Hjelvik: a nova geração do Metal escandinavo
Resenha - Welcome To Hel - Hjelvik
Por Alexandre Veronesi
Postado em 22 de novembro de 2021
A região da Escandinávia sempre foi - e ainda é - um rico e frutífero celeiro para o universo do Heavy Metal e da música pesada em geral. Um sem-número de grandes bandas (e até movimentos culturais) originaram-se no local, especialmente em países como Suécia, Finlândia e Noruega. E é deste terceiro que vem o HJELVIK, uma das novas promessas do subgênero popularmente conhecido como Viking Metal.

O grupo foi fundado em 2020, e carrega o sobrenome de seu idealizador e frontman, Erlend HJELVIK. Completam o line-up hoje, ao lado do vocalista, Rob Steinway (guitarra), Remi (guitarra), Alexis Lieu (baixo), e o tarimbado Kevin Foley (bateria), que já tocou com nomes como Abbath, Decapitated, Sabaton, e até Sepultura. Rapidamente, em Novembro do mesmo ano, a banda disponibilizou no mercado, via Nuclear Blast, o seu 'debut album', curiosamente batizado de "Welcome To Hel", uma referência à entidade Hela - deusa do reino dos mortos na mitologia nórdica - e que pode também ser interpretado na forma de um trocadilho com "Welcome To Hell", trabalho de 1981 que marcou a estreia do lendário Venom.
O disco é composto por 10 faixas, com uma duração total de 39 minutos, e traz em sua sonoridade diversos elementos que são amplamente utilizados e difundidos, principalmente, no Heavy Metal europeu (as referências vão de Iron Maiden a Celtic Frost). Assim como os principais medalhões do Viking Metal, o HJELVIK mescla guitarras altamente melodiosas - oriundas do Heavy e Power Metal - com passagens mais pesadas, por vezes densas, e vocalizações rasgadas e agressivas, muito próximo ao que é apresentado no Black Metal. O fato de o tempo da bolacha ser bastante compacto, somado à boa qualidade das canções, torna a audição de "Welcome To Hel" agradável e fluida, além de muito orgânica. Do repertório, destacam-se sons poderosos como "Father War", "Thor's Hammer", "Glory Of Hel", "Ironwood", "North Tsar" e "Necromance". Vale acrescentar também que os conceitos visuais e líricos aqui presentes remetem única e exclusivamente à temática viking/nórdica que, por óbvio, permeia a banda desde sua concepção.
Em suma, "Welcome To Hel" se apresenta como um ótimo cartão de visitas, e deve agradar em cheio aos fãs de Amon Amarth e similares, indicando que o HJELVIK já conquistou a sua tão sonhada posição no cenário, e possui um futuro bastante promissor à frente. O álbum está disponível em versão nacional (CD), com distribuição da Shinigami Records.
Hjelvik - Welcome To Hel
Gravadora: Nuclear Blast
Data de lançamento: 20/11/2020
Tracklist:
01 - Father War
02 - Thor's Hammer
03 - Helgrinda
04 - The Power Ballad Of Freyr
05 - Glory Of Hel
06 - 12th Spell
07 - Ironwood
08 - Kveldulv
09 - North Tsar
10 - Necromance
Formação:
Erlend Hjelvik - vocal
Rob Steinway - guitarra
Alexis Lieu - baixo
Kevin Foley - bateria
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Falling in Reverse lança "Joseph" com Corey Taylor e Serj Tankian em colaboração inédita
Loudwire coloca álbum do Angra como "melhor álbum de progpower" da história
A criança que irritou Joey Ramone a ponto de inspirar um clássico dos Ramones
Brasileiros superestimam o Sepultura? Canal disseca mudança do show de despedida
Edu Falaschi revela as músicas que gravou para tentar vaga no Iron Maiden
Kreator confirma show em Curitiba no Tork 'n' Roll em dezembro
After Forever cancela turnê sul-americana que passaria pelo Brasil
O disco gravado por Bruce Dickinson que a Metal Hammer considera o pior do Iron Maiden
A banda holandesa dos anos 1970 que Humberto Gessinger está ouvindo sem parar
Kiss anuncia box-set super deluxe do álbum "Rock and Roll Over"
Garotos Podres lança clipe animado "Tá Na Hora di Naná"
O cantor jovem que assustava Freddie Mercury e a quem ele não tinha nada a ensinar
As quatro bandas que Dave Mustaine incluiria em um novo Big Four
U2 volta ao Brasil no início de 2027, diz portal de notícias
"Para mim, o AC/DC sempre foi Bon Scott", diz o baterista Phil Rudd
O hit de Neil Young que Bob Dylan confessou que odiava: "Soava como eu, mas não era eu"
A música mais pesada que Slash ouviu, e que Bruce Dickinson se envergonha de ter gravado

Relevante como nunca, Totalitär retorna após vinte anos com EP furioso
Herman Frank - O motor barulhento, rápido e construído para rodar
Entre nostalgia, legado e recomeços, Beseech apresenta seu 7º álbum de estúdio
Veterano Sacrifice mostra que continua afiado como nunca no ótimo "Volume Six"
O álbum pesado e melancólico do Soilwork que ajudou a salvar a minha vida
Black Sabbath: Born Again é um álbum injustiçado?



