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Megadeth: Chaos! Comics e banda em contos de horror

Por Felipe Morcelli
Fonte: Terra Zero
Em 04/05/13

E aí pessoal! Neste artigo vamos seguir a a linha da coluna anterior, quando falei da banda americana Iced Earth fazer músicas inspiradas em HQs do Spawn. Durante a última quinzena acabei sendo desafiado a fazer o caminho oposto e buscar um trabalho que fosse músicas virando quadrinhos.

Assim fui apresentado a uma iniciativa da editora CHAOS! Comics que fez uma minissérie de 4 edições usando como base para os roteiros algumas músicas de uma das bandas do Big Four: o Megadeth, odiado por alguns (principalmente alguns fãs do Metallica) e muito amado por uma grande massa de cabeludos e carecas adoradores do Deus Metal.

As revistas foram lançadas no fim de 1997 e, inicialmente, era para serem quadrinhos de uma tiragem fechada. Porém, o sucesso foi tanto que acabaram fazendo uma tiragem maior e que chegou a ganhar algumas reimpressões, com direito a edições de luxo que vinham com autógrafo do Dave Mustaine (vocal, guitarra, líder, antigo ódio de Lars Ulrich e tico-tico no fubá da banda).

Os álbuns abordados na HQ são os dois primeiros do Megadeth: Killing Is My Business… And Business Is Good e Peace Sells…But Who’s Buying, mas o nome da minissérie é Cryptic Writings of Megadeth, que também é o titulo o sétimo álbum da banda, lançado no ano anterior à publicação das revistas. Esta é uma informação importante para não ficarem perdidos procurando informações em vão, assim como este redator fez.

]MOMENTO WIKIPÉDIA: A Chaos! Comics foi fundada em 1994 e tinha uma linha editorial voltada para terror e personagens femininas fortes, como Lady Death e Purgatori. Esta última citada foi até capa de um álbum do Iced Earth, ou seja, a trupe de Brian Pullido (o pica grossa da editora) era do Thrash Metal. Infelizmente a empresa acabou falindo em 2002 e foram vendidos os direitos dos personagens para outras empresas ou apenas descontinuados. Por enquanto apenas Lady Death tem certa regularidade de publicação, saindo na Avatar Press.

Análise

Seguindo a união Megadeath + Chaos! Comics, vou abordar cada um dos capítulos das revistas, que somam 12 histórias (3 por edição), elegendo alguns pontos importantes e mostrando algumas artes que dão o tom da revista. Nesta primeira postagem vamos analisar apenas metade da minissérie e no próximo, daqui a 15 dias, a outra parte, dando uma explanação sobre a criação da banda.

Observação importante: leia as revistas ao som das músicas que a diversão fica bem mais completa. E de bônus você vai perceber que Mustaine é um ótimo letrista e um escritor deveras polivalente, já que os temas abordados das músicas são os mais variados possíveis.

Preparados para viagem por dentro do universo do Megadeth? Se não estiver pegue os calmantes e prepare o estomago, pois essa viagem não tem volta!

A primeira HQ da minissérie Cryptic Writings of Megadeth, foi lançada em setembro de 1997 e aborda as músicas The Skull Beneath The Skin, Rattlehead e Looking Down The Cross. As três músicas são do disco Killing Is My Business… And Business Is Good.

The Skull Beneath The Skin: escrita por Brian Pullido e desenhada por Justiniano. A história segue exatamente o curso da letra da música, usando para ilustrar a HQ um ritual necromante que culmina no nascimento do Vic Rattlehead, o mascote da banda e bastante conhecido pelas capas discos. Já inserindo as ideias da banda: não ouça, não fale e não veja nenhum mal.

Nota-se também na primeira página o símbolo da capa de Cryptic Writings. Assim posso dizer que esse primeiro capítulo dá todo o tom do caminho que vamos percorrer e os desenhos de Justiniano lembram bastante aquele estilo Image que estavam em alta na época.

Trecho da música: See thing in agony Necrosis is the fate Pins sticking through the skinPins sticking through the skin The venom now sedates Locked in a pilloryNowhere to be found Screaming for your life But no one hears a sound Hellpp Mmmeeeeee

Tradução: Vejo coisa em agonia; necropsia é o destino Alfinetes cravando pele à pele o veneno agora é sedativo Preso a um tronco nenhum lugar é seguro Gritando por sua vida mas ninguém parace ouvir o som socorro!

Rattlehead: Escrita por Mike Fillipin e desenhado pelo Robert E. Brown. Neste capítulo estamos em um show do Megadeth, e enquanto a música rola acontece uma chacina durante o espetáculo, tomara por máquinas de guerras e homens das cavernas, culminando com todos descobrindo que tudo não passava de um teste do governo, que iria usar a Muttualy Assured Destruction (olha a referência à outra música aqui) para saber se surtiria efeito contra os inimigos do país.

