Orianthi: um talento desperdiçado?
Resenha - O - Orianthi
Por Alexandre Veronesi
Postado em 10 de novembro de 2021
A guitarrista australiana com ascendência grega ORIANTHI Penny Panagaris, apesar da pouca idade - 36 anos - possui um currículo extenso e de causar inveja. Antes mesmo de completar 20 anos, ela já havia dividido o palco com Steve Vai e Carlos Santana. Nos anos subsequentes, a musicista tocou com lendas do calibre de Prince, Eric Clapton e Michael Jackson (fez todos os ensaios da turnê "This Is It", que acabou cancelada por decorrência do falecimento do astro), integrou a banda de Alice Cooper por cerca de 3 anos, e teve alguns projetos musicais com Richie Sambora, ex-Bon Jovi e também seu ex-namorado.
Que ORIANTHI possui um enorme talento, isso não se discute, o histórico da moça fala por si só. Mas, a verdade é que "O", seu quarto e mais recente álbum solo, lançado no final de 2020, apresenta-se muito irregular, ficando bastante aquém do potencial referido. É nítido que as influências da guitarrista são vastas, passeando entre o Pop, Hard Rock, Eletrônica, Country e outros estilos, e naturalmente tais intervenções seriam externadas em sua música, porém, essas inserções não são feitas de forma agradável ou orgânica, prejudicando assim a fluidez e a unidade do disco.
O repertório de "O" é majoritariamente composto por canções Hard Rock com uma roupagem mais leve e Pop, na qual a timbragem dos instrumentos ganha nuances eletrônicas e modernas, algo similar ao que o Halestorm vem fazendo - com muito mais primazia, diga-se de passagem - mas que aqui soa apenas artifical, plastificado. É difícil tarefa, portanto, compreender qual seria o público-alvo deste material, visto que as músicas são muito "adocicadas" para o fã de Rock N' Roll, e um tanto quanto pesadas para quem procura por algo voltado ao universo da Pop Music. Os melhores momentos ficam por conta de "Sinners Hymn", da boa balada "Crawling Out Of The Dark", e "Streams Of Counsciousness", pesada e com uma pegada sutilmente Country Rock.
A versão física do álbum, em formato CD, encontra-se disponível no Brasil, com distribuição da Shinigami Records.
Orianthi - O
Gravadora: Frontiers Records
Data de Lançamento: 06/11/2020
Tracklist:
01 - Contagious
02 - Sinners Hymn
03 - Rescue Me
04 - Blow
05 - Sorry
06 - Crawling Out Of The Dark
07 - Impulsive
08 - Streams Of Consciousness
09 - Company
10 - Moonwalker
Formação:
Orianthi Panagaris - voz e guitarra
Evan Frederiksen - baixo e bateria
Marti Frederiksen - percussão, baixo na faixa 3
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O brasileiro que andou várias vezes no avião do Iron Maiden: "Os caras são gente boa"
As Obras Primas do Rock Nacional de acordo com Regis Tadeu
Os 11 melhores álbuns conceituais de metal progressivo, segundo a Loudwire
O clássico do rock que mostra por que é importante ler a letra de uma música
A sumidade do rock nacional que expulsou Lobão de seu álbum solo
O guitarrista favorito de todos os tempos de James Hetfield do Metallica
A sincera opinião de Pitty sobre Guns N' Roses, System of a Down e Evanescence
O ícone do heavy metal que foi traficante e andava armado no início da carreira
31 discos de rock e heavy metal que completam 40 anos em 2026
O conselho do pai de Steve Harris que o baixista preferiu ignorar
O disco em que o Dream Theater decidiu escrever músicas curtas
O episódio que marcou o primeiro contato de Bruce Dickinson com "Stargazer", do Rainbow
O dia em que um futuro guitarrista do Whitesnake testou para o Kiss, mas não foi aprovado
Os únicos 4 álbuns de rock nacional que apareceram no Top 10 brasileiro entre 1980 e 1989
Vídeo de 1969 mostra Os Mutantes (com Rita Lee) tocando "A Day in the Life", dos Beatles

Com "Brotherhood", o FM escreveu um novo capítulo do AOR
Anguish Project mergulha no abismo do inconsciente com o técnico e visceral "Mischance Control"
Motorjesus pisa fundo no acelerador, engata a quinta e atropela tudo em "Streets Of Fire"
Metallica: "Load" não é um álbum ruim e crucificável
Black Sabbath: Born Again é um álbum injustiçado?


