Novo nome do metal dinamarquês, Neckbreakker debuta com o pesado "Within The Viscera"
Resenha - Within The Viscera - Neckbreakker
Por Mário Pescada
Postado em 28 de abril de 2025
Nota: 7 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
A Dinamarca não costuma estar entre as primeiras opções quando pensamos em metal europeu. Apesar de ter revelado King Diamond, Artillery e Royal Hunt, bons nomes e referências em seus respectivos estilos, sua cena costuma passar desapercebida para boa parte do público, mesmo o local.
Mas o underground é teimoso, continua lançando bandas e renovando a cena local, como Volbeat e arrisco dizer o mais jovem de todos, o Neckbreakker. Surgido em 2020 como Nakkeknaekker - sabiamente por questões de pronúncia mudaram para o similar em inglês - o quinteto estreou ano passado logo de cara na gigante Nuclear Blast Records com "Within The Viscera", pedrada lançada no Brasil pela Shinigami Records.
De imediato, o que chamou minha atenção foi a foto de divulgação do grupo. Mais do que um grupo jovem, um grupo de jovens que oscila dos 18 aos 22 anos! Apesar da pouca idade, todos demostram serem músicos com bom domínio sobre seus instrumentos em todas as faixas do disco.

O estilo do Neckbreakker é o death metal, mas encontramos ali umas passagens de thrash e até um pouco de groove, alternando trechos bem rápidos com outros mais cadenciadas, mas sempre com muito peso.
Contando com um bom trabalho de Andreas Linnemann, produtor que tem trabalhado com a banda desde seus primórdios, temos momentos muito bons, como a abertura "Horizon Of Spikes"; "Purgatory Rites" e "Face-Splitting Madness", faixas bem estruturadas e que, se não irão quebrar seu pescoço, garanto que o farão balançar com força. Talvez uma redução no tempo de algumas músicas deixasse o disco mais intenso ainda, mas uma ou outra faixa ter se alongado um pouco mais que a média de tempo não atrapalhou em nada.
Aos poucos, o Neckbreakker vai marcando território na concorrida cena death metal europeia, repleta de boas bandas que surgem semanalmente. Além de uma turnê própria que começou em março e vai até maio, os garotos já abriram shows para Kerry King, Slayer, Gojira, Crypta e participaram de importantes festivais europeus, como o Download Festival XXII.
Considerando que esse é o primeiro disco da banda e com uma formação tão nova, "Within The Viscera" (2024) tem um resultado muito bom e crava um nome para ficar de olho, os garotos prometem!
Formação:
Sebastian Rohden Knoblauch: baixo
Joakim Høholt Kaspersen: guitarra
Johan Lundvig: guitarra
Christoffer Bach Kofoed: vocais
Anton "Hajn" Bregendorf: bateria
Faixas:
01 Horizon Of Spikes
02 Putrefied Body Fluid
03 Shackled To A Corpse
04 Nephilim
05 Purgatory Rites
06 Unholy Inquisition
07 Absorption
08 SILO
09 Face-Splitting Madness
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



"Eu não erro nunca", disse Mikkey Dee ao entrar no Scorpions
A música do Deep Purple que cutucava os "guardiões da moral" dos anos 70
Hellfest vem aí e confirma 182 bandas em 4 dias de shows
Tarja Turunen precisou deixar a Finlândia após demissão do Nightwish
CDM Metal Fest - Metal como resistência cultural no Sul de Minas Gerais
O disco punk clássico que Billie Joe Armstrong chamou de "um monte de merda"
Angra anuncia bandas convidadas para shows em São Paulo
A música do Metallica de 1984 que James Hetfield não quer ver nem pintada de dourado
O melhor riff de guitarra de todos os tempos, segundo Keith Richards: "Ele disse tudo ali"
Pink Floyd lança a coletânea "8-Tracks", que reúne faixas gravadas nos anos 70
Festival Best of Blues and Rock tem edição 2026 confirmada
As cinco melhores músicas do Iron Maiden, em lista da Revolver Magazine
7 clássicos do rock nacional lançados em 1994 que são lembrados até hoje
A melhor banda de todos os tempos, segundo os leitores da Classic Rock
Formação da turnê "Ozzmosis", de Ozzy Osbourne, se reúne em disco de Joe Holmes


Tarja Turunen: Frisson Noir - o álbum que os fãs sempre quiseram ouvir
Immolation anuncia a rápida e iminente autodestruição da humanidade no ótimo "Descent"
Michael Jackson - "Thriller" é clássico. Mas é mesmo uma obra-prima?
"Out of This World" do Europe não é "hair metal". É AOR
Dio: Quem fez mágica ou pisou na bola no novo tributo


