Resenha - IV; Homines In Bestiales Formas - Corporate Death
Por Alexandre Veronesi
Postado em 05 de maio de 2022
Oriundo da cidade de Jundiaí, no interior de São Paulo, o grupo de Death Metal CORPORATE DEATH foi criado no longínquo ano de 2001 por Flávio Ribeiro (voz) e Damien Mendonça (baixo e guitarra). Após mais de duas décadas de trabalho ininterrupto, a banda lançou, em Março deste ano, o seu quarto álbum de estúdio – sucessor do aclamado "Reborn", de 2017 – intitulado "IV: HOMINES IN BESTIALES FORMAS".
O disco, com produção assinada por Damien Mendonça e Rafael Cau, e mixado/masterizado por Henrique Fioravanti (From Hellcords Studios), é uma cortesia dos selos Rapture Records, Cianeto Discos, Misanthropic Records e Extreme Sound Records, e marca o retorno do vocalista original e membro fundador Flávio Ribeiro, além de contar com as participações especiais de Aline Lodi (Exhortation, ex-frontwoman do CORPORATE DEATH), Laudmar Bueno (War Eternal), Evandro Miranda (Corporal Sores, Vile Existence, Akinetopsia), André Bairral (Fim da Aurora) e José Mantovani (Ayin, Desecrated Sphere, Collapse NR).
A curta duração da bolacha - ultrapassa por pouco os 28 minutos - reflete a brutalidade urgente e direta das composições. Não há espaço para experimentações ou modernismos aqui, somente o mais puro e agressivo Death Metal, com total influência da velha escola do gênero, e realizado com a expertise de quem há muito está neste jogo e realmente entende do riscado. Os 8 temas do registro compõem uma massa sonora absolutamente consistente e homogênea, tornando ingrata a tarefa de apontar destaques individuais, mas, para não soar pretensiosamente imparcial, irei evidenciar as pauladas "Mourning Of Angels", "Soulkeeper", "Tides Of Misery", "In The Shadows" e "Judgment Of Heaven", as minhas favoritas do repertório.
Em suma, "IV: HOMINES IN BESTIALES FORMAS" é mais um belíssimo exemplo de como a cena brasileira apresenta-se, de fato, muito diferenciada em se tratando das vertentes mais extremas do Metal, e ainda assim o CORPORATE DEATH consegue se destacar em meio a este acirrado e rico cenário, por meio de um trabalho sólido, contínuo, apaixonado e de grande excelência. Item essencial para a coleção!
Corporate Death - IV: Homines In Bestiales Formas
Selos: Rapture Records / Cianeto Discos / Misanthropic Records / Extreme Sound Records
Data de lançamento: 18/03/2022
Tracklist:
01 - Mourning Of Angels
02 - Soulkeeper
03 - Tides Of Misery
04 - Kill The Whore
05 - Silent Despair
06 - In The Shadows
07 - The Burden
08 - Judgment In Heaven
Formação:
Flávio Ribeiro - voz e baixo
Damien Mendonça - guitarra
Rafael Cau - bateria
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A banda de rock que lucra com a infantilização do público adulto, segundo Regis Tadeu
A música de Raul Seixas que faria ele ser "cancelado" nos dias de hoje
Derrick Green explica por que seu primeiro disco com o Sepultura se chama "Against"
Como é a estrutura empresarial e societária do Iron Maiden, segundo Regis Tadeu
Metal Hammer coloca último disco do Megadeth entre os melhores da banda no século XXI
A música do Iron Maiden sobre a extinção do Banco de Crédito e Comércio Internacional
Metallica não virá à América do Sul na atual turnê, destaca jornal
Por que David Gilmour é ótimo patrão e Roger Waters é péssimo, segundo ex-músico
Matt Sorum admite que esperava mais do Velvet Revolver
Como está sendo a adaptação de Simon Dawson ao Iron Maiden, de acordo com Steve Harris
O guitarrista que usava "pedal demais" para os Rolling Stones; "só toque a porra da guitarra!"
A canção pop com "virada de bateria" que Ozzy Osbourne achava o máximo da história da música
Como o cabelo de Marty Friedman quase impediu a era de ouro do Megadeth
Quando Axl Rose deixou os Rolling Stones plantados esperando por três horas
Família já escolheu ator para interpretar Ozzy Osbourne em cinebiografia


Com "Brotherhood", o FM escreveu um novo capítulo do AOR
Anguish Project mergulha no abismo do inconsciente com o técnico e visceral "Mischance Control"
Motorjesus pisa fundo no acelerador, engata a quinta e atropela tudo em "Streets Of Fire"
Nightwish: Anette faz com que não nos lembremos de Tarja
Megadeth: Mustaine conseguiu; temos o melhor disco em muito tempo


