Moonspell atinge o ápice no maravilhoso "Opus Diabolicum - The Orchestral Live Show"
Resenha - Opus Diabolicum - The Orchestral Live Show - Moonspell
Por Mário Pescada
Postado em 05 de abril de 2026
Nota: 10 ![]()
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Quando o Metallica lançou "S&M" (1999) muitos fãs ficaram surpresos com a "ousadia" da banda: juntar o mundo do metal com o sinfônico. Não foi a invenção da roda, já que lá no longínquo ano de 1969 o Deep Purple tinha feito algo assim em "Concert For Group And Orchestra", mas quando falamos em Metallica, tudo ganha uma dimensão exagerada.
Pois bem, como se fosse um incentivo (ou desafio?), diversos lançamentos de bandas do heavy ao black metal, como Scorpions, Epica, Septicflesh e Dimmu Borgir, se arriscando a fazer algo assim. Algumas foram bem-sucedidas em suas propostas, outras nem tanto. E entre as bem-sucedidas, eu colocaria facilmente o Moonspell com seu ótimo "Opus Diabolicum - The Orchestral Live Show" (2025) no topo.

A ideia de fundir o som sombrio do grupo com a música clássica vinha sendo ventilada há uns bons anos, mas entre desencontros de agendas e a pandemia suspendendo a rotina, tudo só começou a tomar forma tempos depois graças ao arranjador, pianista, cineasta e autor Filipe Melo, o elo que faltava para que o vocalista Fernando Ribeiro e o maestro Vasco Pearce de Azevedo se encontrassem e então produzissem o show.
E que produção! Gravado no MEO Arena, o maior espaço para eventos de Lisboa, o show contou com a participação magistral da Orquestra Sinfonietta de Lisboa reforçada por 45 músicos - acredito que o título Opus Diabolicum (Trabalho do Diabo) tenha tido mais a ver com a trabalheira em colocar todos esses músicos e banda sincronizados do que outra coisa.

A seleção das faixas foi precisa: algumas você jura até que foram compostas de forma sinfônica, tamanha a precisão do encaixe que tiveram com a orquestra que fez ali um papel de suporte, sem sufocar as músicas. Podia dar errado, havia riscos de as faixas soarem destoantes, mas assim como os navegadores portugueses de séculos atrás, juntos se jogaram no desconhecido e tiverem sucesso absoluto diante dos presentes e de quem acompanhou o evento ao vivo pelo streaming.
"Opus Diabolicum - The Orchestral Live Show" (2025) é dividido em duas partes e não digo isso por causa dos dois CDs: a primeira parte é focada nos discos "Extinct" (2015), com duas músicas, e em "1755" (2017) com cinco músicas. Já a segunda parte é mais diversa, revisitando e rearranjando faixas mais antigas de "Wolfheart" (1995), "Irreligious" (1996), "The Antidote" (2003), "Memorial" (2006) e "Night Eternal" (2008).
Sem overdubs ou ajustes de qualquer tipo, o que se ouve é exatamente o que aconteceu naquela noite de 26 de outubro de 2024: alma, coração e cordas! Há um bom tempo que não me deparava com um registro que me deixasse verdadeiramente arrepiado e emocionado durante sua audição. Como não se arrepiar com as performances de "Em Nome Do Medo" que ficou, literalmente, assustadora graças ao peso dos corais; com "Breathe (Until We Are No More)"; na gótica "Vampiria"; com o público cantando junto com a banda na épica "Alma Mater" ou com esse mesmo público uivando por "Full Moon Madness"? E o que dizer de "Extinct", cheia de força e "Everything Invaded" com seus solos e orquestração? Arrepiantes!
A edição nacional de "Opus Diabolicum - The Orchestral Live Show" (2025) lançada no Brasil pela parceria da Shinigami Records com a Napalm Records é caprichadíssima: um bonito e grosso encarte incluindo ali depoimentos em inglês de Fernando Riberio (que fala baixinho entre as faixas, mas que impõe sua voz rasgada ao cantar), do maestro Vasco Pierce e de Filipe Melo, tudo dentro de um digifile duplo com envelopes individuais para cada disco.
Um disco tão bom, que se fosse triplo, continuaria excepcional! Avante Portugal, avante Moonspell!
Formação:
Fernando Ribeiro: vocais
Pedro Paixão: teclados e guitarra
Aires Pereira: baixo
Ricardo Amorim: guitarra e backing vocals
Hugo Ribeiro: bateria
Faixas:
+ CD 1
01 Tungstennio (instrumental)
02 Em Nome Do Medo
03 1755
04 In Tremor Dei
05 Desastre
06 Ruínas
07 Breathe (Until We Are No More)
08 Extinct
+ CD 2
01 Proliferation (instrumental)
02 Finisterra
03 Everything Invaded
04 Scorpion Flower
05 Vampiria
06 Alma Mater
07 Full Moon Madness
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