Ayron Jones: novo nome de Seattle faz estreia acima de qualquer suspeita
Resenha - Child of the State - Ayron Jones
Por Victor de Andrade Lopes
Postado em 27 de junho de 2021
Nota: 9 ![]()
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Minha conclusão ao encerrar as primeiras audições de Child of the State, terceiro disco do cantor e guitarrista estadunidense em ascensão Ayron Jones, é a de que "nasce uma nova lenda". Mas esta conclusão é bem injusta.
Como posso falar que uma estrela nasceu agora em 2021 se ela já está brilhando há mais de dez anos por meio de uma bem-sucedida carreira na cena local de Seattle, Estados Unidos?
Bem, considerando que este é o primeiro lançamento dele por uma grande gravadora, o que resultou em uma divulgação bem mais ampla, temos talvez o "início de facto" da trajetória de Ayron, que ainda promete muito.
E por que promete muito? Bem, o cara se autodefine como "um Michael Jackson que toca guitarra no Nirvana", e isso é apenas um dos aspectos dele. O trabalho condensa em estúdio uma energia e uma mistura de influências que já ilustravam a força musical dele.
Enérgico, Child of the State, tal com seus dois antecessores, é representativo de algo que se perdeu na sintética música moderna: a figura do sujeito de origem humilde que, precisando de um meio para desabafar, pega uma guitarra e "vai lá e faz".
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
No caso, isso rendeu várias peças autobiográicas, confirmando os planos do cantor de tornar o projeto uma apresentação de sua própria vida. Infância, amor, rejeição, carreira, nada escapa à caneta do compositor.
O ápice, claro (se é que posso chamar de ápice algo que acontece no fim do primeiro quarto da obra), é "Take Me Away" (Ayron Jones), que já abre com um diretaço "o dia em que minha maldita mãe me abandonou foi o dia em que eu aprendi a mentir". Com momentos que remetem a Jack White e um solo regado a Tom Morello, a faixa foi espertamente lançada como single e foi um ótimo cartão de visitas para o disco.
A energia que permeia as doze faixas não se perde nem na balada "My Love Remains" (Ayron Jones), embora ela comece serena. E explode no trio "Killing Season" (Ayron Jones, Dave Bassett), "Spinning Circles" (Ayron Jones, Dave Bassett) e "Baptized in Muddy Waters" (Ayron Jones).
A relativamente tímida fama de Ayron Jones só se explica pelas limitações impostas pela pandemia. Grave bem o nome deste senhor porque este álbum foi apenas uma fração de toda a lenha que ainda dá pra queimar aqui.
Abaixo, o clipe de "Take Me Away":
FONTE: Sinfonia de Ideias
https://sinfoniadeideias.wordpress.com/2021/06/22/resenha-child-of-the-state-ayron-jones/
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