Trecho da música: Rattlehead A dose of metal you need To band your head till you bleedIt’s time for snapping some neck Slashing, thrashing to megadeth…

Tradução: Chacoalhe a cabeça Você precisa de uma dose de metal Bater a cabeça até sangrar Até quebrar o pescoço Retalhando, detonando com o Megadeth!

Looking Down The Cross: Escrita por Ray Young e desenhada por David Brewer & Livesay. Aqui a narrativa muda um pouco, por vários motivos, ainda tenho a linha da letra da música correndo, porém temos um roteiro mais trabalhado, com diálogos um pouco mais complexos e utilizando uma narrativa histórica que se passa durante o calvário de Jesus.

Trecho da música: Though too much to live for I owe enough to die Ask not for salvation my death shall mean their lives Hatred and guilt the alter they’ve built high preists of sun Destiny fate the wicked ones gate beckoning you in Down the walkways, through the blood stained town Looking down the cross, bleeding from the crown Led to stay to die besides the thieves Kill the king of the world to be

Tradução: Eu devo bastante para pagar com a morte. Não imploro por salvação, minha morte significa suas vidas. Ódio e culpa não alterarão nada, eles tem construido grandes pastores do pecado. Destino, destinado ao portão cruel.Descendo as passarelas por dentro a cidade manchada de sangue. Olhando para a Cruz, sangrando pela coroa Guiado para ficar para morrer ao lado dos ladrões Matar o rei do mundo!

A segunda revista da série foi à venda em dezembro de 1997 e as músicas que serviram de inspiração são Last Rites/Loved To Death, Killing Is My Business e Chosen Ones. As histórias são escritas por Brian Pullido e pelos irmãos Jim e Don Monti, com desenhos nos três capítulos de Robert E. Brown. Essa HQ também tem somente músicas do primeiro disco do Megadeth.

Last Rites/Loved To Death: Uma história de amor, algo muito bonito no inicio, mas a duvida e o medo de perder a amada acaba em tragédia. O Homem mata a mulher da sua vida e, não aguentando a dor de viver sem ela, acaba por se suicidar. Só que ele não sabia que a encontraria no inferno.

Trecho da Música: If I can’t have you Than no one will And since I won’t I’ll have to kill My only love, somethingI’ve never felt Now you’ve gone to heaven And I’ll burn in hell I loved you to death

Tradução: Se eu não posso te ter Então ninguém poderá E já que eu não Eu terei que matar Meu único amor, algo Que eu nunca senti Agora você foi pro céu E eu queimarei no inferno Eu te amei até a morte.

Killing Is My Business: Acompanha um mercenário que é a representação perfeita de um homem que mata por dinheiro. Quem pagar mais é o dono do seu passe. Essa é uma das músicas que eu também considero uma das melhores da banda; logo, tive muito prazer em ler essa história e o pela diversão de ver as páginas pingarem sangue.

Trecho da música: I am a sniper, always hit the mark Paid assassin, working after dark Looking through the night Using infra-red, my target’s on you Aimed at your head.

Tradução: Eu sou um atirador, sempre acerto o alvo Assassino pago, trabalhando depois da escuridão Olhando atráves da noite Usando infra-vermelho, meu alvo está em você Mirei na sua cabeça.

Chosen Ones: A epopeia do Megadeth! Nesse capítulo/música são narradas as vidas de guerreiros nórdicos que lutam com monstros e gigantes sem nunca desistir. Essa história não tem balões de conversação, logo a música serve como fio condutor da HQ e lembra o estilo dos bardos contando lendas de grandes guerreiros escolhidos. Da primeira leva de revistas é a que tem melhor diagramação, com uma história que fecha quase perfeitamente com o timing da música, ótima pra se ler ao som de banda.

Trecho da Música: You doubt your strength or courage Don’t come to join with me For Deth surely wants you With sharp and pointy teethAn animal so vicious No others fought and won So on the fields of battle We are the chosen one (…)

Tradução: Você duvida de sua força ou coragem Não venha se juntar a mim Pois a morte o aguarda Com dentes afiados e pontiagudos Um animal tão depravado Que nenhum jamais lutou e venceu Então nos campos de batalha Nós somos os escolhidos (…)

Conclusão

A ideia do projeto é muito boa, só não gostei muito dos desenhos de algumas histórias, principalmente do capítulo Last Rites/Love to Death; parece que tudo foi feito de um jeito muito corrido, e as proporções dos personagens não estão nenhum um pouco boas, só que esse problema só acontece no segundo número da minissérie que tem apenas um artista para desenhar e arte finalizar.

Por outro lado, a primeira revista tem uma qualidade muito superior às demais. Não sei dizer se é por causa dos artistas que tinham mais tempo para trabalhar ou porque o projeto começou com a ideia apenas de uma HQ, tendo ela então mais afinco em sua confecção.

A parte interessante do projeto é como o pessoal da Chaos! vai criar um universo em quadrinhos coeso utilizando músicas de uma banda.

Até a próxima e não se esqueçam de conferir a segunda parte da análise no link abaixo.

Megadeth: Chaos! Comics e banda em contos de horror parte 2

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