No melhor espírito anos 80, Bloodstains estreia com um ótimo disco de punk rock/post punk
Resenha - Bloodstains - Bloodstains
Por Mário Pescada
Postado em 14 de maio de 2024
Nota: 9 ![]()
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Durante a primeira audição de "Bloodstains" (2024) imaginei estar tendo contato com algum ótimo disco perdido nos agora distantes anos 80, mas não, ele foi lançado esse ano pelo pouco conhecido BLOODSTAINS.
Formado há apenas alguns anos atrás, o grupo tinha lançado até então apenas uma demo (2020) e um mini EP (2023). Agora, chegam de forma arrebatadora com seu EP "Bloodstains" (2024), que contém três faixas regravadas da citada demo e mais quatro sons inéditos.

Formado no condado de Orange City, Califórnia/EUA, o grupo está na mesma região de bons nomes como THE OFFSPRING, FU MANCHU, VANDALS, SOCIAL DISTORTION e U.S. BOMBS, mas, é em bandas como D.I. THE ADOLESCENTS e AGENT ORANGE (que aliás possui uma música chamada BLOODSTAINS - seria daí a origem do nome do grupo?) que o conjunto de identifica mais já que suas músicas têm aquela pegada marcante do hardcore norte-americano, mas sem a urgência do estilo, sendo mais marcado por aquela sonoridade do post punk e até gothic rock nas músicas.
As letras do BLOODSTAINS também remetem a essa fase de ouro da cena norte-americana. De forte cunho político e críticas sociais, o grupo consegue, em letras curtas, passar suas mensagens de contestação de forma bem eficiente.
Curto também é o tempo do EP: são apenas 23 intensos minutos, duração suficiente para constatarmos que temos um bom material em mãos - tão bom, que as 300 cópias do disco estão esgotadas na página do grupo no Bandcamp, isso para um disco lançado a menos de três meses.
Com boas linhas de baixo e uma marcante guitarra estridente, o BLOODSTAINS se sai muito bem no instrumental sem firulas e virtuosismos, mas o maior trunfo do grupo, para mim, é Cesar Marin, que, com sua voz meio rouca/rasgada, traz emotividade e um sentimentalismo a cada faixa, na linha do que Guy Picciotto faz brilhantemente no FUGAZI. Ouça "Nuclear Age", "Anti-Social" com seu grudento refrão e "Stray Bullets" e me diga que estou errado.
"Bloodstains" (2024) é desses discos que, se te tocar logo nos primeiros minutos, você se renderá fácil, entrando em um loop infinito de ouvir de novo, de novo, de novo...
Formação:
David Espinoza: guitarra
Vince Catanho: bateria
Nick Espinoza: baixo
Cesar Marin: vocais
Faixas:
01 The Last Rites (instrumental)
02 Public Hanging
03 Nuclear Age
04 Combat Shock
05 When Men Were Men…
06 Anti-Social
07 Suburban Suicide
08 Stray Bullets
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