In Flames: os 10 anos de "Sounds Of A Playground Fading", um álbum sensacional
Resenha - Sounds Of A Playground Fading - In Flames
Por Mateus Ribeiro
Postado em 18 de fevereiro de 2021
O IN FLAMES surgiu na primeira metade da década de 1990, como um dos maiores nomes do melodic death metal (ou death metal melódico, como queira), estilo que mescla a agressividade do death metal com a melodia e harmonia do heavy. Naqueles dias, o gênero musical dava seus primeiros passos e o IN FLAMES se sobressaiu como uma das melhores formações, principalmente por conta dos ótimos "The Jester Race" (1996), "Whoracle" (1997), "Colony" (1999) e "Clayman" (2000).
Porém, o IN FLAMES nunca ficou parado no mesmo lugar e mudou muito a sua sonoridade com o passar dos anos, apostando muito mais na melodia do que no peso. A melhor receita dessa aposta, que começou a ser preparada na primeira década deste século, saiu do forno em 15 de junho de 2011, data de lançamento do magnífico "Sounds Of A Playground Fading", décimo trabalho de estúdio da banda sueca.
O disco, que tem uma capa muito legal, é o único que o IN FLAMES gravou como um quarteto em toda a sua carreira. A razão para isso é que Jesper Strömblad, guitarrista, membro fundador e um dos principais compositores, deixou a banda em 2010, por conta de seus problemas com o alcoolismo. Apesar de ser uma baixa terrível, a saída de Jesper era de certa forma esperada, já que em outras ocasiões, o seu vício havia causado problemas. Sem Jesper, coube ao seu agora ex- companheiro de seis cordas Björn Gelotte e ao vocalista Anders Fridén a dura tarefa de escrever o primeiro álbum do IN FLAMES sem o seu criador. E o resultado é um trabalho excelente, que pode facilmente ser apontado como um dos melhores discos lançados pela banda.
Se por acaso, você quer saber se em algum momento "Sounds Of A Playground Fading" lembra os primeiros trabalhos da banda, a resposta tem três letras: não. Conforme foi escrito no segundo parágrafo desta matéria, Björn e Anders resolveram dar mais atenção para a melodia do que para a velocidade e a agressividade, o que já havia acontecido em "A Sense Of Purpose", ótimo disco lançado três anos antes.
É claro que quando digo que os compositores deixaram o som menos pesado, não quero dizer que o IN FLAMES tenha virado um COLDPLAY com guitarras distorcidas ou uma versão alternativa de ENYA. O peso ainda se faz presente, como se pode notar na grande faixa-título (que abre o álbum com maestria), ou então, na ótima "Deliver Us". Outros grandes momentos proporcionados pelo peso e pela velocidade podem ser conferidos em "Darker Times", "The Puzzle" e "Enter Tragedy".
Mas não há como fugir do fato de que a melodia é a protagonista do disco. Temas como "Where The Dead Ships Dwell" (que por sinal, tem um refrão inesquecível), "Liberation" (uma das melhores baladas gravadas pela banda), "All For Me", "Fear Is The Weakness" ou a emocionante "A New Dawn" mostram que o IN FLAMES sabe fazer música boa sem pisar tanto no acelerador e que existe vida sem Jesper Strömblad.
No final das contas, "Sounds Of A Playground Fading" é um disco que mesmo sendo escrito em um momento tão complicado, acabou se saindo muito bem. Dez anos depois de seu lançamento, continua um álbum muito legal de se ouvir. "Sounds Of A Playground Fading" não é apenas um dos melhores trabalhos do IN FLAMES, mas também, um dos discos mais legais da última década. Está em dúvida? Aperte o play e boa viagem!
Álbum: "Sounds Of A Playground Fading"
Artista: IN FLAMES
Data de lançamento: 15 de junho de 2011
FAIXAS
"Sounds Of A Playground Fading"
"Deliver Us"
"All For Me"
"The Puzzle"
"Fear Is The Weakness"
"Where The Dead Ships Dwell"
"The Attic"
"Darker Times"
"Ropes"
"Enter Tragedy"
"Jester´s Door"
"A New Dawn"
"Liberation"
Duração: 53 minutos e 48 segundos
FORMAÇÃO
Anders Fridén: vocais
Björn Gelotte: guitarra
Peter Iwers: baixo
Daniel Svensson: bateria
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