Babymetal: grupo segue explorando novos terrenos em terceiro disco
Resenha - Metal Galaxy - Babymetal
Por Victor de Andrade Lopes
Postado em 14 de outubro de 2019
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Já absolutamente estabelecidas comercialmente e não mais podendo surfar na onda do ineditismo, a dupla de kawaii metal Babymetal marca o ano de 2019 com seu terceiro lançamento, Metal Galaxy.
A ideia do título ("Galáxia do Metal", em tradução livre) é que as meninas estão embarcando em uma jornada pela galáxia do gênero, explorando suas diversas possibilidades.
É algo na linha do que já fizeram no lançamento anterior, Metal Resistance, mas desta vez explorando novas possibilidades, de forma a manter os fãs entretidos e surpreendidos - afinal, kawaii metal só choca quem esteve em coma nos últimos cinco ou seis anos.
As três primeiras faixas ("Future Metal", "Da Da Dance", "Elevator Girl") passam sem impressionar nem surpreender, exceto pelo fato de que adotam uma roupagem eletrônica mais intensa que o disco anterior e mais próxima da estreia autointitulada delas.
A segunda, inclusive, foi muito antecipada por mim por conter uma participação do maior guitarrista vivo japonês (Tak Matsumoto, do B'z), mas sua presença passou praticamente despercebida (até porque, heavy metal nunca foi seu habitat natural).
Mas logo depois, chegam nossas primeiras (e gratíssimas) surpresas. A começar pela imprevisível incursão delas pela música indiana, "Shanti Shanti Shanti". Sério, qual a chance de um grupo de heavy metal encabeçado por cantoras pop japonesas criar uma canção influenciada por instrumentalização indiana? Ah, como eu amo música...
Em seguida, uma espécie de evolução de "Meta Taro", do Metal Resistence, que trazia fortes influências de Korpiklaani e metal pirata. "Oh! Majinai" é mais do que uma faixa influenciada pelos finlandeses. É praticamente um cover deles, mas sem uma música específica como "alvo". E de quebra, temos ainda a participação de Joakim Brodén, dos também escandinavos Sabaton, provendo um necessário contraponto masculino e rasgado às vozes das meninas. Esta sim é uma participação que faz sentido.
"Brand New Day", além de retomar o lado eletrônico delas, tem mais uma participação "estranha". Aliás, duas. Tim Henson e Scott LePage, guitarristas do quarteto estadunidense de rock progressivo instrumental Polyphia, vêm deixar alguns sons aleatórios que não parecem impossíveis de serem feitos por outros guitarristas quaisquer.
"↑↓←→BBAB" (seja lá como se lê esse diabo desse título que parece baseado no famoso "código Konami", uma sequência de comandos que destravam truques em vários jogos da marca japonesa) adota sons eletrônicos novamente, mas desta vez especificamente sons de 8-bit, no melhor estilo DragonForce. Ela é uma das faixas exclusivas da edição japonesa, que veio dividida em dois CDs.
Foi prometido que "Night Night Burn!" teria elementos de música latina. Acabaram sendo temperos bem discretos, porque o máximo que se ouve é uma percussão mais regional aqui e ali e um ou outro fraseado diferente nas guitarras. Mas valeu pela tentativa de explorar novos terrenos.
O disco dois já começa de forma bem mais empolgante, com um instrumental mais maduro e somente vocais de fundo ou guturais, sem grande participação das meninas. Elas voltam em "Distortion", primeiro single a ser divulgado, juntamente à lendária Alissa White-Gluz (Arch Enemy), que deixa mais uma participação discreta na versão do álbum.
A participação especial mais assertiva de todas vem logo depois, quando o rapper (sim, rapper) tailandês F.Hero deixa uma contribuição na divertida "Pa Pa Ya!!". Como pode um rapper ter a participação mais marcante numa obra de metal com vários nomes importantes do gênero?
Este segundo disco também tem mais uma faixa exclusiva japonesa, também inchada ao máximo com modismos eletrônicos: "BxMxC" (seja lá como se lê esse diabo desse título) [2].
Após a ótima "Kagerou", entramos numa espécie de thread e o álbum se encerra com uma trilogia de peças interligadas por leves sons sombrios: "Starlight", ótima e dona de um dos riffs mais empolgantes; "Shine", que infelizmente não preencheu seus quase seis minutos com algo que justificasse este comprimento todo; e "Arkadia", tão descaradamente influenciada por DragonForce que eu procurei os nomes Herman Li e Sam Totman no encarte.
Ah, é bom lembrar que este é o primeiro trabalho das Babymetal sem Yuimetal, dançarina e vocalista de apoio que deixou o então trio um ano atrás. Honestamente, em nenhum dos quase 60 minutos de música oferecidos aqui sente-se a falta da dita-cuja.
Metal Galaxy tem como mérito manter a essência do som das meninas (até mais que o Metal Resistance) ao mesmo tempo em que segue na exploração de novos terrenos, sendo talvez um dos ícones recentes do fato de que a música não conhece limites.
Abaixo, o clipe de "Pa Pa Ya!!":
Track-list:
Disco 1
1. "Future Metal"
2. "DA DA Dance"
3. "Elevator Girl"
4. "Shanti Shanti Shanti"
5. "Oh! MAJINAI"
6. "Brand New Day"
7. "↑↓←→BBAB"
8. "Night Night Burn!"
Disco 2
1. "In the Name Of"
2. "Distortion"
3. "PA PA YA!!"
4. "BxMxC"
5. "Kagerou"
6. "Starlight
7. "Shine"
8. "Arkadia"
Fonte:
Sinfonia de Ideias
http://bit.ly/metalgalaxy
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Abbath encerra show após meia música em festival finlandês
A música do Titãs com Andreas Kisser na guitarra e Iggor Cavalera na bateria
As 50 melhores músicas do Queen, segundo a Classic Rock
As 10 melhores e mais influentes capas do rock, segundo a Ultimate Classic Rock
Spotify revela qual foi o clássico do rock mais ouvido no mundo durante o eclipse solar
Jim Root justifica postagem feita após rumores da demissão de Sid Wilson do Slipknot
Regis Tadeu explica por que Blackmore voltou ao palco com o Deep Purple após 33 anos
Regis Tadeu explica morte dos Mamonas Assassinas: "Imprensa não contou"
13 bandas de death metal que o primeiro álbum é o melhor, segundo a Loudwire
Agora é oficial: Slipknot anuncia demissão de Sid Wilson
Viúva de Neil Peart enviou mensagem de apoio a Anika Nilles após sua entrada no Rush
As 4 melhores músicas de 1986, segundo Robert Smith, vocalista do The Cure
Geddy Lee fala sobre importância de ainda cantar as músicas do Rush nos tons originais
As 10 melhores músicas do Alice in Chains, segundo a Metal Hammer
5 clássicos do rock nacional cujas letras envelheceram mal
Para Regis Tadeu, só existe uma coisa mais chata que o som do Dream Theater
A música dos Rolling Stones que Mick Jagger tem vergonha, mas ainda canta
Por que o termo black metal foi inventado? Criador explica e dá crédito a Bon Jovi




As bandas clássicas e nem tanto que estarão no novo game dos criadores do Guitar Hero
As 10 melhores músicas de heavy metal lançadas em 2025, segundo a Louder



