Spiral Guru: Despretensioso, conciso e consciente
Resenha - Void - Spiral Guru
Por Ricardo Cunha
Postado em 01 de dezembro de 2019
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Spiral Guru é uma banda fundada em meados de 2013 na cidade de Piracicaba. Formada por Samuel Pedrosa (guitarra), José Ribeiro Jr. (baixo e backing vocals), Alexandre Garcia (bateria) e Andrea Ruocco (vocal).
A banda se define como "Stoner Rock" – definição esta, que se me permitem os músicos, discordo. Apesar das temáticas voltadas à ficção científica, vida extraterrestre e do som remeter às bandas dos anos 70, eu particularmente os percebo mais encaixados no heavy metal mais épico com tendência ao Doom Metal.
Desde 2014 pra cá, a banda laçou uma série de EPs, que criaram as bases para o seu álbum de estréia. Void contem 9 faixas distribuídas em 39 minutos. Nele, os músicos demonstram personalidade e consegue imprimir um estilo que contraria as próprias influências (de acordo com o citado no release), o que, para todos os efeitos, é bom! A produção, independente, é boa e os músicos souberam fazer o seu trabalho de forma muito satisfatória. Todos têm méritos, mas a vocalista Andrea Ruocco se destaca pelos vocais claros e bem cantados. E o principal é que, sendo uma produção independente, podemos dizer que o grupo atingiu ao equilíbrio quanto à forma e ao conteúdo. Mais do que isso, peso e melodia estão bem alinhados e, considerando os recursos, tiveram muito cuidado com os detalhes.
O QUE TEM DE BOM
Se ouvir com atenção, perceberá que o álbum tem muitos elementos adjacentes que circundam a obra e dizem muito a respeito da musicalidade da banda. Isso pode ser facilmente comprovado em canções como Oracle, Mindfulness (a mais progressiva do álbum)e Holy Moutain (cujo riff principal lembra Holy Dive, do Dio).
O QUE PODERIA SER MELHOR
A música aqui contida não é exatamente original, mas os músicos têm potencial para ir além.
CONCLUSÃO
Void é um trabalho despretensioso, conciso, mas realizado de forma muito consciente. Despretensão para uma banda jovem é certamente uma qualidade, mas para quem almeja uma carreira internacional, talvez, ser um pouco mais pretensioso não seja uma atitude ruim. Além do mais, o trabalho é feito com muito cuidado e honestidade. Por fim, como dito acima, a música aqui contida não é exatamente original, mas o grupo consegue se diferenciar dentro do nicho de que participa e isto é um indicativo do caminho a seguir. Aliás, particularmente, acredito que a banda está no rumo certo, devendo apenas acreditar no próprio esforço e persistir.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Capital Inicial cancela shows nos Estados Unidos após vistos negados
Rush é parado na fronteira dos Estados Unidos com o México e precisa adiar show
20 bandas que nunca lançaram um disco ruim, de acordo com a Metal Hammer
O que torna o Slayer diferente, na opinião de Dave Mustaine
Ripper Owens: "Há uma razão pro Iron Maiden tocar pra 20 mil e o Judas pra 5 mil"
Por que Iron Maiden nunca será grande como Metallica, segundo Bruce Dickinson
Rhapsody se despedirá com formação clássica ao lado do Epica na América do Sul
Machine Head é presenteado com chave da cadeia de cidade dos EUA
A banda prog que atropelou um ícone do metal em um evento que virou piada
O guitarrista que se sentiu ofendido ao ser convidado para entrar no Deep Purple
Steve Harris conta o que Brian May disse sobre o show do Iron Maiden no Rock in Rio I
Os dois clássicos do Judas Priest que Ripper Owens não queria cantar no Masters of Voices
O cantor de prog metal que foi cotado para substituir Bruce Dickinson no Iron Maiden em 1993
Dave Lombardo conta que "névoa mental" o fez usar anotações nos shows
Classic Rock ranqueia discografia do Bon Jovi do pior ao melhor álbum


Hellacopters acerta (de novo) com seu rock n' roll visceral em "Cream Of The Crap! - Volume 3"
Yes - Seguindo firme e forte em "Aurora"
"Break The Silence" prova que o mainstream precisa do Beyond The Black
"MI'RAJ" - quando Edu Falaschi troca a velocidade pela emoção e encerra trilogia com maturidade
A Lapidação da alma: O triunfo conceitual do Big Big Train em "Woodcut"
HellLight - Reafirmando seu espaço entre os melhores da safra do gênero.
"Betrayed By Obedience", do Infected Cells, é death metal bruto, técnico e direto
Há 40 anos o Queen lançava "A Kind of Magic", álbum que marcou a despedida de Freddie dos palcos
RHCP: O monstro saiu da jaula com um de seus melhores trabalhos


