Em 08/08/1992: o dia que James Hetfield quase morreu durante show do Metallica
Por Mateus Ribeiro
Postado em 08 de agosto de 2023
A história da banda de Thrash Metal Metallica ficou marcada de forma muito triste em 27 de setembro de 1986, quando o baixista Cliff Burton morreu em um acidente terrível. Na época, o Metallica estava excursionando pela Escandinávia para divulgar seu terceiro álbum de estúdio, o estupendo "Master Of Puppets". O ônibus do grupo derrapou do gelo, capotou e caiu em cima de Cliff, tirando a vida do lendário baixista.
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Existe outra data tenebrosa na história do Metallica, que por pouco não terminou de forma trágica: 8 de agosto de 1992, o dia em que o guitarrista/vocalista James Hetfield quase morre no palco, durante show realizado em Montreal, no Canadá. Além do Metallica, o Guns N' Roses se apresentou no Estádio Olímpico de Montreal. E os dois shows acabaram antes do previsto, por motivos diferentes, como você pode conferir na nota a seguir, baseada em matéria publicada pela Metal Hammer.
James estava no lugar errado e na hora errada
O Metallica, que estava divulgando seu álbum autointitulado, havia tocado alguns de seus clássicos, como "Creeping Death", "Welcome Home (Sanitarium)", "For Whom The Bell Tolls" e "The Unforgiven". O quarteto estava tocando a introdução da balada "Fade To Black" quando James foi atingido por chamas enormes.
O frontman do Metallica revelou o inferno que passou anos mais tarde, ao programa "Behind The Music".
"Estava um pouco confuso sobre onde deveria estar. Então, o cara da pirotécnica não me viu, e ‘whoosh!’, uma grande chama colorida subiu bem embaixo de mim. Eu me queimei. Meu braço, minha mão, completamente até o osso. O lado do meu rosto. O cabelo se foi. Parte das minhas costas. Eu assisti a pele apenas subindo, tudo estava dando errado", relembrou James, que segundo o baterista Lars Ulrich, ficou parecido com uma tocha olímpica. Já o baixista Jason Newsted afirmou que se James morreria se estivesse respirando no momento do acidente.
Como se todo o quadro não fosse suficiente, alguém da equipe da segurança sem querer esbarrou na mão queimada de James Hetfield, que ficou furioso, gritou e deu um soco nos Países Baixos do pobre rapaz.
James sofreu queimaduras profundas de segundo grau nas costas da mão esquerda e queimaduras de segundo e terceiro graus nos braços.
"Fiquei em choque. Os nervos pareciam estar expostos. Minha mão parecia pior", relembrou o frontman, que recebeu morfina para aliviar a dor.
Felizmente, James conseguiu se recuperar e voltou aos palcos cerca de duas semanas após o incidente. "Quando voltei pela primeira vez e aquelas chamas subiram, meu coração disparou", disse o líder do Metallica à People.
O vocalista, que não conseguia tocar guitarra, fez shows apenas cantando e John Marshall (técnico de guitarra de Kirk Hammett e integrante do Metal Church) assumiu as seis cordas. Clique abaixo e veja uma das performances do Metallica ao vivo em que James apenas cantou.
Encerramento do show e caos
Coube ao baterista Lars Ulrich comunicar ao público que o show teria que ser encerrado, afinal de contas, James precisou ser hospitalizado. A multidão não ficou exatamente feliz com o encerramento, porém, o pior estava por vir.
O Guns N' Roses poderia antecipar seu show, mas o grupo liderado por Axl Rose se recusou a subir ao palco antes do horário previsto. E o show durou apenas nove músicas, até o momento que Axl Rose disse que aquela seria a última apresentação do Guns N' Roses por algum tempo.
A multidão, que definitivamente não estava feliz com os acontecimentos da noite, começou a quebrar tudo dentro e fora do estádio. A revolta tomou conta das ruas da cidade e causou um prejuízo estimado em 400 mil dólares, além da prisão de pelo menos meia dúzia de baderneiros.
Trinta e um anos depois, James, Metallica e o Guns N' Roses continuam firmes e fortes em suas trajetórias. Sorte a nossa.
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