Rolling Stones: "Under My Thumb", hino do orgulho machista
Por Paulo Severo da Costa
Postado em 11 de outubro de 2012
Oriundos do blues e, em uma década que ainda começava a definir a divisão quase beligerante entre os sexos, os STONES produziram, desde sempre, canções baseadas no domínio masculino e no sexualismo declarado. Mesmo em um período ainda conservador e anterior ao vale tudo dos anos setenta, letras explicitamente direcionadas ("Let´s Spend The Night Together"), odes a busca masculina incessante ("Satisfaction") e acusações de misoginia( "Play With Fire") - na melhor linha dos conhecedores da matéria WILLIE DIXON e MUDDY WATERS - foram grvadas e ficaram para a posteridade. Séculos antes do metrossexualismo e outras esquisitices, os STONES, assim como HENDRIX, decretavam o fim do purismo ingênuo nas letras e iam direto ao assunto.
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Nessa safra, foi produzida uma das melhores canções do repertório da banda e que permanece virulenta após mais de quarenta anos: lançada em 1966 como parte do clássico "Aftermath", "Under My Thumb", infelizmente, é primeiramente reconhecida pela tragédia em Altamont (1968), uma vez que a briga que deu origem a morte de MEREDITH HUNTER começou no final da execução da canção - apesar da fatalidade ter sido consumada durante a apresentação de "Simpathy For The Devil". Coincidências trágicas a parte, além de possuir um riff hipnótico, é na letra que a faixa carrega nas tintas do que seria a marca registrada do grupo.
"Under My Thumb" foi alvo do então emergente movimento feminista e, inobstante as declarações de JAGGER de que a letra tratava de um estereótipo e não deveria ser levada a sério, a história não colou e a banda teve de enfrentar reações negativas, sobretudo nos Estados Unidos. As idéias de dominação doméstica ( "Agora sou eu quem determina, a diferença nas roupas que ela usa /Sou eu quem determina, as coisas mudaram, ela está debaixo de meu polegar) e alusões às quatro paredes ("Debaixo de meu polegar uma gata siamesa de uma garota/ Debaixo de meu polegar ela é o mais doce, hmmm animalzinho do mundo) fizeram a alegria da bancada que pleiteava igualdade de direitos e liberdade sexual. Uma das poucas a nadarem contra a corrente foi a intelectual CAMILE ANNA PAGLIA, que declarou ter sido esse o motivo para sua ruptura com o movimento feminista e o início de uma ideologia que permaneceu por toda sua produção bibliográfica. Se perto de ‘Sex Drive", lançada vinte anos depois é quase inofensiva, ao lado de "Mary Mary" e "All By Myself", lançadas também em 1966, "Under My Thumb" é um dos grandes marcos do pioneirismo nos anos sessenta.
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