Cradle Of Filth: um show de horrores ainda único e relevante
Resenha - Existence Is Futile - Cradle Of Filth
Por Alexandre Veronesi
Postado em 24 de fevereiro de 2022
Nos idos da década de 2000, recordo-me de ler e ouvir, com frequência, numerosas quantidades de impropérios destilados contra a banda CRADLE OF FILTH. Tamanha ojeriza vinha, majoritariamente, dos mais fervorosos seguidores do Metal extremo (especialmente do Black Metal), e isto posto, torna fácil tarefa entender os motivos, afinal, o grupo britânico capitaneado por Dani Filth sempre flertou com a vertente mais blasfema do Metal - inclusive no que tange à estética - contudo, na prática, a sonoridade é muito mais ampla e diversificada, tendo o Black Metal somente como uma de suas inspirações, e ter isso em mente é o primeiro passo para entender a música executada pelo grupo.
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Nascido em 1990 no distrito de Ipswich (condado de Suffolk, Inglaterra), ainda sob a alcunha de Burial - que perduraria por apenas um ano - o CRADLE OF FILTH atravessou as décadas seguintes de maneira intensa e até turbulenta, vivenciando altos e baixos, com inúmeras mudanças em sua formação e 14 álbuns de estúdio na bagagem (além de vários EPs e alguns registros ao vivo). "EXISTENCE IS FUTILE", o 15º full-lenght, marca a estreia da musicista Anabelle Iratni (voz, teclados, lira e orquestrações), que ingressou na banda em 2019, no lugar de Lindsay Schoolcraft, juntando-se a, além do supracitado Dani Filth (vocal), Richard Shaw (guitarra), Marek "Ashok" Smerda (guitarra), Daniel Firth (baixo) e Martin "Marthus" Skaroupka (bateria), line-up este unido desde 2014.
O relativamente extenso repertório da bolacha conta - oficialmente - com 12 faixas, que juntas totalizam pouco menos de 60 minutos. Todas as características que fizeram com que a banda despontasse no cenário Heavy Metal mundial e angariasse uma verdadeira legião de seguidores estão aqui, como as sombrias ambientações, alternância precisa entre cadência e velocidade, e as onipresentes orquestrações macabras, além dos vocais profanos e únicos de Filth (com destaque aos potentes gritos rasgados e super agudos), podendo ser amplamente notadas e apreciadas por meio de canções impactantes como "EXISTENTIAL TERROR", "NECROMANTIC FANTASIES", "CRAWLING KING CHAOS", "BLACK SMOKE CURLING FROM THE LIPS OF WAR", "THE DYING OF THE EMBERS", "HOW MANY TEARS TO NURTURE A ROSE?", e o poderoso encerramento com "US, DARK, INVINCIBLE". Temos ainda aqui 2 "bonus tracks" de qualidade elevada, considerando a natureza deste tipo de material, que são "SISTERS OF THE MIST" e "UNLEASH THE HELLION".
Em suma, "EXISTENCE IS FUTILE" é mais uma bela e interessante entrada na rica discografia do CRADLE OF FILTH. Deve agradar em cheio aos fãs de longa data do grupo, e também se mostra uma boa pedida àqueles que possuem a cabeça aberta o suficiente para adentrar o estranho teatro sinfônico dos horrores proposto por esse singular sexteto britânico.
O disco teve lançamento no Brasil, em formato físico (CD), por intermédio da parceria Shinigami Records / Nuclear Blast.
Cradle Of Filth - Existence Is Futile
Gravadora: Nuclear Blast / Shinigami Records
Data de lançamento: 22/10/2021
Tracklist:
01 - The Fate Of The World On Our Shoulders
02 - Existential Terror
03 - Necromantic Fantasies
04 - Crawling King Chaos
05 - Here Comes A Candle... (Infernal Lullaby)
06 - Black Smoke Curling From The Lips Of War
07 - Discourse Between A Man And His Soul
08 - The Dying Of The Embers
09 - Ashen Mortality
10 - How Many Tears To Nurture A Rose?
11 - Suffer Our Dominion
12 - Us, Dark, Invincible
13 - Sisters Of The Mist (bonus track)
14 - Unleash The Hellion (bonus track)
Formação:
Dani Filth - vocal
Richard Shaw - guitarra
Marek "Ashok" Smerda - guitarra
Daniel Firth - baixo
Martin "Marthus" Skaroupka - bateria, teclados e orquestrações
Annabelle Iratni - vocal, lira, teclados e orquestrações
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