Holy Moses: Mais descontraído e ponderado, em vez de apenas ódio
Resenha - New Machine of Liechtenstein - Holy Moses
Por Ricardo Cunha
Postado em 01 de fevereiro de 2020
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
A BANDA
Oriunda na Alemanha, uma das poucas bandas de thrash lideradas por mulheres nos anos 80. Holy Moses tem uma história dividida em duas partes: a primeira, de 1980 a 1994 e a segunda, de 2000 até o presente. Sofreu muitas mudanças de formação nas duas fases e, a bem da verdade, a mudança na banda parece ser a única constante. Finalmente, em 2000, a vocalista Sabina Classen recrutou uma formação totalmente nova, e o grupo prosperou desde então. Sabina foi recrutada para a banda pelo então namorado Andy Classen, que é conhecido como um produtor musical de sucesso. (os dois se casaram, mas não ficaram juntos por muito tempo. [...] A formação que gravou este disco era composta por Sabina Classen (vocal), Andy Classen (guitarra), Thilo Herrmann (guitarra), Thomas Becker (baixo) e Uli Kusch (bateria)
O ÁLBUM
Todas as bandas têm um disco que representa o ponto alto de sua carreira: Kreator, Extreme Aggression; Metallica, Master Of The Puppets; Slayer, Reig In Blood e por aí vai. Sobre Holy Moses, a maioria concorda que o ponto alto de sua carreira (pelo menos na primeira fase) seja o disco Finished With The Dogs (1987), que foi seguido de The New Machine of Liechtenstein (1989). Nesse sentido, talvez diante da dificuldade de repetir o sucesso do anterior, a banda tenha feito uma curva de 180 graus em TNMOL. [...] Para entender o que ocorreu, é preciso olhar a partir de onde a banda deu o passo seguinte em relação ao seu trabalho mais popular. Para começar é preciso 1) perceber que FWTD significou amadurecimento quanto ao álbum de estréia, 2) considerar que as mudanças de formação impactaram na forma de compor da banda e 3) compreender que a discussão gira em torno da evolução musical natural. Claramente houve um projeto para TNMOL, por isso, é mais técnico e elaborado. Tudo está mais bem encaixado e isso pode nos levar a perceber que foi assim que a banda encontrou seu som e fez dele, sua marca. Mesmo assim, é verdade esse disco não tem a intensidade do seu anterior, mas agrada justamente por mostrar uma banda em processo de construção, por isso, dizemos que esta é uma obra NÃO-CONCLUÍDA e, nesse sentido, qualquer um poderá dizer algo de bom ou ruim, mas o mais legal é que deixa um gosto de "quero mais".
O QUE TEM DE BOM?
1) É um disco com o espírito dos anos 80; 2) é uma abordagem diferente: em vez de apenas ódio, oferece algo mais descontraído e ponderado; 3) a banda demonstra força e carisma mesmo depois do baque de perder dois integrantes importantes e 4) Os destaques são Near Dark (faixa de abertura), Panic e Secret Service Project-SSP.
O QUE PODERIA SER MELHOR
1) Os riffs, a estrutura e até o timbre das guitarras lembram mais a escola do thrash metal americano do que à alemã, que simboliza um diferencial em si mesma; 2) o lado mais maníaco da banda pode ter sido deixado de lado mais do que o devido e uma boa dose de loucura é sempre bem-vinda no rock e 3) Assim como tem destaques, o álbum tem passos em falso como a faixa Lost in the Maze, que faz o disco perder pontos com riffs chatos, genéricos e sem o devido ápice.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A banda punk que Bono considera a melhor de todos os tempos
O significado irônico de "Somos tão jovens", verso que encerra "Tempo Perdido"
Faith No More retornará aos palcos após hiato que durou uma década
Kiss anuncia todas as atrações do segundo Kiss Kruise Landlocked in Vegas
Amy Lee justifica turnê do Evanescence só com vozes femininas
Wes Borland reconhece que Limp Bizkit jamais superará perda de baixista
Manowar tocará "Kings of Metal" e "Fighting the World" na íntegra em shows de 2027
A melhor música dos anos 90, segundo a Classic Rock
Amizade não é o que mantém o Dimmu Borgir, revela Silenoz
Os três guitarristas que Billy Corgan chama de "Bíblia da guitarra rock"
A crítica da Classic Rock/Metal Hammer ao show do Guns N' Roses no Download 2026
O clássico do Judas Priest que fez Prika Amaral prestar mais atenção à bateria
A banda com a qual Wolfgang Van Halen adoraria fazer uma turnê
As 25 melhores bandas de todos os tempos, segundo a Classic Rock
Mark Wahlberg nem sabia que metal existia, revela Zakk Wylde


A Lapidação da alma: O triunfo conceitual do Big Big Train em "Woodcut"
HellLight - Reafirmando seu espaço entre os melhores da safra do gênero.
"Betrayed By Obedience", do Infected Cells, é death metal bruto, técnico e direto
Há 40 anos o Queen lançava "A Kind of Magic", álbum que marcou a despedida de Freddie dos palcos
Michael Jackson - "Thriller" é clássico. Mas é mesmo uma obra-prima?


