero levar a banda ao Brasil e fazer uma puta mega apresentação! E é melhor você aparecer, hein [risos]! Ver-te-ei tão cedo quanto possível. O pessoal brasileiro de promoção pode contatar a banda através de www.bralalalala.com ou [email protected] Grandes abraços a todos e vejo vocês por aí.

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