Syr Daria: E quem disse que a França nao tem Metal?
Resenha - Tears of a Clown - Syr Daria
Por Vicente Reckziegel
Postado em 29 de agosto de 2021
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Engraçado que a França, conhecida, entre tantas outras coisas, pela sua musicalidade, não possui uma cena forte no Rock e Metal, com exceção do Gojira, que conseguiu quebrar as fronteiras e ser conhecido, e reconhecido musicalmente, em todo o mundo. Mas esse mundo aparentemente desconhecido nos reserva boas surpresas, como o quinteto Syr Daria nos apresenta aqui nesse álbum.
"Tears of a Clown" é seu terceiro disco de estúdio, e demonstra uma maturidade grande com relação aos anteriores. Certamente aqui o Sys Daria encontrou a mistura perfeita entre o Heavy Metal e o Thrash/Speed, que as vezes mostra sua cara em algumas faixas. É também de se destacar a ótima produção do disco, que ajuda bastante no resultado final obtido.
O disco começa com a "Maideniana" "In the End (grande melodias de guitarra), seguida pela pesada Virus (um título que se encaixa perfeitamente com nosso atual momento, mas sem esquecer que esse disco foi lançado em 2019). "Elm Street" traz um famoso personagem à tona (Freddie’s coming for you), enquanto a faixa-título conta com um refrão poderoso, sendo sem dúvida o destaque do álbum. E a primeira metade do disco encerra com a balada "Brother", com uma letra reflexiva e belas melodias.
O peso retorna com tudo em "Mr. Gray", com outro famoso personagem em sua letra. A primeira impressão pelo título da música que "When the Roses Faded" seria outra balada, mas não poderia estar mais errado já que se trata de uma faixa pesada e direto, com ótimos riffs. "Loser’s Club" lembra um pouco o Iced Earth em sua construção, enquanto "Red Silence" tem uma levada mais para o Groove. E o disco encerra com "Randall Flagg", outro icônico personagem de Stephen King, e que guarda alguma semelhança com o Blind Guardian do inicio da carreira.
Por que você, ao invés de escutar pela 98º vez aquele disco do Metallica ou Iron Maiden, não resolve dar uma chance e escutar o Syr Daria? Tenho certeza que não irá se arrepender, e pode ganhar uma nova favorita em seu Playlist.
Formação:
Christophe Brunner - Bateria
Thomas Haessy - Guitarras
Michel Erhart - Guitarras
Guillaume Hesse - Vocais
Pascal Husser - Baixo
Tracklist:
1. In the End
2. Virus
3. Elm Street
4. Tears of a Clown
5. Brother
6. Mr Gray
7. When the Roses Fade
8. Losers’ Club
9. Red Silence
10. Randall Flagg
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Show do Guns N' Roses no Rio de Janeiro é cancelado
Dave Mustaine: "Fizemos um esforço para melhorar o relacionamento, eu, James e Lars"
Por que Ricardo Confessori e Aquiles ainda não foram ao Amplifica, segundo Bittencourt
Morre aos 70 anos Rob Hirst, baterista e membro fundador do Midnight Oil
O gesto inesperado de John Myung em show do Dream Theater que rendeu alguns dólares ao baixista
SP From Hell anuncia sua primeira atração internacional; festival será realizado em abril
Adrian Smith reconhece que o Iron Maiden teria acabado se Nicko McBrain não saísse
A reação de Anette Olzon à polêmica do Nobel sobre María Corina Machado e Donald Trump
A banda que dá "aula magna" de como se envelhece bem, segundo Regis Tadeu
O disco nacional dos anos 70 elogiado por Regis Tadeu; "hard rock pesado"
A banda que é "obrigatória para quem ama o metal brasileiro", segundo Regis Tadeu
O cantor fora da curva que Lemmy citava como influência, mesmo sabendo que jamais alcançaria
Mike Portnoy se declara feliz por não ter sido convidado a tocar com o Rush
A jam espiritual que virou música e iniciou tradição presente em todos os discos do Soulfly
A voz mais pura do rock de todos os tempos, segundo Bruce Springsteen


Alter Bridge, um novo recomeço no novo álbum autointitulado
Com "Brotherhood", o FM escreveu um novo capítulo do AOR
Anguish Project mergulha no abismo do inconsciente com o técnico e visceral "Mischance Control"
Motorjesus pisa fundo no acelerador, engata a quinta e atropela tudo em "Streets Of Fire"
Metallica: em 1998, livrando a cara com um disco de covers
Whitesnake: Em 1989, o sobrenatural álbum com Steve Vai


