Sepultura: O dia em que os garotos da selva de pedra conquistaram o mundo
Resenha - Arise - Sepultura
Por Rodrigo Noé de Souza
Postado em 11 de agosto de 2020
Em uma época remota, em que as bandas de Metal estavam desaparecendo da grande mídia, somente uma banda tomou, de assalto, o cenário, declarado morto, para os críticos.
O Sepultura estava a todo vapor, depois do bem-sucedido Beneath The Remains (1989). Agora, teve total apoio da Roadrunner, tanto comercial quanto musical, com direito a um empresariamento da Glória (na época, ela ainda não era casada com o Max).
Mais uma vez, a banda contava com Scott Burns na produção e Andy Wallace na mixagem, e o estúdio foi no Morrisound, na Flórida (EUA). Mal sabia eles que a empolgação era no nível máximo..
Para dar um gostinho especial, a organização do Rock In Rio chamou o Sepultura para tocar no Maracanã, ao lado de feras metálicas (Megadeth, Queensryche, Judas Priest e Guns N' Roses). E os fãs tiveram a maior notícia de todas: foi lançado o Arise, em uma edição especial, com a parte da capa original.
Com aquele Thrash Metal de estraçalhar o crânio, Arise começa com a intro sinistra, para a faixa-título cair de pau na cara. Dead Embryonic Cells é marcante e sólida, ao mesmo tempo. Tanto Arise quanto Embryonic viraram clipes, gravados nos EUA. Desperate Cry é linda, com aquela melodia inicial, para a pancadaria comer solta.
Está certo que as três primeiras faixas são ótimas. mas o restante é sensacional. De Murder até Infected Voice, o Sepa dá um pau em qualquer banda gringa. Qualidade excepcional.
No Brasil, teve como bônus a cover de Orgasmatron, do Motörhead (numa gravação em que o Max não lembrava de nada, pois estava embriagado). O que dizer da banda? Max com seu vocal único, Andreas dando uma aula, Igor massacrando seu kit e Paulo Jr. sempre na dele.
Uma curiosidade: a capa de Arise foi desenhado pelo lendário Michael Whelan, e foi escolhida pela banda na última hora. Antes, eles queriam outra ilustração de Whelan, porém foi dada ao Obituary, que lançou Cause of Death.
Em 2018, a Roadrunner relançou, em formato duplo, o Arise, com várias faixas bônus, incluindo faixas ao vivo, gravadas em Barcelona.
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