Angra: A gravação de Angels Cry e saída do baterista original Marco Antunes
Por Mateus Roman
Fonte: Metal Meltdown
Postado em 21 de outubro de 2015
Em uma longa entrevista concedida em 2013 para o site Metal Meltdown, o ex-vocalista do ANGRA Andre Matos relembrou, entre outras coisas, o processo de gravação do primeiro disco da banda na Alemanha e a difícil decisão de demitir o baterista original Marco Antunes, posteriormente substituído por Ricardo Confessori.
"Este álbum teve muitas participações diferentes, começando pelo baterista, no lugar de quem tivemos de colocar um substituto rapidamente, com alguma urgência, que foi o Alex Holzwarth, que tocou no Rhapsody por bastante tempo. Baterista incrível. Foi basicamente uma decisão do produtor [Charlie Bauerfeind]. O produtor veio até a gente e disse: 'Olha, para o que eu quero para este álbum, o seu baterista infelizmente não vai dar conta. Então vocês têm duas opções: nós usamos uma bateria eletrônica ou contratamos alguém que conheço que possa fazê-lo em uma semana'. Foi uma decisão difícil, porque nosso baterista era um bom amigo e um dos co-fundadores da banda. Uma vez que estávamos lá e não havia como voltar atrás, tínhamos de optar por uma dessas alternativas, e Charlie disse: 'se não for assim, não colocarei meu nome nesta produção.' E esta foi nossa única alternativa. Um outro baterista tocou apenas aquele cover, a versão da Kate Bush, 'Wuthering Heights'. Era o baterista do Gamma Ray na época [Thomas Nack], que era um grande fã da Kate Bush e podia tocar aquelas linhas perfeitamente. [...] Isto foi difícil. Acho que [para] todos nós. Mas se não me engano, o amigo mais próximo do baterista na época era o guitarrista, Rafael [Bittencourt], e coube mais a ele fazer a parte difícil. Nós fizemos tudo a nosso alcance. Sabíamos que havia problemas mesmo antes de pegarmos o avião para a Alemanha, e dissemos ao baterista: 'Vamos lhe dar a chance. Faça o seu melhor e ficaremos do seu lado. Mas quando houve o problema com o produtor, e era um produtor profissional, um dos melhores que havia na época, não havia desculpa. Não havia nada que pudéssemos fazer e todos nós sofremos bastante por isso, e foi umas das primeiras lições feias e tristes que tivemos de aprender logo no começo."
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