Resenha - Persona Non Grata - Exodus
Por Carlos Cosso
Postado em 12 de fevereiro de 2022
Lançado e distribuido no Brasil pela Shinigami Records em 19 de novembro de 2021, Persona Non Grata é o 11º álbum da veterana banda norte-americana Exodus.
O sussessor de Blood In, Blood Out lançado em 2014 mostra o Exodus ainda mais raivoso, o álbum trás 12 faixas de puro Thrash Metal mostrando que Steve "Zetro" Sousa, Gary Holt e compahia estão mais afiados e entrosados que nunca.
A faixa título que abre o álbum, nos faz pensar se é um álbum conceitual, já que o nome em latim tem uma forte referência a um alter ego, ou talvez a um personagem que eles querem inventar ao longo das músicas.
Do início ao fim, esses sons escalados transportam o ouvinte para um mundo de loucura onde criaturas da noite aparecem em uma dança feroz. Títulos como "Slipping Into Madness", "Prescribe Horror" e "Lunatic Liar God" dão a esta obra uma personalidade que vem de um filme de terror de um serial killer, onde a maldade está no centro das atenções.
A sonoridade do disco faz jus ao título agressivo, pois é pesado nos riffs, rápido na bateria e abrupto nos vocais de Steve Souza. Como segundo trabalho com Souza nos vocais, que já liderou o EXODUS de 1986 a 1993 e de 2002 a 2004, "Persona Non Grata" funciona como um retorno daquele rosto feroz e old-school.
"Persona Non Grata" abre bem o álbum. A música ganha seu ponto de tique-taque com um solo de guitarra que dá um toque melódico a esta introdução feroz.
Logo na sequencia vem a poderosa "R.E.M.F.", que é uma sinfonia intensa cheia de riffs de guitarra a bateria forte e um grito de Souza que diz "Rear Echelon Motherfuckers" (o verdadeiro significado de sua sigla) – um destaque definitivo do álbum.
O disco encontra um grande clímax na música "Prescribe Horror", pois tem uma essência sombria com um ritmo mais lento e uma voz que se move suavemente enquanto transmite um mistério que se desencadeia no final com alguns gritos de bebê. É de fato uma música estranha, mas todo o disco é sombrio, pois busca levar o ouvinte da adrenalina ao suspense.
Em contraste, logo após essa música estranha, "The Beatings Will Continue (Until Morale Approve)" aparece violentamente. Esta peça é de alguma forma "cativante", pois não é tão longa quanto a média de 7 minutos da maioria das faixas deste álbum e, além disso, o som geral não é tão cheio de riffs e batidas de bateria. No entanto, ainda mantém a atmosfera energética e misteriosa do álbum.
Outro destaque é "Lunatic Liar God", que é precedido por uma introdução de nome estranho "Cosa Del Pantano". Apresenta uma melodia que começa suavemente com alguns violões, enquanto se aproxima da voz aguda de Souza enquanto ele recria uma história de guerra religiosa através da letra. A música se move suavemente, aos poucos, até o final, o que faz o ouvinte pensar que é um prelúdio para outra dimensão dentro deste disco.
O final chega ao ouvinte com "The Fires of Division", uma peça que nos desperta do som melancólico da passagem anterior. A música é uma rápida jornada sonora de riffs agressivos que são uma reminiscência do campo de guerra que o disco está tentando convocar com a letra. No final, "Antiseed" sobrecarrega nossos sentidos com uma mistura de altos e baixos de riffs pesados e uma batida de bateria que motiva o ouvinte a simplesmente se levantar e pular em seus ritmos – uma obra-prima para fechar o disco.
Este novo álbum do Exodus só prova que valeu muito a espera de 7 anos, pois com certeza figurou entre os melhores discos do ano e ja entra na galeria de grandes álbuns da banda.
Se demorar mais 7 anos para lançar algo tão bom igual a este, com certeza vai valer a pena esperar.
Músicas:
1. Persona Non Grata
2. R.E.M.F.
3. Slipping into Madness
4. Elitist
5. Prescribing Horror
6. The Beatings Will Continue (Until Morale Improves)
7. The Years of Death and Dying
8. Clickbait
9. Cosa del Pantano
10. Lunatic-Liar-Lord
11. The Fires of Division
12. Antiseed
Formação:
Steve "Zetro" Souza – Voz
Gary Holt – Guitarra e Backing Vocal
Lee Altus – Guitarra
Jack Gibson – Baixo e Backing Vocals
Tom Hunting – Bateria
Gravadora:
Nuclear Blast / Shinigami Records
FONTE:
https://web.facebook.com/carlos.digger
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O subgênero essencial do rock que Phil Collins rejeita: "nunca gostei dessa música"
Quando Ian Anderson citou Yngwie Malmsteen como exemplo de como não se deve ser na vida
O disco "odiado por 99,999% dos roquistas do metal" que Regis Tadeu adora
A banda grunge de quem Kurt Cobain queria distância, e que acabou superando o Nirvana
O álbum que Regis Tadeu considera forte candidato a um dos melhores de 2026
A opinião de Sylvinho Blau Blau sobre Paulo Ricardo: "Quando olha para mim, ele pensa…"
O disco de Bruce Dickinson considerado um dos melhores de metal dos anos 90 pela Metal Hammer
Grammy omite Brent Hinds (Mastodon) da homenagem aos falecidos
Marcelo Barbosa rebate crítica sobre Angra: Alguém pagou pelo hiato?
A era do metal que Dave Mustaine odeia; "ainda bem que passou"
O músico que detestou abrir shows do Guns N' Roses no início dos anos 1990
Fita com registro de ensaio de Ozzy Osbourne em 1979 é encontrada
A conversa franca entre Angra e Fabio Lione que levou à saída do italiano, segundo Barbosa
O bastidor bizarro envolvendo músico do Brasil e P!nk: "Eu estava de cueca e o Slash entrou"
O álbum do U2 que para Bono não tem nenhuma música fraca, mas também é difícil de ouvir


Gary Holt compara James Hetfield e Dave Mustaine e diz que toque de Dave é "diferente"
Gary Holt homenageia Francis Buchholz, ex-baixista do Scorpions
Exodus divulga "3111", faixa de seu próximo disco de estúdio
Sepultura anuncia última tour norte-americana com Exodus e Biohazard abrindo
"Aprendam uma profissão, porque é difícil ganhar a vida", diz Gary Holt
Alex Skolnick relembra momento de rivalidade entre Testament e Exodus
Clássicos imortais: os 30 anos de Rust In Peace, uma das poucas unanimidades do metal


