Suicidal Tendencies: Experiência inusitada
Resenha - Suicidal for Life - Suicidal Tendencies
Por Vitor Sobreira
Postado em 18 de novembro de 2019
Thrash Metal, HardCore, Crossover… Não importa em qual dessas denominações você encaixe o Suicidal Tendencies, principalmente depois de quase 40 anos de existência. Do início difícil com o debut homônimo e problemas sérios com o PMRC, foi a partir de ‘Join the Army’ (1987) que as coisas começaram realmente a andar e não parar mais. Entre mudanças de formação e do cenário musical, a banda estadunidense – sempre liderada pelo vocalista e compositor Mike Muir – conseguiu vencer a década de 80 e começava a desbravar a seguinte.
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O sexto álbum oficial do Suicidal Tendencies, ‘Suicidal for Life’, foi lançado no dia 14 de junho de 1994, pela Epic Records. O trabalho marcou o fato de ter sido o último a contar com os integrantes Jimmy DeGrasso (bateria), Rocky George (guitarra) e Robert Trujillo (baixo) – sendo também esses dois últimos colaboradores nas composições. O guitarrista Mike Clark completava a formação.
Com a capa estampando um Mike Muir totalmente no estilo "rapper valentão todo cheio de pose" (eu sei, isso não é nenhuma novidade, eu sei!) a bolacha começa com "Invocation", que não pode ser levada a sério. Só imagine uma breve composição soft e quase intimista, adornada com palavras e expressões "suaves" (ok, isso também não é novidade, eu sei p@#%a!!). Falando em um português bem claro: se você não tem paciência pra firulas, aperte o play logo em "Don’t Give a Fuck". Pronto, resolvido. Ah, não poderia deixar de ressaltar a boa produção, que evidenciou um peso concentrado, instrumentação e vocais bem captados e claro, composições com seus momentos de destaque.
"No Fuck’n Problem" demonstra um track list firme, com um trabalho de guitarras que chama a atenção. Apesar de estar sentindo falta de velocidade, a composição – assim como as demais – mostra uma estrutura inteligente e nada maçante ritmicamente. Em "Suicyco Mothafucka", Jymmy DeGrasso (baterista que ao longo da carreira tocou com nomes como Y&T, Lita Ford, Megadeth, Alice Cooper, entre outros) conseguiu soltar um pouco mais a mão em determinados momentos, ainda que a faixa traga um clima meio "soturno" em outros. O mesmo acontece em "Fucked Up Just Right!", em relação ao trabalho de bateria, com bastante empolgação nos minutos finais.
Fique ciente que a repetição constante de "No Bullshit" ("No bullshit, NO BULLSHIT, no bullshit!!!!"), na faixa de mesmo nome, não sairá mais da cabeça! Conduzida por uma levada grooveada tão agradável, parece ter menos do que os seus 03:12 de duração.
Algo que me deixa satisfeito é conseguir ouvir de maneira decente o som do baixo. É o que acontece nos primeiros instantes da diversificada "What Else Could I Do", que começa rápida, mas logo abre espaço para algo interessantemente melodioso, como se fosse um parêntesis, até o retorno do peso. Um dos pontos altos da audição, fácil!
Às vezes um determinado trecho instrumental é tão envolvente, que esquecemos que nunca devemos nos enganar com seus instantes iniciais. Assim acontece com "What You Need’s a Friend", que pelo lado emocional, qualquer um poderia imaginar se tratar de uma balada. Mas é claro que isso só dura até os 35 segundos… Mas não se decepcione, pois é uma ótima faixa e logo em seguida um pouco mais de energia é inserido em "I Wouldn’t Mind" – claro, sem descartar as melodias.
Como o próprio título sugere, "Depression and Anguish", trata de um assunto delicado, a depressão. Considerada nos dias de hoje como a "doença do século", segundo a OMS, desde 2005 o índice vem aumentando significativamente e de acordo com estimativas, somente no Brasil aproximadamente 6% da população apresenta a doença. O instrumental discretamente mais agressivo, embala versos como: "Travels thru my veins poisoning my soul / Makes me hate myself, makes my anger blow / Suffocates the hope – eats away my will / Traps in all the hate – depression" e "Depression and anguish the battle can’t take this / Depression is poison the damage is done / Depression it’s got me I fight it but why me / Depression and anguish the poison’s inside me".
A direta "Evil" nos guia com propriedade aos instantes finais, enquanto que a cadenciada "Love VS Loneliness" é uma típica canção pesada dos anos 90. O martelo é batido com "Benediction", que segue o que foi feito lá em cima, na primeira faixa.
Para um álbum que eu nunca iria ouvir, foi sim mais uma experiência inusitada e bastante válida!!
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